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Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE)
Cardeal-Patriarca garante: “Concílio Vaticano II está mais actual do que nunca”
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O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, lembra que o Concílio Vaticano II “exige fidelidade de todos nós”. Foi assim que D. José Policarpo falou durante o Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), que teve lugar entre os dias 27 e 30 de Setembro, em Sankt Gallen, na Suíça, e que foi dedicado ao tema 'Os desafios do nosso tempo: aspectos sociais e espirituais'.

 

Durante a sua intervenção, o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sublinhou a importância do Concílio Vaticano II – numa altura em que se celebram os 50 anos da sua realização –, exaltou a sua actualidade e rejeitou a necessidade de um novo Concílio, embora, garantiu, consigamos “escutar as vozes que pedem por um Concílio Vaticano III”.

 

O tempo na História salvação

Foi um apelo à fidelidade, à esperança, à comunhão e à salvação aquele que D. José Policarpo deixou entre os seus, lembrando constantemente o papel determinante “do tempo na História salvação”, recusando-se a ver no passar dos anos um adversário da Igreja. Em tempos que se adivinham cada vez mais difíceis, D. José Policarpo sublinhou a importância da comunhão e da união na memória vivente de todos.

“Parecemos ter esquecido a mensagem dos padres conciliares durante as primeiras sessões do Concílio [Vaticano II], quando se recusaram a aprovar um texto que incorporava todos os erros do modernismo e o substituíram por um com uma mensagem para todos os homens, com mensagens de esperança e respeito por todas as pessoas”. Na mesma ocasião, o responsável português recordou que “o Concílio não se reuniu para condenar, mas para anunciar a esperança da salvação. A Igreja quer assumir-se como enviada ao mundo de uma mensagem de esperança e de salvação”, continuou.

 

Linhas orientadoras do Concílio

O Patriarca de Lisboa fez também um forte apelo à vivência da fé entre os homens, nunca esquecendo as linhas traçadas, tantos anos, pelo Concílio que mudou o rumo da História da Igreja Católica. Recorde-se que foi após o Vaticano II que a Igreja passou a estar mais aberta ao mundo, mais atenta à necessidade de garantir dignidade a todos os seus fiéis, e com uma mensagem ecuménica que persiste até hoje.

Por tudo isto, D. José Policarpo recordou as linhas orientadoras do Concílio, apelando à sua lembrança e sublinhando que nada de novo é necessário se tudo o que já foi dito nunca for esquecido. E, mostrando-se consciente da mudança dos tempos, o Cardeal Patriarca de Lisboa pediu  apenas que a fé se sobrepusesse a tudo. “A fé da Igreja, sobretudo a fé viva em Jesus Cristo, salvador de todos os homens, constitui a força e a luz do novo dinamismo da missão da Igreja”, salientou.


Nova Evangelização e Concílio Vaticano II

Centrando-se sobretudo numa mensagem de lembrança, de memória e de consciência, D. José Policarpo notou que "é interessante darmo-nos conta que existe uma coincidência entre o desafio da Nova Evangelização, lançado por João Paulo II, e as razões que levaram João XXIII a convocar o Concílio Vaticano II.”. E explicou que “é uma visão pastoral sobre a realidade humana do nosso mundo, e é a convicção de que a Igreja deve aventurar-se a encontrar os novos caminhos da sua missão, através de uma consciência renovada de que ela é, nestes tempos e nestas circunstâncias, enviada para anunciar a salvação”. O Cardeal-Patriarca de Lisboa deixou, na Plenária da CCEE, uma mensagem de esperança entre todos aqueles que tentam interpretar e levar a bom os novos desafios de uma evangelização que muitas vezes se torna difícil num mundo onde as solicitações e desafios não param de crescer. Uma mensagem que reflecte a consciência das dificuldades do tempo presente, mas também a vontade de ousar novos caminhos para anunciar a salvação e a paz a todos os Homens.

texto por Margarida Vaqueiro Lopes; fotos por CCEE
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