Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Na ordem do dia

No modo de trabalho dos Sínodos dos Bispos (criado pelo Concílio Vaticano II, e que tem reunido com bastante frequência, mesmo extraordinariamente, desde 1967), depois de escolhido o tema pelo Santo Padre, sempre foi enviado para as várias dioceses, pedindo que estas consultassem o maior número possível de paróquias, comunidades e grupos, um conjunto de questões cujas respostas serviam, depois, para elaborar o documento de trabalho. Era este último que constituía o ponto de partida para os debates dos Bispos reunidos à volta do Santo Padre.

Pelos vistos, este procedimento (que data já dos anos 70 do século passado e que tem sido sempre usado), foi agora descoberto pela comunicação social. Ainda bem: mais vale tarde que nunca.

Quanto ao tema da família, das questões doutrinais e pastorais que há já algum tempo a desagregação familiar e os ataques à sua centralidade na vida humana fizeram surgir - e que são dolorosas para todos -, têm sido objeto de constante reflexão em várias instâncias da Igreja. Certamente: quando o Sínodo dos Bispos, em 1980, abordou o tema, ainda não se colocavam muitas destas questões, pelo menos de forma tão aguda. Não admira portanto que o Santo Padre Francisco queira regressar à reflexão sobre a centralidade da vida familiar e das questões que o modo de vida contemporâneo fez surgir; nem admira que o faça pedindo a todos que oferecem o seu contributo.

Também acerca de todo este “ruído mediático" à volta do próximo Sínodo não podemos deixar de agradecer ao Santo Padre: uma vez mais o Papa Francisco fez com que as atenções do mundo se voltassem, neste caso, para o “Evangelho da Família”. Aliás, essa tem mesmo sido uma constante na ação pastoral do Santo Padre: colocar na ordem do dia do mundo inteiro o Evangelho de Jesus Cristo nos seus vários aspetos.

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