Missão |
Rita Mendes
“A missão mudou-me e estou feliz por isso!”
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A vida da nossa entrevistada desta semana tem sido marcada por diversas mudanças geográficas, que lhe foram exigindo uma grande capacidade de adaptação. Mas foi a sua missão no Ruanda que teve um papel decisivo no sentido que hoje Rita Mendes dá à sua vida e ao modo como olha para o mundo.

 

Descobrir o gosto pelos desafios culturais

Rita Mendes afirma que os grandes marcos da sua vida pessoal foram as diversas mudanças geográficas e contextuais que a vida lhe foi oferecendo, que a levaram a ter contacto com diferentes culturas, ao mesmo tempo que lhe foram exigindo uma forte capacidade de adaptação a diferentes contextos, lugares e pessoas. De Tomar, onde nasceu e cresceu, mudou-se para Coimbra, para aí frequentar o curso de Gestão. Ainda durante o tempo de faculdade, estudou durante um semestre em São Paulo, Brasil. Foi esta a sua primeira experiência internacional. Hoje, quase 10 anos depois, reconhece que o tempo que viveu no Brasil foi fundamental para descobrir o gosto que sente nas interações culturais e nos desafios que daí resultam. De Coimbra rumou a Almada, onde exerceu a sua primeira atividade profissional. E de Almada voou até Rabat, Marrocos, onde trabalhou durante quatro anos. O tempo que viveu neste país constituiu um marco incontornável da sua vida, com imensos desafios, sobretudo pela diferença dos contextos religioso e cultural.

 

O encontro com Deus…

Em Taizé, ainda antes de partir para o Ruanda, viveu uma fortíssima relação de intimidade com Deus. Ali descobriu de forma clara e profunda que “Deus nos ama, que Deus me ama!” Em 2012, então com 30 anos, abre-se a Cristo. E, nesta abertura, vive uma transformação na sua relação com a Igreja, com os outros e consigo própria. “Nessa altura, permiti-me olhar o que me rodeia de outra perspetiva e exercitar o perdão! Quis e decidi ser melhor pessoa, menos centrada em mim e nas minhas vontades”, afirma.

 

… e a partida para o Ruanda

Decide, então, oferecer um ano da sua vida, disponibilizando-se para ser enviada para onde pudesse ser útil. Conhece a Fidesco, Organização Não Governamental, católica, de solidariedade internacional, fundada no seio da Comunidade Emanuel, e com a Fidesco foi enviada para Butare, no Ruanda, onde trabalhou durante um ano como voluntária. Em Butare foi-lhe confiada a missão de coordenar a contabilidade de uma escola católica de 500 alunos. Ao mesmo tempo, trabalhava como animadora na escola, colaborava na animação paroquial e fazia visitas às pessoas da comunidade. A missão no Ruanda contribuiu para o seu crescimento pessoal e espiritual, com ela “descobri e senti que dar e estar disponível para os outros é uma forma de ser feliz!” Confirmada na sua fé durante o tempo de missão, foi no Ruanda que recebeu o Sacramento da Confirmação. “A Missão ajudou-me a discernir o importante do acessório, a perceber o que nos faz feliz e qual deve ser o vetor da nossa vida. Sinto-me diferente e os que me são próximos também o constatam. A missão mudou-me e estou feliz por isso!”.

texto por Ana Patrícia Fonseca, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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