Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Editorial: As viagens difíceis do Papa
João Paulo II fazia sempre viagens apostólicas fáceis. O seu contacto com as multidões, nunca interrompido mesmo quando a doença o mostrava débil, era algo de espontâneo.

Depois que o Papa, no primeiro ano do seu Pontificado, iniciou este modo de anunciar o Evangelho e de exercer o seu ministério de Sucessor de Pedro, reunindo ao seu redor incontáveis multidões, o sucesso das mesmas era dado como algo de óbvio, salvo uma ou outra excepção.

Ao contrário, o Papa Bento XVI faz sempre viagens difíceis, a acreditar no que diz a Comunicação Social antes de as mesmas se realizarem. E já lá vão seis anos de viagens apostólicas, em que as deslocações – sempre mais difíceis umas que as outras – dão lugar a sucessivos encontros com multidões. Viagens em que o Papa, com o brilhantismo do seu raciocínio, mas, sobretudo, com a humildade e simplicidade próprias de quem apresenta Jesus Cristo ao mundo, vai mudando as expectativas mais sombrias, congregando à sua volta, milhares e milhares, numa quantidade não inferior às multidões que acorriam para se encontrarem com João Paulo II.

Contudo, as viagens deste Papa continuam a ser difíceis para os jornalistas e, apesar do sucesso evidente, deixam sempre alguém descontente a quem se dá mais espaço, mais destaque – até porque é perigoso que este Papa seja capaz de reunir à sua volta tanta unanimidade, de crentes e não crentes: as previsões de fracasso não funcionam, e parece que a grande maioria as ignora.

Bento XVI não será o Papa dos grandes gestos espectaculares, dos improvisos surpreendentes que a todos cativavam. Mas este Papa – como bem o demonstrou quando há um ano atrás visitou Portugal – não deixa de transparecer a mesma qualidade que a todos atraía em João Paulo II: percebe-se que também ele ama Jesus Cristo, e que a todos O quer dar a conhecer. É isto que se torna difícil fazer compreender àqueles que, à partida, decretaram que tal seria difícil, senão impossível!

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