Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Pecado ou amor?

Um jornal de economia acusava há dias os cristãos de viverem obcecados pelo pecado e de isso, evidentemente, os impedir de ir mais longe no mundo dos negócios e no raciocínio económico.

A acusação já é velha (mesmo com barbas brancas) e não tem em conta vários estudos recentes, que mostram como, também na economia, foi o pensamento cristão que permitiu o seu desenvolvimento e se encontra na base do desenvolvimento económico ocidental, por muito que este tenha, depois, navegado por sua conta – e não apenas o espírito protestante nos Estados Unidos, como era afirmado já de há muito, mas o cristianismo no seu todo.

E até pode ser verdade que algum cristão viva com o pensamento colocado apenas naquilo que é ou não pecado. Mas o facto é que só percebe verdadeiramente o pecado quem antes percebeu o amor de Deus.

Com efeito, para aquele que vive sem amor, tudo é possível, desde que satisfaça o egoísmo do “eu”, em cada momento. Mas esse, a um certo ponto, compreenderá igualmente o vazio da sua vida. Pelo contrário, aquele que vive do amor percebe o quanto o outro é importante, e como, sem ele, qualquer ser humano não passa de um solitário, a navegar, com todo o seu esforço, pelo mar da história.

E quando o outro é Deus; e quando percebemos o quanto Ele nos ama, a cada um de nós e a todos; e que Deus não hesitou em fazer-se homem e em morrer na cruz, então percebemos igualmente que estamos longe de lhe corresponder plenamente quando recusamos que Ele não nos transforme e nos ensine a amar. Percebemos que, afinal, somos pecadores, frágeis e incapazes; mas percebemos, igualmente, que o amor de Deus nos converte, nos dá forças que nunca sonharíamos, e nos conduz à transformação do mundo.

Poderá ser que isto não bata certo com as contas de alguns economistas, mais preocupados em contar os “tostões” que conseguem fazer render. Mas que é muito mais importante para o crescimento do mundo e para o desenvolvimento do ser humano, disso não tenho qualquer dúvida.

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