Entrevistas |
Henrique Joaquim, presidente da Comunidade Vida e Paz
“Acredito que é possível daqui a 10-15 anos não haver uma pessoa a dormir na rua em Lisboa”
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O presidente da Comunidade Vida e Paz alimenta a “utopia” de na próxima década deixar de haver pessoas a dormir na rua. “Era um desafio brutal para a cidade de Lisboa!”, garante ao Jornal VOZ DA VERDADE. Nesta entrevista por ocasião dos 25 anos da organização, Henrique Joaquim considera que “faz falta maior coordenação e comunicação” entre os diversos grupos que apoiam os sem-abrigo na capital e sublinha o objetivo da instituição que dirige de “estabelecer uma relação que permita indicar caminhos de vida alternativos”.

 

A Comunidade Vida e Paz está a celebrar 25 anos de serviço na cidade de Lisboa. Que balanço faz destes 25 anos?

Estes 25 anos, que se vão formalmente celebrar em 17 de abril de 2014, foram precedidos de um ou dois anos já de ação. Como a maior parte das organizações da Igreja, foram crescendo, depois foram-se estruturando e institucionalizando. Portanto, a data formal é 17 de abril de 1989, e vamos celebrar este aniversário no dia 17 de abril, Quinta-feira Santa, que é um dia fantástico para celebrar 25 anos! Julgo que é um balanço, que se pode fazer, extremamente positivo. E não vou olhar aos números, porque nós não conseguimos quantificar de uma forma muito fidedigna, mas olhando para a história da Comunidade e vendo o ponto em que ela está hoje, vemos a presença, grande, do espírito que esteve na origem. Porque o que despoletou a Comunidade Vida e Paz foi um grupo de cristãos, liderado pela irmã Maria, que a partir da oração e deixando-se interpelar pela realidade meteram as mãos na massa. Viram pessoas a sofrer e começaram a agir. Nos anos 90 a organização cresceu muito, com o boom dos apoios europeus e dos apoios estatais, e hoje estamos, como todas as outras organizações, a fazer uma reorganização, uma reposição, face àquilo que são as circunstâncias atuais, quer ao perfil das pessoas que estão na rua, quer também àquilo que são os recursos disponíveis. De uma maneira geral, é um balanço extremamente positivo, quer pelas muitas pessoas que se conseguiram transformar e mudar a sua vida, quer pelo impacto que a Comunidade tem, hoje, socialmente.

São muitas as pessoas que conhecem e contactam com a Comunidade Vida e Paz, e esse deve ser também um campo de missão. Nós temos os sem-abrigo, que são o nosso alvo principal, mas há outras pessoas, que tendo um abrigo físico, procuram abrigo para o seu sentido de vida. Por isso, na celebração destes 25 anos escolhemos duas palavras: gratidão e esperança!

 

Que impacto teve a Comunidade Vida e Paz na cidade de Lisboa?

Hoje ninguém é indiferente, nem na Igreja nem fora dela, a uma organização que é claramente da Igreja e de Igreja. Mantemos, com vários indicadores, esse espírito fundador e temos vindo, paulatinamente, a reforçar o trabalho nesse espírito – temos um plano pastoral interno, que é vivido de forma voluntária, quer pelos colaboradores, quer pelos voluntários, quer pelos residentes, mas ele é proposto de forma muito assertiva. Até porque o conceito que temos de pessoa – quer a pessoa sem-abrigo, quer a pessoa que está nos nossos centros a ser trabalhada –, é um conceito global, é uma visão holística da pessoa onde está a dimensão espiritual. O próprio método de tratamento nas comunidades terapêuticas tem uma dimensão espiritual muito subjacente, muito forte. Na Igreja, a Comunidade é uma organização reconhecida e vivida, também pelo grande número de voluntários que tem a trabalhar e que eu acho que são um sintoma da gratuidade que as pessoas vivem. Ter mais de 600 pessoas a querer sair, pelo menos de 15 em 15 dias, do seu espaço de conforto, da sua cama, das suas pantufas, para irem dedicar-se àqueles que mais precisam, é um sintoma extremamente positivo! Por outro lado, há também todo o impacto ao nível da missão explícita, que sempre esteve no carisma da organização.

