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Editorial: O Evangelho na Web
Significativamente, o Dia Mundial das Comunicações Sociais é celebrado no Domingo da Ascensão do Senhor ao Céu, como que a lembrar que os Meios de Comunicação Social da Igreja – ou a presença da Igreja e de cristãos nos Meios de Comunicação Social – se devem reger por critérios bem diferentes do modo como outras instituições lá se encontram.

Na leitura evangélica que escutamos neste dia, o Senhor Jesus envia os seus discípulos pelo mundo inteiro a anunciar a Boa Nova. Mas a mesma leitura evangélica mostra-nos o Senhor que sobe ao céu e que, ao fazê-lo, coloca aí o nosso coração de cristãos. Todo o nosso ser vive, a partir desse momento, do Céu e para o Céu caminha – não para um céu construído por nós (já fizemos essa tentativa e não deu certo) mas o Céu que é o próprio Jesus. Queremos estar com Ele e queremos que todos possam estar com Ele. E é por causa disso que falamos, anunciamos, pregamos, usamos toda a arte da comunicação.

O mundo da Comunicação Social surgiu à margem da Igreja e mesmo contra ela. Essa é uma das suas marcas. Ao mesmo tempo, foi ganhando também o nobre ideal de procurar defender a verdade, denunciando a mentira e a injustiça – e, reconheçamos, muitos foram os jornalistas que pagaram com a vida esse serviço à humanidade. É por isso também que não podemos deixar de reconhecer nele alguma afinidade com a missão eclesial. Longe de sacralizar ingenuamente o Mundo da Comunicação Social, importa também não o tornar no inimigo a abater. Tanto mais que, presentemente, esse mundo está ao alcance de todos nós, não apenas como consumidores mas também como sujeitos – e para isso mesmo nos chama a atenção a mensagem do Santo Padre para o 45º Dia Mundial das Comunicações Sociais: “Verdade, anúncio e autenticidade de vida na era digital”.

Diz o Santo Padre: “O compromisso por um testemunho do Evangelho na era digital exige que todos estejam particularmente atentos aos aspectos desta mensagem que possam desafiar algumas das lógicas típicas da web. Antes de tudo, devemos estar cientes de que a verdade que procuramos partilhar não extrai o seu valor da sua “popularidade” ou da quantidade de atenção que lhe é dada. Devemos esforçar-nos mais em dá-la conhecer na sua integridade do que em torná-la aceitável, talvez “mitigando-a”. Deve tornar-se alimento quotidiano e não atracção de um momento. A verdade do Evangelho não é algo que possa ser objecto de consumo ou de fruição superficial, mas dom que requer uma resposta livre. Mesmo se proclamada no espaço virtual da rede, aquela sempre exige ser encarnada no mundo real e dirigida aos rostos concretos dos irmãos e irmãs com quem partilhamos a vida diária. Por isso permanecem fundamentais as relações humanas directas na transmissão da fé!

Em todo o caso, quero convidar os cristãos a unirem-se confiadamente e com criatividade consciente e responsável na rede de relações que a era digital tornou possível; e não simplesmente para satisfazer o desejo de estar presente, mas porque esta rede tornou-se parte integrante da vida humana. A web está a contribuir para o desenvolvimento de formas novas e mais complexas de consciência intelectual e espiritual, de certeza compartilhada. Somos chamados a anunciar a nossa fé, também neste campo: que Cristo é Deus, o Salvador do homem e da história, Aquele em quem todas as coisas alcançam a sua perfeição”.

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