Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Ouso fazer-vos um pedido
Quem habitualmente lê os meus editoriais sabe que eles não são habitualmente redigidos em primeira pessoa, nem versam sobre o que faço: o objectivo destes escritos de “fim de jornal” não é o de chamar a atenção sobre quem escreve, mas antes o de convidar o leitor a olhar um ou outro aspecto deste mundo em que Deus nos chama a viver e a ser suas testemunhas.

Deixai-me, no entanto, que hoje não siga esta regra que me impus desde o início. Como é do conhecimento geral, na passada segunda-feira o Santo Padre escolheu-me para Bispo, confiando-me a tarefa de auxiliar o Senhor Patriarca no seu encargo de conduzir esta grande diocese que é o Patriarcado de Lisboa.

Desde há muitos anos que me habituei a olhar para o nosso Patriarca como mestre na fé. Enquanto seminarista, ele foi o meu Reitor; enquanto aluno da Faculdade de Teologia, ele foi meu professor e orientador de vários trabalhos académicos; finalmente, enquanto Bispo da nossa diocese, sempre olhei para ele como o Pastor a quem devia obediência, com quem devia colaborar, e de quem sempre recebi não poucas provas de confiança.

Por outro lado, o Patriarcado sempre foi a minha diocese. Foi aqui que recebi a fé e nela cresci. Foi para o serviço das suas comunidades que, respondendo ao apelo de Jesus, há 24 anos fui ordenado presbítero. Foram anos que passaram sem me ter dado conta deles, tanto e tão entusiasmante é o trabalho da vinha do Senhor.

Agora que o Santo Padre, em nome de Jesus, olhou para mim e voltou a pronunciar o mesmo “Segue-me” com que o Senhor chamou outrora os Apóstolos, confesso-vos que, perante esta nova missão, olhando para as minhas forças e capacidades, não deixo de tremer.

Mas sei, igualmente, que a nossa diocese é a vinha do Senhor, e que Ele não desampara quem n’Ele coloca a confiança. E sei igualmente que a Virgem Mãe está sempre presente na vida da Igreja, e não deixará de interceder por mim e por todos. Sei ainda que o trabalho, sendo meu, me ultrapassa, e que Deus faz sempre mais – imensamente mais – que os nossos esforços, por muito generosos e eficazes que eles procurem ser.

Contudo, ouso pedir-vos que, de agora em diante, tenhais sempre um particular momento nas vossas orações, para pedir ao Senhor por este Seu “inútil servo”, que só deseja fazer o que deve, e que Ele chamou a segui-Lo de mais perto: pedi para que eu que seja um bom e fiel pastor, para o bem de toda a Igreja e do mundo.

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