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Editorial: Um mundo novo

O mundo novo a que o Senhor Jesus deu início com a sua ressurreição não terá aqui na terra a sua plenitude. Sabemos, contudo, que não basta esperar, de braços cruzados, o novo céu e a nova terra. À Igreja, no seu todo, e a cada um dos cristãos, o Senhor confiou a tarefa de semear a pequena semente do Reino.

É hoje também evidente que não podemos navegar nas águas do optimismo ingénuo, como se, duma forma ou doutra, tudo fosse bom e obra de Deus e, portanto, o mal e o pecado mais não fossem que meros enganos humanos, passíveis sempre de serem corrigidos como pequenas “faltas” sem importância. Não: o mal existe no mundo, e não deixa de se opor àquilo que vem de Deus. Uma verdadeira batalha, em nós e nas realidades que existem à nossa volta está, desde sempre a desenrolar-se. E, daí, as perseguições ao cristianismo e aos cristãos, que longe de terminarem, parecem antes intensificar-se, um pouco por todos os lados, onde quer que exista uma leve que seja “brisa do Espírito”.

O milhão de jovens vindos de todas as partes do mundo, que se encontraram em Madrid a professar a fé em Jesus Cristo vivo, reunidos à volta do Sucessor de Pedro, se nos parece (e é) uma multidão, não deixa, no entanto, de ser também um “pequeno grão de trigo”, até perante os muitos milhões de jovens que, nas outras paragens do mundo, passaram à margem do acontecimento.

No entanto, em Madrid, os Meios de Comunicação mostraram-nos bem o contraste entre o cristianismo e o mundo novo que, com ele, Jesus pretende semear, e a violência daqueles que, com insultos, mentiras e procura de divisões se lhe opõem. É certo que existe joio no meio do trigo, e trigo que nos surpreende no meio do que parece ser joio; é ainda certo que não é a nós, mas ao Senhor Jesus, que cabe fazer, finalmente, o juízo. Contudo, não tenhamos dúvidas: hoje como há 2 mil anos, é com este pequeno fermento – maior, no entanto, que aqueles 12 pescadores da Galileia – que o Senhor quer levedar toda a massa, por muito que esse mesmo fermento não seja isento de pecado.

Não estamos, certamente, à espera que, agora, de um dia para o outro, tudo mude de repente e nos encontremos às portas do Reino dos Céus. Mas uma coisa é certa: o coração daqueles que foram a Madrid, esse veio modificado. E, com ele, com essa pequena realidade, o mundo novo tornou-se mais presente. Podemos, para já, não dar por ele; até pode parecer que tudo ficou na mesma. Mas aquele que um dia se deixou tocar por Jesus Cristo, esse terá, necessariamente, que fazer, mais tarde ou mais cedo, uma escolha, livre e consciente.

O mundo novo pode não ter lugar amanhã, mas continua aí a surgir e a chamar, para quem tiver abertos os olhos da fé.

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