Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
A caminho do ano da fé

Há dias, o Santo Padre convocou os cristãos do mundo inteiro para a celebração do “Ano da Fé”, com início em 11 de Outubro do próximo ano (quando se celebra o 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II) e encerramento no Domingo de Cristo Rei de 2013, 24 de Novembro (20º aniversário da publicação do Catecismo da Igreja Católica).

Para além de celebrar estas efemérides, os objectivos deste “Ano da Fé” são simples e claros, ao mesmo tempo que profundos e significativos. O seu ponto de partida é uma afirmação que o Papa recorda, e que nós, cristãos da diocese de Lisboa bem conhecemos, pois foi proferida por Bento XVI durante a homilia da Missa no Terreiro do Paço: “Sucede não poucas vezes que os cristãos sintam maior preocupação com as consequências sociais, culturais e políticas da fé do que com a própria fé, considerando esta como um pressuposto óbvio da sua vida diária. Ora um tal pressuposto não só deixou de existir, mas frequentemente acaba até negado” (Carta Apostólica Porta Fidei, n. 2).

Assim, ao longo do próximo ano pastoral, somos convidados pelo Santo Padre em primeiro lugar à conversão (“em virtude da fé, esta vida nova plasma toda a existência humana segundo a novidade radical da ressurreição”, diz o Papa) e, depois, à evangelização, em particular à confissão pública do dom precioso da fé (PF 8), pois, como diz o Santo Padre, “a fé implica um testemunho e um compromisso públicos”.

Mas não só. O Papa convida os cristãos à oração diária que reaviva o compromisso do Baptismo, e a aprofundar os conteúdos da fé, de coração aberto pela graça de Deus: “a fé é decidir estar com o Senhor, para viver com Ele” (PF 10); e tudo isto descobrindo a beleza da vida em Igreja, pois que a fé se apresenta como realidade também e essencialmente comunitária. Finalmente, importará ainda “intensificar o testemunho da caridade”, visto que, como afirma o Santo Padre, “a fé sem a caridade não dá fruto, e a caridade sem a fé seria um sentimento constantemente à mercê da dúvida” (PF 14).

Não podemos, pois, ignorar este convite do Papa. Não podemos deixar de, nas diferentes estruturas pastorais, procurar de que modo poderemos ajudar todos os cristãos a viverem, com entusiasmo, este “Ano da Fé”, de forma a (como refere o Papa) identificando os sinais dos tempos, intensificar o testemunho e a tornar cada vez mais firme a relação dos cristãos e de todos com Cristo Senhor.

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