O desafio, hoje, que eu sinto muito e que tento transmitir, é que nós não podemos deixar morrer esse carisma, mas provavelmente temos que saber vivê-lo adequado aos dias de hoje, não aos de há 25 anos atrás.

 

Atualmente a sociedade portuguesa está muito aberta à dimensão do social, do apoio, do voluntariado. Hoje em dia, haverá na cidade de Lisboa mais grupos a prestar este tipo de apoio aos sem-abrigo do que há 25 anos. Há lugar para tantos grupos que atuam na cidade?

Nós, por tradição e por cultura, somos um povo solidário. É algo que tem a ver com a raiz cristã. Por muito que as pessoas digam que não são praticantes, eu acho que há muita maneira de praticar, porque isto é praticar o cristianismo! Nós gostávamos de propor à sociedade uma reflexão ‘virada’ ao contrário: não somos nós que ajudamos os sem-abrigo, mas queremos refletir até que ponto este trabalho nos muda a nós, profissionais, voluntários, empresas envolvidas. Eu acho que há lugar, e tem que haver lugar, porque isso é sintoma de que as pessoas ainda não estão desumanizadas. Há indiferença – é frequente vermos na rua pessoas indiferentes ao ser humano que está deitado no chão, algo que acontece porque muitas vezes há insegurança, há medo, há incapacidade de resolver a situação ou, se calhar, por habituação. O que faz falta, e nesse campo temos tentado contribuir como organização, com a nossa postura, é maior coordenação e comunicação. Mas é um problema positivo! Temos muito dom, muita vontade, mais cristã, menos cristã, porque há grupos budistas, há grupos evangélicos, há cidadãos de boa vontade, e temos também muitos católicos. Todos temos de dar um passo e dizer: “Se nos estamos a ‘atropelar’, como é que podemos cuidar melhor das pessoas?”. Quem faz – organizações, movimentos, autarquia – tem que dizer onde faz e onde é necessário fazer. Isto é algo que está para acontecer, porque está para surgir, agora em 2014, um centro que permite centralizar todas estas respostas!

 

Esse centro vai ficar na dependência de quem?

É um centro que se vai chamar ‘Núcleo de Intervenção para as Pessoas Sem-Abrigo’. Há cidades, como o Porto, que já têm, e em Lisboa será coordenado pela Misericórdia de Lisboa, com a parceria da Segurança Social e da Câmara, mas também chamando as outras organizações, incluindo nós, para o projeto. Vai ser importante para pôr as diferentes respostas em função das pessoas que estão na rua.

 

Como se define o perfil do voluntário que dá apoio à Comunidade Vida e Paz?

Neste momento são maioritariamente pessoas entre os 25 e os 40 anos, de formação superior e com mais de dois, três anos de voluntariado, apesar de termos pessoas com sete, oito, nove anos de voluntariado. Existe um equilíbrio entre mulheres e homens, e é sobretudo um grupo jovem, bastante dinâmico. Não é critério exclusivo se a pessoa é crente ou não, mas a única coisa que queremos é que sejam pessoas dedicadas aos outros, em função dos princípios e valores da comunidade. Há voluntários que não são crentes, mas que não deixam de acreditar nas pessoas e isso é um grande ato de fé e de esperança.

 

Entre os voluntários e os colaboradores da Comunidade Vida e Paz, há algum que seja antigo sem-abrigo, que permitisse que o seu testemunho levasse mais pessoas a querer sair da rua?

Sim, temos e sem dúvida que é um ótimo testemunho! Quer para os outros voluntários, quer para as pessoas que estão na rua. Para mim é uma graça trabalhar e ter ao lado uma pessoa que está a colaborar comigo, que eu sei o processo por que ela passou, e que é para mim uma das fontes de alimento da esperança! Foi possível com aquela pessoa, e aquela pessoa está aqui, fantástico! Isso mostra que continua a ser possível! O que estas pessoas testemunham e mostram é que a nossa missão faz sentido! É a experiência viva do processo, é o sonho tornado realidade, ali, vivo!

 

O rosto da missão da Comunidade Vida e Paz são os sem-abrigo. A crise tem trazido novos rostos para a rua? Quem são os sem-abrigo, hoje?

