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Editorial: O elo mais fraco

O governo português procura desesperadamente encontrar dinheiro que permita cumprir as metas orçamentais a que se obrigou perante os nossos parceiros europeus, de modo a evitar que outros, vindos do estrangeiro, nos venham dar lições sobre como se governa um país em dificuldades.

Assim, raro é o dia em que não seja anunciado mais um corte num qualquer subsídio, o aparecimento de critérios mais apertados para a obtenção de um qualquer apoio, ou o anúncio de que, afinal, as mudanças que se tinham feito na educação há dois ou três anos, eram prejudiciais para os “meninos” e que “todos os pais e professores sabem disso”.

Uma comentadora televisiva (profissão em forte expansão no nosso país), “perita” em assuntos económicos, considerava mesmo há dias como “regalia” o abono de família, pelo que era óbvio que os cortes nele realizados, sendo benéficos para as nossas finanças, não retiravam nada de mais às famílias – apenas “regalias”…

Não deixa de ser estranho este modo como se pretende arranjar dinheiro. Manda o bom senso que, quando o dinheiro falta, os cortes sejam realizados naquilo que podemos dispensar, no que não precisamos para viver, no que pode ser adquirido mais tarde.

Não parece ser assim que Portugal está a pensar. Escolhe o caminho mais fácil e espectacular, aquele que atinge um maior número de pessoas, dando ao mesmo tempo a sensação de que se está a fazer tudo para resolver a crise, ainda que os cortes sejam em desfavor do “elo mais fraco”, e mesmo correndo o risco de que este “elo” se torne ainda mais fraco, quase inexistente. Quanto ao resto, comissões de estudos, grupos de trabalho, obras de grande vulto, essas continuam, a bom ou a mau ritmo (depende aqui do ponto de vista): é bem mais difícil tentar por aqui fazer poupanças. Mas eu não sou perito em economia, e pode ser que, neste domínio, o bom senso seja outro!

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