Juventude |
Comunidade de Taizé
Rumo a uma nova solidariedade
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Em 2015, a Comunidade de Taizé celebrará os 75 anos da sua fundação e os 100 anos do nascimento do seu fundador, Irmão Roger. Para assinalar estas datas, a Comunidade terá várias iniciativas, sendo uma delas destinada especificamente aos jovens: de 9 a 16 de agosto do próximo ano, os jovens entre os 18 e os 35 anos são convidados a ir a Taizé.

 

Do programa farão parte reflexões bíblicas e ateliers com intervenientes de diversas Igrejas e de diferentes continentes, oração junto à Cruz e uma celebração da luz da Ressurreição.

Durante três anos e meio, a «Peregrinação de Confiança através da Terra» procurou novas formas de pôr em prática uma nova solidariedade, que possa associar todos os que são peregrinos da paz, peregrinos da verdade, crentes ou não crentes.

Este encontro em Taizé será uma ocasião para rezar com jovens do mundo inteiro, escutar o que diz a Palavra de Deus sobre a fraternidade entre as pessoas, descobrir no amor de Deus a fonte da solidariedade humana, dialogar com representantes de diferentes organizações internacionais e membros de instituições europeias, comunidades cristãs com compromissos concretos a nível da caridade e da solidariedade e reflectir sobe alternativas para um desenvolvimento mais justo das nossas sociedades.

No site da comunidade (www.taize.fr/pt) estão já disponíveis mais informações acerca do programa, alojamento e inscrições.

 

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Carta de Taizé – Rumo a uma nova solidariedade, pelo Irmão Alois

 

Confiança entre os homens

Abrir caminhos de confiança responde a uma urgência: apesar de as comunicações serem cada vez mais fáceis, as nossas sociedades humanas permanecem compartimentadas e fragmentadas. Há muros não apenas entre povos e continentes, mas também muito perto de nós e até dentro do coração humano. Pensemos nos preconceitos entre povos diferentes. Pensemos nos imigrantes, tão perto e todavia frequentemente tão distantes. Entre religiões permanece uma ignorância recíproca e os próprios cristãos estão separados em múltiplas confissões. A paz mundial começa nos nossos corações. Para darmos início a uma expressão de solidariedade, vamos ao encontro dos outros, mesmo que por vezes estejamos de mãos vazias, escutemos, tentemos compreender aqueles que não pensam como nós… e uma situação bloqueada pode assim transformar-se. Procuremos permanecer atentos aos mais fracos, àqueles que não encontram trabalho… A nossa atenção aos mais pobres pode expressar-se através de um compromisso social. A um nível mais profundo, esta atenção significa uma abertura em relação a todos: os nossos próximos são também, em certo sentido, pobres que precisam de nós. Perante a pobreza e a injustiça, algumas pessoas revoltam-se ou sentem mesmo a tentação da violência cega. A violência não pode ser uma forma de mudar as sociedades. Contudo, precisamos de escutar os jovens que expressam a sua indignação para tentar compreender as suas motivações essenciais. O impulso para uma nova solidariedade alimenta-se de convicções enraizadas: a necessidade da partilha é uma delas. É um imperativo que pode unir os crentes de diferentes religiões e também os crentes e os não crentes.

 

Procurar ser «o sal da terra»

Cristo de comunhão não veio para que os cristãos constituíssem uma sociedade isolada e à parte, mas envia-os para servirem a humanidade como fermento de confiança e de paz. Uma comunhão visível entre os cristãos não é um objectivo em si mesmo, mas um sinal na humanidade: «Vós sois o sal da terra.» Através da sua cruz e da sua ressurreição, Cristo instaurou uma nova solidariedade entre todas as pessoas. A fragmentação da humanidade em grupos opostos já foi ultrapassada em Cristo; nele todos constituem uma só família. A reconciliação com Deus implica a reconciliação entre os homens. Mas se o sal perder o sabor… temos que reconhecer que nós, cristãos, ofuscamos muitas vezes a mensagem de Cristo. Concretamente, como podemos irradiar paz, quando permanecemos divididos entre nós? Estamos numa altura da história em que é importante vivificar a mensagem de amor e de paz. Tentaremos fazer tudo o que for possível para que esta mensagem se liberte dos mal-entendidos e resplandeça na sua simplicidade original? Poderemos nós, sem impor o que quer que seja, caminhar com aqueles que não partilham a nossa fé mas que procuram a verdade com todo o seu coração? Na nossa procura para criar novas formas de solidariedade e para abrir caminhos de confiança, há e haverá provações. Em certos momentos, poderá parecer-nos que estas provações nos submergem. Que fazer então? A nossa resposta às provações pessoais e às que pesam sobre outras pessoas não será amar sempre mais?


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RIOnidos em Cristo

A Diocese de Setúbal celebrará, em 2015, os 40 anos da sua fundação. Os jovens de Lisboa e de Setúbal são desafiados a assinalar esta data com um encontro no dia 18 de Julho. Organizado pelos Serviços da Juventude de Lisboa e Setúbal, este dia pretende ser de encontro e de partilha da fé que une as duas margens e contará com a presença de D. Manuel Clemente e D. Gilberto Reis, bispos destas Dioceses.

 

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JDJ 2015

O local da próxima Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) já está escolhido. No dia 19 de Abril de 2015, em MAFRA, todos os jovens católicos da Diocese de Lisboa têm encontro marcado com o seu Patriarca, D. Manuel Clemente.

O Serviço da Juventude está já a trabalhar com a equipa vicarial de jovens e com a Paróquia de Mafra para que seja um dia de fé, de alegria, de testemunho. O entusiasmo é grande para receber todos os jovens. Marca na tua agenda. Não podes faltar!

 

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Felizes no serviço

O Serviço da Juventude tem este ano uma proposta diferente para o retiro de Advento. De 12 a 14 de Dezembro, nas Casas de Saúde do Telhal e da Idanha, que acolhem utentes da área da Saúde Mental, os jovens poderão servir e rezar, junto daqueles que mais precisam da sua companhia, do seu sorriso e da sua oração.

As inscrições têm início a 10 de Novembro, e serão aceites por ordem de chegada, dado que as vagas são limitadas. No site do Serviço da Juventude (http://juventude.patriarcado-lisboa.pt) encontram-se todas as informações.

textos pelo Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa
Na Tua Palavra
Não nos separemos d’Ele!
por D. Nuno Brás
A OPINIÃO DE
P. Gonçalo Portocarrero de Almada
Ainda está por escrever a história da perseguição à Igreja católica, durante o período da dominação soviética, nos países do leste da Europa.
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Guilherme d'Oliveira Martins
A atribuição a José Mattoso do Prémio Árvore da Vida - Padre Manuel Antunes constitui um justo reconhecimento...
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