Beatificação de Madre Clara |
Conferência de imprensa apresenta beatificação: Viver em profunda comunhão com Deus
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Na Irmã Maria Clara “havia uma força mística em que Deus era tudo para ela” e “o seu primeiro amor era Deus”, afirmou a Superiora Geral da Congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição (CONFHIC).

Num encontro com jornalistas para apresentação da Beatificação da Madre Clara, a irmã Maria da Conceição Galvão Ribeiro sublinhou que, “o Espírito Santo inquietava o coração” da religiosa nascida em Amadora e, “daí nasceu o desejo de cuidar daqueles que sofrem, mesmo com sacrifício próprio”.

Tendo vivido num período conturbado, Madre Clara, que será agora beatificada, “viveu numa profunda comunhão com Deus” e apelava “ao anúncio pela vida mais que pela palavra”, acrescentou ainda a Superiora Geral da CONFHIC, salientando a dimensão testemunhal de Maria Clara do Menino Jesus.

A proximidade da família religiosa, fundada pela irmã Maria Clara e pelo padre Raimundo Beirão, e a oferta de uma pequena pagela da Madre Clara, levaram Georgina Troncoso Monteagudo a pedir a intercessão para a cura de uma doença que lhe tinha sido diagnosticada para a qual os médicos consideraram não ter cura. Natural da localidade espanhola de Baiona (Pontevedra), Georgina viveu, durante trinta e quatro anos, o sofrimento e a dor que lhe causava o Pioderma Gangrenoso. Teve diagnósticos realizados por médicos diferentes que acabaram por concluir não ter melhorias mas a sua fé fazia com que transportasse sempre consigo no próprio braço aquela pagela da religiosa que tinha em curso o seu processo de beatificação.

“Um dia o médico perguntou-me quem era aquela monja que eu trazia comigo, e eu expliquei-lhe que era uma irmã a quem pedia que ao menos não piorasse o estado do meu braço. Ele respondeu-me: «pois parece-me muito bem porque temos de ter intercessores». A partir daí era ele quem depois do tratamento me colocava a pagela no braço”, explicou aos jornalistas Georgina Monteagudo, que se deslocou a Portugal para participar na beatificação.

Em 2002, o médico que fazia os tratamentos desta mulher, que hoje tem 84 anos, faleceu e tendo esta decidido não precisar de mais médicos, pela sua fé entregou a sua cura à Madre Maria Clara. “Segui fazendo um tratamento que era para refrescar, com um creme; colocava ligaduras, e assim fiz até ao ano seguinte. A 12 de Novembro de 2003 quando vou para fazer o meu tratamento, começo a tirar as ligaduras, que sempre estavam molhadas, e com grande surpresa tiro as ligaduras e as gazes secas, e o meu braço coberto com pele. Mesmo na parte do pescoço, que estava em carne viva. Chamei, então, as minhas irmãs e uma delas que também rezava a Madre Clara disse-me: ‘Georgina isto é um milagre da Madre Clara’. Dois dias depois fui ao médico de família que me confirmou ser uma coisa sobrenatural para a qual não tinha explicação”, contou, com um rosto de emoção. “Por isso, quero publicamente dar graças a Deus que por meio da Madre Clara me curou”, garantiu a miraculada.

 

O milagre realizado em Georgina Troncoso Monteagudo “não é o único milagre ocorrido por intercessão da Irmã Maria Clara”, disse a irmã Rosa Helena Moura, que foi colaboradora externa da Congregação para as Causas dos Santos neste processo de Canonização. “Há vários relatos de milagres, mas por sugestão da Santa Sé apenas um foi escolhido ”, referiu. Para a continuidade do processo de canonização, é necessário que ocorra um novo milagre, após a celebração de beatificação de dia 21 de Maio.

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