O perfil tem-se vindo a alterar. Cerca de metade das pessoas que contactamos ainda têm casa, mas estão com grandes dificuldades económicas. Tecnicamente, o conceito de sem-abrigo alargou-se de tal maneira que pode ser considerado sem-abrigo a pessoa que tiver um domicílio instável. Ou seja, se a pessoa não tiver recursos próprios para suportar o seu abrigo, pode ser tecnicamente considerada uma pessoa em situação de sem-abrigo. Há várias dezenas, para não dizer centenas, de pessoas que têm um quarto alugado, mas são apoiadas pela Misericórdia e podem ser consideradas pessoas sem-abrigo. Depois, há o típico sem-abrigo, o sem teto, que é o extremo. E aí há duas realidades: pessoas que estão um ano, dois anos, três anos na rua e que ainda têm alguma lucidez, mas há já muitos casos de pessoas com problemas de saúde mental. E esse é um dos que nos preocupam fundamentalmente, porque nós esbarramos na liberdade da pessoa. Esbarramos positivamente, ou seja, nós não podemos fazer nada contra a vontade da pessoa; a questão é: quando a pessoa não está capaz de discernir a sua vontade, como é que nós a podemos ajudar? Temos vindo a fazer o papel de ‘lobby’ por estas pessoas, a interpelar a Misericórdia, a interpelar a Saúde Mental, a interpelar o Ministério da Saúde. Estes casos são, de facto, uma ‘bomba relógio’ na cidade, porque são pessoas que estão há muito tempo na rua, porque o processo vai-se deteriorando, a pessoa vai perdendo todos os laços e o limite, o último laço que perde, é consigo própria.

 

Mas mudou o paradigma do sem-abrigo?

Nos anos 80 estava muito associado à condição de sem-abrigo a toxicodependência; hoje, nas ruas de Lisboa, temos muito álcool. Aquela imagem típica, nos anos 90, do arrumador-sem-abrigo-toxicodependente, hoje já não existe, ou existe residualmente.

 

No Dia da Erradicação da Pobreza, em outubro passado, a Comunidade Vida e Paz disponibilizou um mapa de apoio onde constam os principais serviços disponíveis na cidade de Lisboa. Que projeto é este?

Este mapa é uma espécie de ‘Ovo de Colombo’, uma coisa básica, uma coisa simples, que no entanto não existia. Trouxe, de uma forma gráfica, as respostas que existem para combater este flagelo que são as pessoas que estão na rua, em situações completamente indignas. Conseguimos, de uma forma muito simples, dizer, na cidade, quem está a atuar, o que faz e onde está! Isto permite às organizações que estão a fazer este trabalho conhecerem-se mais umas às outras, mas também aos voluntários estarem mais capacitados para informar as pessoas. Nós utilizamos a alimentação como pretexto, porque aquilo que nós queremos é uma relação que permita, com o outro, indicar-lhe caminhos de vida alternativos!

 

Têm a perceção de quantos sem-abrigo contactam por noite? Que zonas da cidade percorrem?

Neste momento, estamos a contactar por noite cerca de 520, a 530 pessoas. E não estamos na cidade toda: nós fazemos o núcleo duro da cidade – o Bairro Alto e as grandes avenidas –, fazemos algumas extremidades, como a Gare do Oriente, onde estão sempre cerca de 40, 50 pessoas a pernoitar, Santa Apolónia, o eixo Ribeirinho até Alcântara e vamos ao Campo Grande. A Misericórdia está a fazer um estudo e na mesma noite todas as equipas ao mesmo tempo fizeram um estudo em toda a cidade. Nos resultados preliminares já fomos informados que há algumas zonas, como em Benfica, onde não vai nenhuma organização. Há duas semanas reunimos com o padre José Manuel Pereira de Almeida, da paróquia de Santa Isabel, que veio com duas voluntárias dizer que há situações de pessoas sem-abrigo nas ruas desta paróquia. Quando fomos ver as ruas em causa, observámos que não vai lá nenhuma instituição. Temos de estar atentos a estes pedidos de ajuda que nos são feitos. Esta experiência de Santa Isabel vai ser muito rica, porque foi muito interessante ter sido uma paróquia a vir ter connosco, e nós estamos interessadíssimos e já foi combinado irmos lá, durante o dia, fazer um conhecimento da situação.

