Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Espiral de paz

Não tenho ilusões acerca da guerra: é uma das características do ser humano e do seu pecado. A guerra entre seres humanos, entre grupos sociais e, em particular, entre nações terminará apenas quando o próprio pecado terminar, e quando toda a humanidade encontrar, finalmente, o seu repouso em Deus. Mas isso não pode impedir que a paz vá ganhando terreno, deixando progressivamente que o ruído das armas dê lugar à alegria de quem olha para o outro que está ao seu lado não como competidor mas como irmão.

Também estou seguro de que esta oportunidade dada à paz, a que assistimos no que toca à situação na Síria, não terá como razão única a Jornada de oração pela paz, convocada pelo Papa Francisco e a que se juntaram crentes de muitas outras confissões, cristãs ou não, e mesmo “homens de boa vontade”.

Mas o facto é que os políticos do mundo inteiro perceberam que, para além das suas conveniências, estratégias e de todos os grupos de pressão que à sua volta se juntam, se ergueu, numa voz unânime, uma multidão proveniente dos quatro cantos do mundo, a que não podiam deixar de escutar, em defesa da paz.

Aqueles que se viram impedidos de desencadear a guerra - que parecia inevitável e que, estranhamente, era promovida por muitos que foram eleitos porque falavam em favor da paz - não ficarão, certamente, de braços cruzados. Infelizmente, não se converteram os homens de um dia para o outro ao diálogo e à vontade de paz.

Nem a oração pela paz no mundo começou no passado Sábado: nos cristãos ela é de há dois mil anos, e atravessa os séculos e as culturas. Creio, no entanto, que o clamor dirigido a Deus e aos homens em favor da paz, no passado dia 7, fez mudar qualquer coisa na consciência da humanidade.

Muitos nem terão dado pelo que sucedeu há uma semana. Infelizmente, vão continuar muitas das guerras entre povos, a grande maioria delas (todas elas) por razões mesquinhas e fúteis. Mas o facto é que agora se tornou mais difícil fazer a guerra.

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