Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
“Graças Àquele que nos amou”

“Derrotado pelo cancro” – este era o título de um jornal diário, acerca de alguém que tinha morrido, mas que dias antes tinha professado publicamente a sua fé na ressurreição e na vida eterna, consciente, já então, de que podia partir para o Pai a qualquer momento.

Quando li o título, não pude deixar de me recordar dos perseguidores dos primeiros cristãos (e daqueles de hoje – nisso não mudaram nada!) que julgavam calar o testemunho dos mártires condenando-os à morte. Esqueciam que, apesar de mortos para este mundo, eles continuavam a falar, porque o seu testemunho acerca daquilo que importava na vida ninguém o poderia a partir desse momento apagar, nem o super-poderoso imperador romano. O seu sangue continuava a falar, e era semente de cristãos.

Também a Jesus julgaram que a Cruz era o fim do Seu testemunho acerca do Pai. Ele foi o primeiro mártir. Foi este testemunho que o Pai aceitou e transformou em manifestação de vida eterna, ressuscitando-O de entre os mortos e dando-nos, desse modo, a esperança de com Ele ressuscitarmos.

A vida de Jesus, manifestada no Domingo de Páscoa, ultrapassa, em absoluto (mas contém e dá sentido) seja à vida biológica de que se ocupam a medicina e as outras ciências, seja mesmo à vida espiritual que partilhamos com todos os seres humanos. É uma “explosão de vida” que derrota qualquer morte e que dá verdadeiro e pleno sentido à nossa existência.

Os mártires não eram masoquistas que gostavam de ser mortos. Mas o seu coração vivia para além dos estreitos limites dos seus perseguidores. A Vida Eterna era já neles uma realidade sempre presente e constante.

Hoje podemos não ter que enfrentar perseguidores sanguinários, mas temos a graça (e temo-la tido várias vezes ao longo destes últimos anos) de receber o testemunho de tantos que, diante da morte biológica, não quiseram caminhar para ela sem antes professarem publicamente a certeza da Vida Eterna que já os habitava. Também neles se manifestou e manifesta a vida de Jesus. E, por isso, o seu testemunho continua a falar.

Como dizia S. Paulo: “Em tudo somos vencedores, graças Àquele que nos amou”!

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