Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
De visita ao drama do Líbano

O Papa Bento XVI irá, tudo indica, realizar de 14 a 16 deste mês uma viagem apostólica ao Líbano. Outrora chamado a “Suíça do Médio Oriente”, pelo progresso que manifestava, pela riqueza e bem-estar da sua população, o Líbano viu-se, durante muitos anos, destroçado com uma quase infindável guerra civil e, depois, com a condição menor de país teoricamente independente, mas onde muitos partidos, facções e países estrangeiros ditavam e ditam a lei.

Noutros tempos, as comunidades cristãs eram florescentes – algumas de origem apostólica – e conviviam pacificamente com muçulmanos e judeus. Depois foram obrigadas, em grande parte, a emigrar, sobretudo para França e para os Estados Unidos, para fugir à perseguição e às guerras.

Muitos, no entanto, ficaram. São estes que agora recebem o Papa numa visita destinada a promulgar o documento que é o resultado do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente. Mas os objectivos da visita vão, obviamente, mais longe. Com efeito, a viagem papal é, igualmente, fruto do desejo de Bento XVI de estar ao lado dos cristãos e dos demais libaneses que continuam a sofrer na pele a perseguição e a imposição de culturas exteriores. Depois – e o programa mostra-o abundantemente – é ainda a vontade do Santo Padre de se encontrar seja com os principais líderes religiosos muçulmanos e com os demais chefes de Igrejas e comunidades cristãs não católicas do país, para mostrar que não é verdade que Deus seja a causa de guerras e desentendimentos.

Mas é, sobretudo, um momento em que Bento XVI chama a atenção para aquele martirizado país, mais ou menos esquecido pela política internacional. E, para isso, para estar ao lado dos cristãos que sofrem, o Papa não olha à sua própria segurança (recordemos que ao lado do Líbano se encontra a Síria), que será colocada em causa em cada minuto que ele permanecer naquele país.

É, por isso, importante que, nestes dias mais que no habitual, não deixemos de acompanhar o Santo Padre e os cristãos libaneses com a nossa oração.

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