‘Evangelii Gaudium’ |
‘Evangelii Gaudium’ (nº 268 a 274) – Capítulo V
O prazer espiritual de ser povo
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Na continuação deste último capítulo, o quinto, da Exortação Apostólica ‘A Alegria do Evangelho’, subordinado ao tema ‘Evangelizadores com Espírito’, o Papa Francisco recorda que a Palavra de Deus “convida-nos a reconhecer que somos povo” e que para sermos evangelizadores com espírito “é preciso também desenvolver o prazer espiritual de estar próximo da vida das pessoas, até chegar a descobrir que isto se torna fonte de uma alegria superior”. “A missão é uma paixão por Jesus e, simultaneamente, uma paixão pelo seu povo”, observa Francisco, salientando que “o próprio Jesus é o modelo desta opção evangelizadora que nos introduz no coração do povo”. “A entrega de Jesus na cruz é apenas o culminar deste estilo que marcou toda a sua vida”, garante o Papa argentino. “Fascinados por este modelo, queremos inserir-nos a fundo na sociedade, partilhamos a vida com todos, ouvimos as suas preocupações, colaboramos material e espiritualmente nas suas necessidades, alegramo-nos com os que estão alegres, choramos com os que choram e comprometemo-nos na construção  de um mundo novo, lado a lado com os outros”, destaca, deixando, ainda, o apelo de que “Jesus quer que toquemos a miséria humana, que toquemos a carne sofredora dos outros”. Esta experiência a que, segundo Francisco, somos chamados enquanto cristãos, deve-se ao facto de Jesus no querer como “homens e mulheres do povo”. No entanto, o Papa esclarece que, esta não uma opinião pessoal nem uma opção pastoral mas “são indicações da Palavra de Deus”, “diretas e contundentes que não precisam de interpretações que as despojariam da sua força interpeladora”.

 

Amor às pessoas

Por outro lado, escreve o Papa Francisco: “O amor às pessoas é uma força espiritual que favorece o encontro em plenitude com Deus” e é fundamentalmente “a única luz que ‘ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir’”, salienta citando a Carta Encíclica de Bento XVI, ‘Deus é Amor’. Portanto, refere, “quando vivemos a mística de nos aproximar dos outros com a intenção de procurar o seu bem, ampliamos o nosso interior  para receber os mais belos dons do Senhor”, garante. “Cada vez que os nossos olhos se abrem para reconhecer o outro, ilumina-se mais a nossa fé para reconhecer a Deus” e em consequência disso, sublinha, “se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários. A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a ação do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados”. Neste sentido, conclui o Papa Francisco, “só pode ser missionário quem se sente bem, procurando o bem do próximo, desejando a felicidade dos outros”.

 

Missão de iluminar

Num outro aspeto, o Papa jesuíta faz-nos perceber que é preciso que haja um reconhecimento pessoal do que cada um é da missão a que é chamado. “Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar. Nisto se revela a enfermeira autêntica, o professor autêntico, o político autêntico, aqueles que decidiram, no mais íntimo do seu ser, estar com os outros e ser para os outros”, explica, deixando, ainda, um mote para nos motivar: “Se consigo ajudar uma só pessoa a viver melhor, isso já justifica o dom da minha vida”.

texto por Nuno Rosário Fernandes
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