Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Regressar à razão

Hoje está mais fora de moda a ficção científica – ou, pelo menos (confesso), é um género de cinema que deixou de me atrair, como nos tempos da adolescência. Nesses anos, parecia triste mas claramente uma coisa de imaginação ver a terra despovoada, deserta. Falava-se, então, do perigo ecológico. Imaginava-se uma terra que já não pudesse acolher a vida humana, onde esta já não conseguia sobreviver e se via obrigada a, tristemente, abandonar a sua casa natural, e a partir espaço fora à procura de outros destinos… Mas, quando tudo parecia perdido, a vida lutava até ao fim, e por muitos perigos que corresse, terminava sempre por vencer mais uma batalha.

Hoje, o perigo parece ser o contrário: não é a Terra que nos quer; parece que somos nós que não queremos, simplesmente, viver – e a questão deixou de ser ficção científica!

Contudo, creio que o “instinto de sobrevivência” que caracteriza todos os seres vivos, se encontra também presente nas sociedades humanas e naqueles que as constituem. A tristeza que sentimos ao imaginar um planeta Terra sem vida humana é, no fundo, sinal disso. É por isso que, estou certo, a vida acabará por vencer e que o milagre da vida nos fará voltar à razão.

Poderão tentar convencer-me de que a Terra é apenas para alguns (os mais fortes ou os mais ricos); poderão gritar que o aborto é um direito, seja em manifestações seja por meio de resoluções de um qualquer dito “Parlamento” (sinceramente, não consigo entender que haja nisso um mínimo de razoabilidade, por muito que me esforce por entender os argumentos); poderão dizer, olhando apenas para o geral, que alguém só deverá existir em determinadas condições (como se qualquer pessoa, daquele ainda não nascido ao mais ancião, não trouxesse consigo a sua dignidade inviolável, só pelo facto de existir). Poderão fazer tudo isso. Poderão fazer campanhas contra a vida nas televisões e nos jornais; poderão fazer lobby nos programas das escolas e nas publicidades, que estou certo que a vida humana será sempre mais forte.

Hoje, infelizmente, não nos ameaçam extraterrestres (esses, estou cada vez mais seguro, não constituem uma ameaça porque tudo indica que não existem); hoje as ameaças vêm de alguns dos habitantes do planeta! Mas (como verificamos em alguns países, mesmo europeus), a vida humana recomeça a ganhar terreno. Poderá perder algumas batalhas, mas ganhará a guerra! Contudo, há que não desistir de lutar porque, apesar de tudo, a ameaça de uma Terra deserta é grande e séria.

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