Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Nazarenos

Se é certo que pelas “redes sociais” o símbolo “ن tem assumido nestes últimos dias uma presença quase “viral” (como agora se diz quando um vídeo, uma notícia, ou um qualquer objecto aparece com uma frequência enorme pelas redes da internet), o drama dos cristãos de Mosul, no Iraque, tem sido praticamente ignorado pela comunicação social portuguesa.

Aquela letra do alfabeto árabe, um “nun”, abreviatura de “nasraní" (nazareno em português, diríamos “N”, de “nazarenos”, discípulos de Jesus de Nazaré) foi o sinal encontrado pelos muçulmanos radicais que tomaram posse da cidade, para assinalar as casas dos cristãos.

Foi daquele modo que os habitantes cristãos de Mosul se viram identificados, e obrigados ao exílio (com a consecutiva perda de todos os seus bens), à conversão ao islamismo ou ao pagamento do pesado imposto de 450 dólares mensais.

A comunidade cristã no Iraque data dos primeiros anos do cristianismo, ou seja, de há 2 mil anos. Na cidade de Mosul, apesar de há vários séculos a maioria dos habitantes ser muçulmana, em 2003 havia um milhão e meio de cristãos; no ano passado eram apenas 450 mil; hoje não existe qualquer cristão. Fugiram ou foram mortos.

dias, o muçulmano prof. Al ‘Asali, da universidade de Mosul, pagou com a vida o facto de se ter insurgido contra aquelas medidas e contra o genocídio dos cristãos.

Infelizmente, as notícias de mosteiros e de cristãos perseguidos no Iraque poderiam continuar, bem como, é certo, as de alguns muçulmanos que contra elas se têm erguido. Contudo, a comunicação social portuguesa prefere ocupar os minutos de informação com outras “distrações”. Quando os cristãos são perseguidos ou dizimados, isso “não faz notícia”. Vamos sabendo alguma coisa pela internet.

Como quer que seja, habitantes de Mosul ou não, “somos todos nazarenos”.

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