 

Isso significa que o desafio às paróquias, sobretudo as da cidade, é o de serem ‘antenas’ sinalizadoras destes casos?

Era fundamental! E sobretudo que as paróquias não tenham medo destas situações. Nós não vamos substituí-las, mas é importante que as paróquias saibam que a Igreja tem uma organização que está a trabalhar nisto a sério, que tem técnicos, tem voluntários, não tem as respostas todas, mas tem vontade de as encontrar e de aprender. Nós podemos claramente criar uma rede de malha muito fina, que se foque nas pessoas e que rapidamente tente encontrar soluções para estas pessoas. Porque em conjunto encontrá-las-emos muito mais facilmente. A paróquia que nos contactou está disponível para continuar a ajudar estas pessoas localmente, mas quer perceber como é que se abordam, como é que se trabalham, como é que se fala com os sem-abrigo. Isto não pode acontecer numa lógica institucionalizada, porque estas pessoas depois de estarem muito tempo na rua precisam de muita relação, muita confiança e eu diria, no limite, de muito amor. Porque elas têm já muitas quebras com os serviços, muitas respostas falhadas, muitos projetos falhados. Quanto mais tempo na rua, maior a probabilidade de terem tido experiências negativas. Nós temos que reverter o ciclo, injetando muita confiança, muita persistência e muita esperança!

Nós tínhamos tudo a ganhar envolvendo as comunidades paroquiais, quanto mais não seja a indicarem-nos as situações. Porque aquilo que mais me preocupa é que porventura nós estamos em sítios onde estão mais três ou quatro organizações e pode haver uma pessoa que está esquecida num sítio qualquer, num ‘canto’ qualquer.

 

A crise económica e financeira veio aumentar as dificuldades da Comunidade Vida e Paz?

Veio, sem dúvida, porque a Comunidade Vida e Paz é uma organização que surge muito ancorada na partilha das pessoas que estiveram à volta dela e na sua criação, mas à medida que foi ganhando estrutura, foi-se suportando em todo o apoio que é público. Eu costumo dizer a brincar: ‘Quando o Estado apanha uma constipação, nós ficamos pneumónicos’. O que temos vindo a trabalhar é como é que conseguimos socialmente não deixar que o Estado se desresponsabilize, mas como é que nós olhamos também para a comunidade e fomentamos esse sentido da partilha e também alargamos esse sentido de comunidade. Eu quero o envolvimento das pessoas e das empresas, como uma comunidade alargada!

 

Com 25 anos de serviço, que desafios se colocam à Comunidade Vida e Paz?

O primeiro que eu sinto é como é que nós podemos, permanentemente, no contexto atual, atualizar, na nossa vida, o carisma fundador. Somos pessoas que por se sentirem amadas, por se sentirem queridas, se disponibilizam a servir os outros que mais precisam. De uma forma simples, que resulta da adoração, da compaixão e da oração, pilares que estavam na matriz fundadora e que estão nos estatutos. Se não tivermos o coração cheio, pleno, não levamos nada a ninguém! Outro desafio passa pela nossa modernização como organização. Ou seja, como é que uma organização católica, hoje, face aos momentos de crise e de transformação social que todos vivemos, pode ser testemunho, como pessoas, individualmente, e também coletivamente.

 

Diariamente o Papa Francisco tem vindo a surpreender o mundo. A mais recente informação é a de que o Papa sai do Vaticano durante a noite para ir ter com os sem-abrigo. Que comentário faz a propósito desta notícia?

O primeiro comentário que faria, com alguma irreverência que quem me conhece sabe que tenho, era convidá-lo, um dia que venha a Portugal, a ir com as equipas de rua ao encontro dos sem-abrigo de Lisboa! Está previsto o Papa vir a Portugal e para nós seria uma honra e um testemunho tremendo! Por um lado fiquei surpreendido com a notícia, por outro não fiquei. Porque a notícia só veio confirmar aquilo que parece ser um traço, um comportamento da pessoa. É coerente com outras atitudes, com outros gestos que o Papa tem tido. Agora, ao mesmo tempo é surpreendente, porque implica segurança, implica romper uma série de protocolos. É mais um gesto que nos enche de esperança!

