Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
A Casa Grande

“Encontrei a casa!” – foi assim que ouvi pela primeira vez falar daquela que hoje é a “Casa Grande”, um velho palacete, bem no meio de Lisboa (Quinta da Granja, em Benfica), ainda há alguns meses um monte de ruínas, hoje uma bela e grande casa, restaurada e apetrechada para receber 20 jovens que sofrem do chamado “Síndroma de Asperger”, uma variante do autismo.

5 anos, a “Casa Grande” era apenas um sonho da APSA (Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger). Aos poucos e com muita determinação e entusiasmo, esse sonho foi tomando forma, e as dificuldades foram sendo vencidas, passo a passo. Finalmente, contando com a contribuição de muitas entidades públicas e empresas, a Casa foi inaugurada e benzida no passado dia 5.

Trata-se de ajudar os que sofrem do Síndroma de Asperger a desenvolver as suas capacidades e, desse modo, a potenciar o contributo que podem oferecer para toda a sociedade. Não se trata, simplesmente, de lhes garantir uma vida melhor, menos difícil, mais integrada no mundo “normal”, de que habitualmente são tidos como não fazendo parte. Pelo contrário: trata-se de perceber que também os portadores deste tipo de doenças, que os marcam para toda a vida, fazem parte deste mundo “normal”. Não são erros da natureza, pessoas menores a quem falta qualquer coisa. São verdadeiramente parte integrante deste nosso mundo e da nossa vida em sociedade. E, por isso mesmo, alguém que tem o direito de contribuir para o bem comum como qualquer outro ser humano, e a quem a sociedade tem o dever de fazer o que está ao seu alcance para o permitir.

A maior parte das vezes, olhamos para eles como alguém “deficiente”. A Casa Grande – como, graças a Deus, tantas outras instituições que tenho visitado nestes últimos meses - procura olhar estes homens e mulheres de outra forma: como alguém que tem algo a dar ao nosso mundo.

Dito de outra forma, e usando uma imagem: habitualmente sublinhamos o facto de o “copo estar meio vazio”; importa mudar a perspectiva, e perceber que, no fim de contas, ele se encontra apenas “meio cheio”.

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