Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Às portas do Ano da Fé

Este novo ano pastoral começa com o convite do Santo Padre a prestarmos atenção àquilo que, na vida cristã, é o essencial: reaprender e ensinar uma relação real, efectiva, com Deus que se nos revelou em Jesus de Nazaré. Não se trata de cada um determinar para si aquilo que pensa ser o mais importante, ou aquelas realidades em que, no seu entender, se encontra mais frágil na vida cristã. Pelo contrário, trata-se antes de confrontar a vida cristã de cada um com a realidade objectiva da fé, tal como ela nos é ensinada e vivida, desde sempre, pela Igreja.

Com efeito, antes de cada um de nós ter fé já outros acreditavam, já uma comunidade tinha escutado o Evangelho, o tinha acolhido e vivido. E antes dessa, uma outra – e assim sucessivamente até à primeira comunidade apostólica. Certamente: cada comunidade vive a fé no seu tempo e na sua cultura. E isso não apenas a distingue de todas as outras como constitui um património de todos e que a todos enriquece. Mas aquilo que é peculiar a cada comunidade e a cada crente não pode nunca fazer esquecer a realidade comum, que é anterior, que nos une e faz de todos cristãos, membros de uma mesma Igreja, a Igreja de Cristo, a Igreja dos Apóstolos, a Igreja dos Santos, a Igreja católica.

A fé é pois, e antes de mais, vida. Mas para a partilharmos e para vivermos conscientemente essa vida, não podemos, nós seres humanos, deixar de utilizar as palavras, as frases, as afirmações que, ao longo do tempo foram sendo encontradas e purificadas, de modo a expressar, cada vez mais exactamente, a vida com Deus. Aliás, este é o modo habitual que nós, seres humanos, temos de comunicar uns com os outros, de permitir que outros partilhem o que vivemos interiormente, e de ensinar aquilo que também nós já antes aprendemos a viver.

É esta realidade – fruto da vida que Jesus ensinou e deu a partilhar aos Apóstolos e que estes nos transmitiram – que se encontra resumida no «Credo», que todos os domingos e solenidades somos convidados a rezar na liturgia. Durante este ano da fé, o Santo Padre faz-nos o convite a que façamos dele uma oração diária – mas isso significa, obviamente, que o entendemos, a ele aderimos de coração e o queremos viver cada vez mais perfeitamente.

Viver o essencial, aderir a ele, ser dele testemunha e ensiná-lo: eis o desafio deste Ano que temos pela frente. Uma tarefa para cada um, mas igualmente uma tarefa para as diferentes comunidades espalhadas pelo mundo inteiro. Uma força de renovação, de união e de partilha para todos os católicos dos quatro cantos do mundo, uma graça de Deus que importa não desperdiçar.

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