Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Evangelizar

É certo que as paróquias e outras comunidades cristãs vivem no mundo – neste mundo que é o nosso. É certo que, num modo de viver que se foi progressivamente afastando do cristianismo que lhe deu vida, é mais fácil ser cristão dentro dos grupos, organizações, actividades que povoam a vida das nossas comunidades cristãs. É certo que, mais facilmente, deixamos que o tempo corra, por entre lamúrias de que o mundo vai mal. É certo que, muitas vezes, temos a sensação de que nos encontramos à beira do precipício, à espera de um milagre divino que reponha tudo no seu lugar.

É igualmente certo que Deus poderia fazer esse “milagre” — quanto mais não seja aquele de colocar um ponto final em tudo, de modo que, de um momento para o outro, tudo retomasse o seu devido lugar, e toda a criação chegasse à meta para que foi criada.

Mas não foi desse modo que Cristo quis salvar o mundo. Poderíamos pensar que seria mais fácil e nos pouparia a nós muito trabalho, canseiras e sofrimentos — a nós e a tantos outros. Mas não foi esse o plano salvador de Deus.

É Deus quem salva o mundo por meio de Jesus. Mas a salvação — nossa e do mundo inteiro — não acontecerá sem o nosso acolhimento, conversão, participação. E o envio que o Senhor Jesus fez aos seus, a modo de testamento (aos Doze e, depois, a quantos acolheram a proclamação do Reino por eles realizada) é claro: a sua missão é a de ir pelo mundo inteiro (ao longo do tempo e em todos os lugares), e de não descansar enquanto existir alguém que não O conheça e O louve. A missão não é facultativa para os batizados.

Neste início de milénio, é connosco que o Senhor conta. Com as nossas forças e com as nossas incapacidades, mas (sobretudo) com o nosso acolhimento do seu Amor, da sua Graça.

Quando penso na tarefa que os primeiros cristãos tinham pela frente – evangelizar o mundo inteiro – não posso deixar de pensar também que estes dois mil anos de cristianismo nos facilitaram a tarefa.

É por isso que sinto dificuldade em escutar as lamúrias de tantos que, de rosto amargurado ou simplesmente de mãos nos bolsos, acham que este mundo não tem solução. Não terá, se continuarmos, amedrontados, dentro das paredes das nossas igrejas.

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