Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
O vencedor vai connosco

Para muitos, passou a ideia de que o cristianismo é, essencialmente, constituído por um conjunto de proibições, uma lista de pecados que não nos deixa viver como seres humanos, que nos torna seres menores, incapazes de pensar, de agir por nós próprios, de viver verdadeiramente.

A celebração do Mistério Pascal mostra diante de todos – e, em primeiro lugar, a nós mesmos – que isso não é assim. Pelo contrário, a fé cristã afirma sempre a passagem da morte à vida. E não se trata de uma simples vida, pequena, limitada, contente com o pouco já conseguido. Não: trata-se da vida de Deus em nós, trata-se da santidade.

Nem sequer é uma vida que conquistemos a custo, ou a golpes estoicos da vontade. Não: é uma vida que o próprio Deus nos oferece. Que oferece a todos os seres humanos, e que não desiste nunca de oferecer. Cabe-nos, é certo, cuidar dessa vida, aderir à felicidade que ela nos proporciona, vivê-la plenamente.

É claro que isso significa recusar muitas coisas. Significa recusar a vida fácil e limitada que nos dizem poder ser o fruto de um qualquer produto publicitário; significa recusar a tentação de comprar a felicidade; significa recusar tê-la à custa do outro; significa recusar sermos o centro do mundo.

Por outro lado, significa, igualmente, uma enorme vontade de percorrer o caminho da fé. Não nos basta o que já vivemos. Cristo ressuscitado vem ao nosso encontro. E nós queremos conhecê-Lo cada vez mais; queremos viver cada vez mais a Sua Vida; queremos que muitos O conheçam.

A cada um e à Igreja no seu todo cabe esta tarefa: mostrar a vida na sua totalidade. Aquela vida que Deus nos deu e que faz de nós seres humanos – tão diferente daquela das plantas e dos animais! – mas, sobretudo, a vida que, maravilhosa e surpreendentemente, veio ao encontro dos discípulos no dia de Páscoa.

Foi para nós e por nós que o Senhor ressuscitou. Longe de nos tornar menores, convida-nos antes a dar passos de gigantes – passos do próprio Deus. Por nós, nunca seríamos capazes de o fazer. Mas, connosco, em nós, vai Aquele que venceu a morte para sempre.

A OPINIÃO DE
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