Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Ao estilo do Cristo

Uma das características que distingue o cristianismo das demais religiões – e que distingue as culturas e modos de viver que ele plasmou ao longo dos séculos de muitas outras que O desconhecem – é o de defender com todas as suas forças a autonomia das realidades terrestres.

O mesmo é dizer: pelo facto de terem sido criadas por Deus, as realidades da natureza e o modo como o homem correctamente as utiliza, desenvolve e vive, trazem consigo, nas leis naturais que as regem, a marca de Deus. Cabe ao ser humano descobrir essas leis e, por meio delas, chegar ao conhecimento do Criador. Por isso mesmo, estas realidades terrestres, no fim de cuja criação o próprio Deus reconheceu a sua bondade, como nos narram as primeiras páginas do Génesis, não se encontram nunca em concorrência com a vida da fé – pelo contrário, fazem com esta uma verdadeira harmonia, de modo a conduzir o ser humano à plenitude das suas capacidades e à própria participação na vida divina.

Mas esta autonomia não significa nunca separação; não significa (muito menos) indiferença. Significa antes que cada cristão realiza plenamente a sua missão quando na política, na economia, na vida social, familiar ou de lazer, na investigação científica ou no desenvolvimento da técnica faz surgir a marca divina que já ali se encontra, e que seria uma realidade clara e visível a todos, não fosse o pecado com que o ser humano obscurece esta presença de Deus.

Este é, em particular, o campo por excelência de actuação dos leigos. A sua missão como homens e mulheres de fé constitui precisamente a de fazer surgir diante de todos a marca divina com que Deus quis assinalar tudo o que criou.

Trata-se, se quisermos dizer por outras palavras, de fazer surgir constantemente, no seio do mundo a marca de Deus; trata-se de mostrar que é possível viver o quotidiano ao estilo de Cristo (como cristão) e, assim, conduzir tudo para a finalidade última com que Deus tudo criou. Nisso consiste o desafio que a solenidade de Cristo Rei lança a todos.

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