Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Felizmente, havia os Jogos

Para muitos, a questão não se terá colocado. Mas o facto é que estas férias, na maior parte dos seus dias, me levaram a ter que escolher o canal de TV que ajudasse a “matar o tempo” que se seguia ao jantar.

Confesso que fiquei desiludido com o panorama, embora as expectativas já não fossem muito grandes. Dos 4 “canais abertos”, os dois canais privados transmitiam infindáveis telenovelas, uma atrás das outras.

Quanto aos canais públicos, um “retransmitia” as peças do habitualmente mal feito telejornal do canal 1 e, neste, depois das recorrentes e intermináveis notícias de incêndios, apareciam as graçolas – bem piores que as telenovelas – de meia dúzia de actores a que colaram a classificação de “cómicos”. A isto seguia-se um concurso, com pretensões culturais, em que o apresentador não se coibia de, de vez em quando, dizer que não gosta da Igreja e dos Padres. Tudo, em grande parte, pago com o dinheiro da conta da electricidade que nos cai mensalmente em casa.

Felizmente, numa parte das férias, foram transmitidos os Jogos Olímpicos. Em muitas das transmissões não estava em causa qualquer medalha nacional, nem existia qualquer entusiasmo de maior. Mas, pelo menos, havia competição saudável. É claro que optei pelos Jogos.

Decididamente, há que repensar a televisão que temos. Podem dizer que são as leis do mercado. Mas não são, certamente, as leis da comunicação humana, que ultrapassam aquelas em muito.

Públicos ou privados (mas, obviamente, sobretudo os públicos), os canais televisivos “abertos” têm que ir além daquilo que, simplesmente, atrai publicidade e espectadores. É um dever que mantêm para com a realidade que lhes permite trabalhar com um bem comum que é a televisão. É que, entre a censura e o simples mercado, existe um espaço muito amplo, que não pode, simplesmente, permanecer ao gosto – ou ao mau gosto – de um qualquer director.

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