Missão |
Pedro Pires
Tudo é bom porque vem de Deus
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Pedro Pires participou em agosto na Semana Missionária de Voluntariado em Avelãs de Ambom, promovida pelos Jovens Sem Fronteiras, e hoje partilha com os nossos leitores o percurso que fez até aqui.

 

Desejo de conhecer Cristo

Nasceu há 26 anos no Restelo. Os pais viviam em Agualva e foi aqui que cresceu. Licenciado em Economia, fez 10 anos de percurso catequético, tendo sido confirmado em 2005. Nesse mesmo ano, participou nas Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), integrado no Grupo de Jovens da Paróquia. Apesar de não saber o que o esperava, o encontro com o Papa foi de tal forma marcante, que o levou a querer participar ativamente na vida da sua comunidade cristã, motivado pelo desejo de conhecer Cristo.

 

Compromisso com a Igreja, local e universal

A partir desta experiência, envolve-se na vida da Igreja, local e universal. Participa no Congresso Internacional para a Nova Evangelização (2005), em retiros anuais de Advento e de Quaresma, Festivais da Canção (paroquiais e da vigararia) e ajuda a organizar peregrinações a Taizé (2006 e 2007). Apesar de ainda muito jovem, tinha apenas 19 anos, reconhece que a “vontade de estar disponível para ajudar na igreja local foi-se manifestando e tornando cada vez mais presente no serviço aos outros, a fim de que todos possamos caminhar juntos para Jesus”. Seis anos mais tarde, teve novamente oportunidade de participar nas JMJ 2011, desta vez com a Família Claretiana, Congregação à qual está entregue a Paróquia de Agualva. “Foi um bom tempo para conhecer um pouco melhor o espírito e o trabalho de António Maria Claret, assim como os frutos que chegaram até nós”, recorda.

 

A entrada nos Jovens Sem Fronteiras de Agualva

Foi verdadeiramente um ponto de viragem na minha vida!” É assim que Pedro descreve a sua entrada no movimento juvenil Jovens Sem Fronteiras (JSF). “Fazer parte dos JSF é uma Graça que Deus me concedeu e espero tê-la abraçado com todo o meu serviço e amor!” Este é um grupo missionário que combina de forma especial a inserção paroquial e o trabalho que lhe está afeto com a missão ad gentes. E rapidamente Pedro adotou o lema do grupo na sua vida: “estar perto dos que estão longe, sem estar longe dos que estão perto”. Desde então tem assumido diversas funções e serviços. Confessa-nos que “em muitos momentos gosto de estar mais atrás, a olhar pelos outros, para que todos juntos possamos caminhar até Deus. Acredito que Deus nos confiou este projeto e cabe-nos levá-lo para a frente, conscientes de que é por Ele que o fazemos.”

 

Ponte missionária em Itoculo, Moçambique

No verão de 2013, Pedro propôs-se integrar um projeto missionário de um mês, inserido numa comunidade espiritana, em Itoculo, Moçambique. Sob o lema “Escuta quem Te chama a servir”, embarcou “porque senti o chamamento de Deus a colocar-me disponível para partir nesse mês de 2013, ainda que não soubesse o local ou o grupo que me iria acompanhar. Sabia apenas que tudo seria bom porque vem de Deus.”

Viver em Itoculo é uma experiência que guarda e que recorda todos os dias. A língua diferente, os costumes, as tradições, os hábitos, os horários em comunidade foram os desafios mais fortes. “Muito havia a ser dito acerca desta Ponte Missionária, mas o principal está presente no ser recebido, acolhido, ver Cristo em todos os locais que visitámos, nas comunidades ou aldeias, fossem comunidades de padres, irmãs ou uma pessoa que passava na rua e nos saudava com um “salama”, que em português significa ‘olá’.”

 

Peregrinar até Fátima

Antes de partir em missão para Moçambique, Pedro cumpriu uma promessa de peregrinar até Fátima. “Acabei por encontrar na Associação dos Caminhos de Fátima a concretização desta promessa. Descobri e descobri-me num enorme desafio, houve momentos de oração importantes e conversas do grupo que fizeram de desconhecidos verdadeiros companheiros do caminho. Esta peregrinação ao Santuário foi uma abertura para os mistérios da vida, o encanto de perceber como é que no desconhecido se faz luz e surge a Criação de Deus”.

texto por Ana Patrícia Fonseca, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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