Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Herdeiros da fé

Embora não tenhamos dados seguros, é natural que o cristianismo tenha chegado a Lisboa logo nos primeiros anos da nossa era: afinal, tratava-se de um importante porto e de uma cidade romana de consideráveis dimensões, pelo que o fulgor missionário dos primeiros cristãos não deve ter descansado enquanto a fé não se tornou presente aqui no extremo ocidental do império. Para além de histórias mais ou menos lendárias sobre a chegada do cristianismo a Lisboa, temos a certeza de que, na perseguição de Diocleciano (entre o século III e IV) foram martirizados em Lisboa os santos Veríssimo, Máxima e Júlia, e que no século IV já se encontrava constituída uma diocese.

Vieram depois, entre os séculos VIII e XII, os anos do domínio muçulmano, de que se perderam as notícias quanto à vida de fé na cidade. Sabemos apenas que, na sua reconquista, surgiu, por entre as muralhas, a figura de um bispo, e que, após a vitória de D. Afonso Henriques, eram várias as comunidades cristãs de origem moçárabe a viver nos arredores de Lisboa.

Junto à Sé, nasceu o português mais conhecido no mundo, e nela foi batizado: Santo António. Praticamente 10 anos depois do sucesso da revolução de 1383-85, em 1394, a Diocese de Lisboa é elevada a Sé Arquiepiscopal, dela passando a depender grande parte das dioceses criadas por ocasião da expansão portuguesa dos século XV e XVI.

Em 1716 (confirmado depois em 1741 e em 1843) surge o Patriarcado de Lisboa, sinal do reconhecimento por parte do Santo Padre da atividade missionária que desde o século XV fervilhava na diocese.

Neste Sábado, 6 de Julho, toma posse o 17º Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente (85º dos Bispos de Lisboa cujo nome é conhecido com segurança), entrando solenemente no Patriarcado numa Eucaristia a que presidirá no dia 7, no Mosteiro dos Jerónimos.

Sendo tão antiga, e entrelaçando-se a sua vida com aquela do próprio destino nacional, também a nossa diocese passou, não raras vezes, por momentos difíceis. Mas, pelo menos desde o início do século XX, uma caraterística a distingue: sempre soube acompanhar o seu Patriarca, reunir-se à sua volta, responder aos seus apelos, segui-lo como presença do Bom Pastor.

Estou seguro de que assim continuará a ser. Conhecido de todos, o Senhor D. Manuel é agora a certeza visível e concreta de que os cristãos do Patriarcado continuam a peregrinar na fé apostólica, que fazem sua, unidos ao Santo Padre e aos católicos espalhados pelo mundo, para que, hoje como outrora, continue a ressoar o Evangelho de Cristo Salvador.

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