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Consagramo-nos pelo Baptismo
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Os eleitos de Deus, os bem-vindos do Pai têm abertas as portas da vida eterna, num caminho de fé. É nisto que a Igreja acredita e anuncia em cada celebração do sacramento do baptismo, quer a crianças, quer a adultos.

 

Muitos interrogam-se sobre a necessidade de Jesus ter sido baptizado, se Ele verdadeiramente homem, verdadeiramente Deus sem qualquer mancha de pecado, tinha de dar esse passo público de purificação. E a resposta está no âmbito do que esse momento representa para todo o Povo de Deus, até aos nossos dias e para sempre: vejamos então duas perspetivas fundamentais.

João Baptista baptizava no rio Jordão num gesto simples de confirmação pública de arrependimento dos pecados de quem a ele recorria, mas com o baptismo de Jesus não só o ritual daquele baptismo foi aceite e confirmado por Jesus, como é ali mesmo nesse momento que se dá a manifestação do Espírito Santo, anunciando “Este é o meu Filho muito amado, nele pus todo o meu enlevo e toda a minha alegria em vós”. É, portanto no baptismo de Jesus e a partir do baptismo de Jesus que todo o ritual de João Baptista se altera e atualiza na Igreja para o baptismo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

A segunda perspetiva fundamental do baptismo de Jesus para nós, Povo de Deus, é que na sua imersão nas águas do rio Jordão, Jesus leva-nos consigo a morrermos para o pecado e com Ele nos consagrarmos a Deus plenamente, para participarmos no Reino de Deus, afirmando que há uma vida para além da vida e que todos somos chamados a viver com Ele, na bem-aventurança.

A morte para o pecado implica uma atitude nova, um sentido de que nos dedicamos a Deus, como eleitos, como bem-vindos do Pai para dar pão aos que têm fome, água a quem tem sede, o conforto da Palavra de Deus aos que estão tristes e desanimados, não nos esquecendo de visitar os doentes e os presos.

No âmbito do Sínodo Diocesano que estamos a começar a viver, pede-se a todos os baptizados que deem testemunho público e vivo da fé que receberam no sacramento do Baptismo. Ora para tal, há que assumir plenamente que o sacramento é um sinal carregado de significado e que produz efeito. Se assim não for, não conseguimos fazer o verdadeiro anúncio do Amor de Deus por nós, um Amor Salvífico que dá sentido à nossa vida, porque sem espiritualidade o ser humano não se realiza plenamente.

Temos encontrado na nossa diocese muitos leigos que se empenham de alma e coração nesta missão de prepararem pais e padrinhos para o baptismo de seus filhos e afilhados, mas há ainda muitas comunidades onde não há sequer um núcleo de pessoas que estejam disponíveis e empenhadas em fazer o acolhimento a quem vem pedir este sacramento à Igreja.

Em estreita colaboração com o seu pároco, estas comunidades são convidadas a participar em encontros de formação, habilitando e fortalecendo cada membro para o exercício deste acolhimento num espírito catequético, mas de partilha da sua caminhada de vida cristã, apontando pistas para uma continuada catequese doméstica, para uma prática de oração diária e para uma participação missionária na vida da respetiva comunidade paroquial.

Recentemente o Papa anunciou que o ano de 2015 será dedicado à vida consagrada, que é uma forma mais intensa e mais profunda de vida cristã, cujos membros sob a ação do Espírito Santo seguem a Cristo mais de perto e se consagram totalmente a Deus na edificação da Igreja e pela salvação do mundo.

Lançamos aqui um pedido especial a todas as Comunidades de Vida Consagrada para um intenso momento de oração pela realização do curso de formação, que o Sector da Pastoral Familiar realiza neste dia 8, sábado, no Seminário dos Olivais e que se destina aos Agentes da Pastoral do Baptismo (CPB), a fim de serem capazes de responder melhor a um mundo que se tem afastado de Deus.

O testemunho vivo e entusiástico dos cristãos é a palavra chave dos textos de S. Paulo e dos Actos dos Apóstolos. Evangelizar pela palavra é o que Jesus pede aos discípulos aquando da sua partida para o Pai: “Ide por tido o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura, baptizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”

Atendendo a esta ordem de Jesus, também nós estamos incluídos nesta atitude missionária de sermos enviados ao mundo, da mesma forma como Ele havia sido enviado pelo Pai. Logo, os agentes de acolhimento a pais e padrinhos para o baptismo de crianças têm uma missão para a qual se devem preparar: anunciar o Evangelho da verdade, da justiça, da liberdade e do amor, mas sempre assumindo que não basta ter fé para evangelizar, pois é preciso convertê-la em obras.

Evangeliza-se com o compromisso na vida da família, na vida cultural, na vida social e económica, transformando a sabedoria e a luz que se recebe, em razões de esperança para a transformação do mundo.

 

texto pelo Diác. JPauloRomero

 

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Catequese Doméstica: A Família Cristã (Familiaris Consortio)

Gostaríamos de apresentar um dos documentos mais importantes sobre a Pastoral Familiar, a Familiaris Consortio. Esta exortação apostólica de João Paulo II é escrita na sequência do Sínodo dos Bispos sobre a Família Cristã celebrado em Roma de 26 se Setembro a 25 de Outubro de 1980.

Na homilia do início da Assembleia Sinodal, o Papa João Paulo II falava da tarefa da Igreja apresentar às famílias cristãs na Igreja e no mundo contemporâneo a consciência da sua missão, que deriva da missão salvífica do próprio Cristo e alimenta-se da Palavra de Deus vivo e da virtude do sacrifício de Cristo. A tarefa da família é a de guardar e conservar os valores fundamentais da humanidade.