 

É utópico pensar que daqui por 25 anos não haverá um rosto a dormir na rua na cidade de Lisboa? Ou é essa a esperança?

Eu acho que pela utopia é que vamos! Sinceramente, concordo com quem tem usado muito esse desígnio, esse sonho – não a 25 anos, mas a menos! –, que é a arquiteta Helena Roseta. Eu já tive oportunidade de dizer-lhe que estou completamente de acordo e acho que nós precisávamos era de mais vozes a partilhar este sonho! E eu acho que é possível! Eu acho que era possível criar uma estrutura e uma rede que permitisse, de facto, cumprir aquilo que está na estratégia para as pessoas sem-abrigo, ou seja, que elas não estejam mais de 48 horas na rua. Isso é possível em Lisboa! Com a quantidade de organizações que há, com a quantidade de grupos informais, do tal dom espontâneo, eu acredito que era possível! Agora, que é um desafio muito grande, é! E que pressuponha, desde logo, conhecermo-nos muito mais e melhor uns aos outros. Porque nós depois vamos perceber que as nossas missões são semelhantes e vamos aprender a respeitar a missão do outro. Temos de nos pôr em comunhão em função do outro! Eu acho que não ter uma pessoa a dormir na rua na cidade de Lisboa era uma utopia fantástica! Mas se não for por utopia, a gente não vai lá… e não digo que era possível demagogicamente. Eu acredito que era possível daqui a 10, 15 anos! Agora, tínhamos que trabalhar um pouco de outra maneira, ter uma estratégia focada nisso e congregar o mais possível organizações, movimentos, para ter esse desígnio da cidade! Acredito que a cidade de Lisboa podia ser um exemplo! Seria inevitável que uma ou outra pessoa tivesse situações de rutura e que não fossem logo detetadas, mas repare: temos paróquias em todos os sítios, temos grupos de voluntariado em todas as paróquias, temos escuteiros em muitos lugares; ou seja, temos um capital humano enorme espalhado e estou a falar apenas de estruturas organizadas e não de um movimento que se podia gerar, até cultural, na cidade e ter isso como objetivo da cidade. Ser uma cidade onde não fosse possível – não por não ser permitido legalmente – que ninguém deixasse que alguma pessoa estivesse mais de duas noites na rua, e o ideal era que não tivesse mais do que uma e à primeira fosse detetado. Era um desafio brutal para a cidade de Lisboa! Eu inscrevia-me!

 

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25ª Festa de Natal

A Comunidade Vida e Paz organiza neste fim-de-semana, nos dias 20, 21 e 22 de dezembro, na Cantina 1 da Cidade Universitária de Lisboa, a tradicional Festa de Natal com as pessoas sem-abrigo, que marca o início da celebração do 25º aniversário da organização. “Queremos renovar com esperança um olhar atento para o futuro de quem precisa de nós”, aponta um comunicado da Comunidade Vida e Paz.

 

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Perfil

Um líder de serviço

Presidente da direção da Comunidade Vida e Paz desde janeiro de 2012, Henrique Joaquim assegura que procura cumprir a sua missão como um líder de serviço. “Sou um jovem líder de uma organização, mas que procura ser um líder de serviço. Para mim, esta foi uma missão completamente inesperada. Andava à procura de reorganizar e reorientar a minha vida profissional no fim do doutoramento, quando recebi um telefonema, totalmente inesperado, do senhor Patriarca D. José Policarpo. Lembro-me de ter ficado assustado com o convite, surpreendido, e de a minha mulher me ter dito algo que me fez decidir aceitar: ‘Querias uma resposta de Deus, se não tens uma voz de Deus é de quem?’. Vivo e tento viver este trabalho na Comunidade Vida e Paz exatamente como missão e como serviço. O meu sonho é cuidar de quem cuida, entregando-me aos outros”, garante.

Assistente Social (licenciado pelo Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa, da Universidade Lusíada) e mestre em Serviço Social (pela Universidade Católica), Henrique Joaquim é doutorado em Serviço Social (UCP) com o título da tese ‘Lógicas de ação no campo católico. Diversidade de modelos e práticas no domínio da ação social’.

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