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Editorial: Cristo na cidade
Habitualmente a presença de Cristo não dá tanto nas vistas como na Procissão do “Corpo de Deus”. Habitualmente, é uma presença mais discreta. Uma presença que começa pela oferta em tantas celebrações eucarísticas diárias e dominicais.

Uma presença que, depois, se alarga na vida de tantos milhares que, deixando-se transformar pelo alimento eucarístico, procuram fazer o bem: procuram fazer bem o trabalho de cada dia, procuram fazer o bem na atenção que dão aos outros, amigos ou inimigos, procuram fazer bem usando o seu tempo livre não apenas para aquilo de que gostam e lhes dá prazer, mas no serviço dos que mais precisam.

Queiramos ou não, a presença discreta mas actuante e eficaz de Cristo nas nossas cidades e aldeias vai transformando o mundo. Sem ser notícia, procurando que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita, é, no entanto, uma presença sempre “presente”, sempre atenta. Desde que Cristo veio ao mundo, e depois que nos deixou a Eucaristia como prolongamento constante da Sua presença, transformando o ser daqueles que O recebem, o mundo, onde quer que esse Cristo eucarístico chegue, torna-se diferente. É por isso que é urgente que Ele chegue a todos os povos, nações, lugares.

É, obviamente, difícil dizer se o mundo está hoje melhor que ontem. Nem importa, porventura, responder a essa questão – que importa perder tempo em “balanços”, realizados para nos “contentar” ou para nos “deprimir”, se o essencial não é, absolutamente, estarmos bem connosco mas com Deus e com os outros? O modo de Cristo actuar nunca foi o de se preocupar com a conquista de grandes audiências, de grandes multidões, mas antes o agir, com eficácia e persistência, na transformação dos corações humanos que com Ele se deixam cruzar.

E, no entanto, é importante que este mesmo Cristo discreto, por vezes quase escondido, seja também mostrado, numa manifestação pública de fé. Porque é importante que a cidade tome consciência d’Aquele que a transforma. É, sobretudo, importante, que os cristãos mostrem ao mundo que o seu modo de actuar e todo o bem que discretamente realizam em cada dia que passa, não tem neles a sua origem, mas n’Aquele em quem tudo podem, e cujos sinais trazem gravados no seu coração e no seu corpo.

Em cada solenidade do «Corpo de Deus», a presença real de Cristo é mostrada, ostensivamente, ao mundo, para que todos – crentes ou não – ganhem consciência de que todo o trabalho, todo o bem, todas as transformações que são fruto do agir e do rezar dos cristãos não têm origem neles e nas suas forças, nem são para o seu agrado ou engrandecimento – mas que todo o louvor só deve ser dirigido Àquele que lhes dá força e os inquieta: Cristo, ainda hoje diariamente presente, e transformador da vida daqueles que deixam cruzar com Ele o seu olhar.

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