Na verdade, tal como hoje, há 35 anos a realidade familiar era atingida por transformações amplas, profundas e rápidas, quer sociais, quer culturais. Afirmava o Papa: «Neste momento da história em que a família é alvo de numerosas forças que a procuram destruir ou ao menos deformar, a Igreja, sabedora de que o bem da sociedade e de si mesma está profundamente ligado ao bem da família, sente de modo mais vivo e veemente a sua missão de proclamar a todos o desígnio de Deus sobre a matrimónio e a família, a fim de lhes assegurar a plena vitalidade e promoção humana e cristã, contribuindo assim para a renovação da sociedade e do próprio Deus» (n. 3). 

Diante desta realidade, a Igreja queria oferecer a sua ajuda aos que conhecendo já o valor do matrimónio e da família, aos que incertos e ansiosos andam à procura da verdade e aos que eram impedidos de realizar livremente o ideal familiar. Na introdução a esta exortação o Papa dirigia-se especialmente aos jovens, de modo a que estes se preparassem bem para o matrimónio para os ajudar a descobrir a beleza e a grandeza da vocação ao amor e ao serviço da vida.

As duas primeiras partes desta exortação apresentam-nos as luzes e sombras da família de hoje (n. 4-10) e o desígnio de Deus sobre o Matrimónio e a família (n. 10-16). Os deveres da família cristã é o título da terceira parte desta Exortação (n. 17-64), na qual o Papa pede à família para se tornar naquilo que é. Esta é uma parte mais longa que se divide em 4 grandes grupos: a formação de uma comunidade de pessoas, onde se fala da família como comunhão de amor; o serviço da vida, que aborda todas as questões ligadas à transmissão da vida e à educação; a participação no desenvolvimento da sociedade, em que o Papa apresenta a família como a célula fundamental da sociedade; e, por fim, a participação da família na vida e na missão da Igreja, onde podemos entender a família como a comunidade crente e evangelizadora, a família como comunidade de Diálogo com Deus e, como comunidade de serviço ao homem. A quarta parte deste documento fala-nos das etapas, estruturas, responsáveis e situações da Pastoral Familiar (n.65-86).

O recente questionário feito à Diocese de Lisboa para preparar o Sínodo da Família revelava que cerca de 75% dos diocesanos de Lisboa não conheciam por dentro este documento. Antes de queremos que este Sínodo da família nos traga esta ou aquela mudança é fundamental que conheçamos a beleza do Magistério da Igreja sobre a família. Por isso fica aqui o desafio a que possamos ler na íntegra este documento tão atual e essencial para as nossas famílias.

 

P. Rui Pedro Trigo Carvalho

 

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Aconteceu

Quês e porquês das relações humanas

A Associação dos Psicólogos Católicos, em colaboração com o Sector da Pastoral da Família, organizou na passada semana (30 de Outubro a 3 de Novembro de 2014) um conjunto de conferências sobre a reconciliação nas relações feridas. Estas conferências foram proferidas pelo Psicoterapeuta Dr. Peter Damgaard-Hansen, especialista em psicoterapia integrativa.

Para este terapeuta familiar, a Psicologia e Teologia deveriam trabalhar mais próximas para ajudar a pessoa em situação de sofrimento, propondo um sentido para a vida do homem moderno. Em declarações feitas à Agencia Ecclesia afirmou: «Se a Psicologia puder ajudar a abrir a mente das pessoas, aprofundando as questões psicológicas e tocar o coração, então poderemos entender mais as razões da fé, porque as pessoas vão questionar-se e querer perceber o sentido da sua vida. Não entendo a Psicologia como uma alternativa à fé - o caminho que a Psicologia secular está a encetar. Não é uma alternativa à religião». Peter Damgaard-Hansen afirmou nestas conferências que os problemas psicológicos têm uma origem espiritual, e que advêm do facto de hoje o estado habitual do homem se encontrar numa maior necessidade de procurar amor do que de capacidade para dar amor. Frustração, conflito, raiva são sentimentos comuns quando se inicia uma relação matrimonial sem ter consciência da necessidade primeira de receber amor e por isso muitos vão tentar encontrar outra pessoa. O terapeuta indicou que apenas existe uma solução espiritual para esse dilema: «Encontrar Deus, a fonte de amor para além do casal, para além do companheiro. Quando se olha para o amor de Deus, o coração abre-se e o amor entre as pessoas acaba por fluir. Por isso é normal não amar, mas não podemos não deixar-nos amar».

 

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Vai Acontecer

 

Formação para Agentes da Pastoral Familiar

Neste ano propomos uma formação para os agentes de Pastoral Familiar. Esta formação será realizada em três módulos, de acordo com o seguinte programa:

- 15 de novembro de 2014, no Centro de Espiritualidade Diocesana do Turcifal: Módulo 1 - O que é Pastoral Familiar?

- 7 de março de 2015, na Casa do Oeste (Ribamar)| Módulo 2 - O magistério sobre a Família

- 6 de junho de 2015, na Casa do Oeste (Ribamar)| Módulo 3 - Exemplos de Pastoral Familiar

Cada módulo será realizado numa sessão das 10h00 às 17h00. Cada sessão inclui almoço e tem um custo de inscrição de 15¤.

As inscrições nestas atividades podem ser feitas em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/eventos/inscrições

 

Retiro para casais grávidos

Nos dias 29 e 30 de Novembro realiza-se na casa de retiros de Santo Inácio (Rodízio, Sintra) um retiro para casais que se encontrem a viver o período da gravidez. O pregador será o Pe. Vitor Feytor Pinto. O retiro começa no Sábado pelas 10h30 e termina no Domingo pelas 15h30. O preço do retiro são 120¤ por casal.

A inscrição nesta atividade pode ser feita em http://familia.patriarcado-lisboa.pt

texto pela Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa
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