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Editorial: O ministério de Cristo

Neste sábado, como graças a Deus vem sendo habitual na nossa Diocese de Lisboa, 5 jovens que tiveram a ousadia de escutar o chamamento do Senhor e de responder ao seu apelo, vão receber das mãos do seu Bispo o sacramento que os configura a Cristo, esposo, cabeça e pastor da Igreja. Em Cristo, serão, para sempre, sacerdotes.

No meio daquilo a que muitos chamam a “tormenta” pela qual a Igreja está a passar – “tormenta” por recusar ser aquilo que o mundo quer que ela seja, e “tormenta” por, algumas vezes, ceder às tentações de ser aquilo que o mundo quer que ela seja (“tormenta” que, por isso, é parte intrínseca e constante da sua vida) – é uma ousadia verdadeira entregar toda a vida, sem reservas, ao serviço de Cristo e dos irmãos, não só porque se gosta, não só porque se quer mas porque, hoje como há 2 mil anos, o Senhor Jesus passou, e o seu apelo tornou-se, para quem o escutou, uma urgência irrecusável.

O mundo entende e admira aqueles que se dedicam em voluntariado à tarefa de minorar os sofrimentos alheios (até por causa de um certo sentimento de culpa, causado pela má consciência de ter provocado alguns desses sofrimentos). O mundo até seria capaz de admitir que, para a “liderança” de uma comunidade de crentes é necessária uma certa preparação – tratar-se-ia de estudar um pouco mais (de doutrina, de administração e, sobretudo, de psicologia) para que alguém estivesse apto a desempenhar essa “profissão”.

O que o mundo não entende – e “mundo” aqui são, infelizmente, também muitos cristãos – é que alguém ouse entregar-se de tal modo a Cristo e ao seu serviço que assuma como objectivo de toda a sua vida o de configurar-se com Ele, na pobreza, na obediência e na castidade por causa do Reino dos Céus e no serviço sacerdotal que apenas Cristo realiza, ainda hoje, em favor dos homens, e sem o qual estes não conseguem viver a salvação.

Compreendo que o mundo não entenda: trata-se de algo que é dom de Deus, o único a poder dar forças, não apenas para no dia da ordenação alguém dizer o sim, mas para o dizer e procurar, cada vez mais e sempre, em cada dia que passa. Compreendo que o mundo não entenda e se sinta incomodado. Desde há dois mil anos que Cristo – de uma forma ou de outra – tem sido um convite a que o mundo se converta e viva não a partir de si, do que pensa, pode ou sabe, mas a partir de Deus.

A partir de Deus – só assim se pode compreender, na sua totalidade, o ministério do sacerdócio.

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