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Testemunho: Natal em Família

Recordo o Natal de 1981, tinha apenas 6 anos mas ainda o guardo no coração. No dia 8 de Dezembro, dia da Mãe, montámos o presépio em família, enfeitámos a árvore de Natal com muitas bolas e luzes e demos à casa um ar muito especial. Eu esperava ansiosamente pelo Natal para receber as prendas.

Passei a tarde do dia 23 a ver o Natal dos Hospitais, que me ensinou a ser solidário e me fez ver que há sempre outros (pequenos ou crescidos) em pior situação que nós. Impressionou-me ver as pessoas nas camas, mas naquele momento estavam felizes pois esqueciam as suas dores.

O dia 24 chegou finalmente, numa grande azáfama pois tivemos que retirar muitas coisas do seu lugar habitual para caber na sala mais uma mesa e muitas cadeiras, para haver lugar para todos os familiares que pela noite chegariam. Era um dia atarefado na cozinha, pois a minha mãe preparava as melhores iguarias alentejanas e levávamos para a sala as travessas arranjadas e de aspeto delicioso.

Mas nesse dia fazia-se jejum pois o menino Jesus ainda não tinha nascido, estando Maria em “trabalho de parto” e de alguma forma assim estávamos solidários com as suas dores. Pouco se comia, não havia bacalhau e couves como é tradicional em muitas casas; não havia jantar à mesa, cada um ia petiscando para aguentar até à grande noite.

Pelas 22h foi chegando a família, com muita alegria, pois Jesus era o grande motivo para a nossa reunião. Depressa a casa encheu e chegou a hora da missa, onde fomos quase todos: avós, pais, irmãos, tios, primos e claro eu numa alegria imensa. Para mim, é uma das missas mais bonitas do ano, talvez por termos o espírito mais aberto aos outros.

Suponho que é a missa mais participada pelos portugueses, pois receber um bebé é sempre um motivo de alegria, para crentes ou menos crentes. Recordo que adormeci durante a homilia e só acordei já no fim, no momento de beijar o menino que nasceu. Felizmente a nossa Igreja de Portugal ainda mantém esta tradição pois é importante adorar o menino Jesus, o Deus que se fez homem num menino, que depois cresceu e que vive entre nós até hoje. É o momento de agradecer todas as alegrias e oferecer as dificuldades sentidas durante o ano. É o momento de recordar que “Nada te turbe, nada te espante, só Deus basta”.

Terminada a missa do galo fomos para casa, para a grande festa familiar que durou pela noite dentro. Havia muita comida, muita alegria e fraternidade, cantámos ao menino, acompanhados pela ronca tocada pelo meu tio. E claro, a distribuição das mais que muitas prendas que tinham chegado miraculosamente enquanto estávamos na missa. Pelas 4h da manhã, a família começou a partir, regressando para um almoço tardio e continuar pela tarde fora esta festa especial.

Hoje, sendo já pai de família, sinto que adaptámos as tradições natalícias, pois nós mudámos, a sociedade mudou, as crianças de hoje são diferentes; mas estou certo que quem não mudou foi Jesus que continua a querer entrar nas nossas casas e renascer no coração de cada um.

Um Santo Natal!!!

Nuno Matos

 

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Testemunho: O que é estar grávido(a)?

Estar grávido começa muito antes de vermos o teste de gravidez positivo. Começa com o sonho de fazer crescer o nosso amor de casal e de o partilhar, gerando uma nova vida. Como casal, sentimos que temos uma vida cheia, rica em dons, amigos, família, e que tudo isso podemos agradecer a Deus. Um filho é uma expressão incrível do nosso amor, que nos abre ao mundo e nos convida a não nos fecharmos em nós próprios, na nossa vida e projetos pessoais, um sonho que Deus vai fazendo crescer no nosso coração.

Quando soubemos que estávamos grávidos, sentimos um turbilhão de sentimentos, uma felicidade imensa, um nervoso miudinho e uma vontade enorme de partilhar com os outros a alegria transbordante que trazíamos por dentro. Mas sentimos também a seriedade do compromisso para a vida, o medo de que algo não corra bem, a dúvida se seremos capazes de ser bons pais…

Estar grávido tem sido, por isso, um longo caminho de preparação. A natureza é sábia, dá-nos 9 meses para nos prepararmos, para tomarmos consciência de tudo o que aí vem. À medida que a barriga vai crescendo e o corpo se vai preparando fisicamente, tem havido também uma preparação espiritual, psicológica, muito se desenvolve no nosso interior, talvez menos visível mas tão ou mais importante que a preparação física! Que pais queremos ser? Que valores queremos passar? Que qualidades nossas temos de desenvolver para sermos melhores pais? Que exemplos queremos dar? Que opções vamos fazer e que presença queremos ter na sua educação, no seu acompanhamento? Com Deus, temos procurado estas respostas mas sabemos que há muito que também iremos aprender ao longo da vida, no papel de pais!

Corremos o risco de querer evitar que ele cometa os erros que nós cometemos, que faça ou seja aquilo que nós sonhámos e nunca conseguimos, de olhar para o nosso filho apenas como um reflexo de nós próprios. Para nós, tem sido muito importante a consciência de que geramos uma vida para o mundo, alguém que não é apenas nosso, mas principalmente de Deus, e que com Ele construirá o seu caminho próprio, terá os seus sonhos, as suas desilusões e as suas conquistas, mas que faremos o possível e o impossível por acompanhar neste caminho!

O nosso filho Sebastião vai nascer na época do Natal. Uma época de celebração, de juntar a família, de bons momentos, e principalmente de agradecimento pelo nascimento de Jesus, aquele que queremos que seja o nosso modelo. Para nós, a partir deste Natal, tornar-se-á ainda mais especial pelo nascimento do nosso filho, e pela alegria que, tal como Jesus, ele traz à nossa vida!

Agradecemos a vida de todos os que desde cedo se envolveram na chegada desta nova vida: os avós, toda a família, amigos e comunidade que acolheram e têm vivido connosco a preparação da chegada deste bebé tão esperado. Obrigado!

Marta e Pedro Paulino

  

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Catequese doméstica sobre a diminuição da fecundidade

Neste tempo de Advento em que esperamos esta grande alegria que é o nascimento do Salvador (cf. Lc 2, 11), propomos uma reflexão sobre a fertilidade. Ontem uma tia contava-me que nos anos sessenta, na rua da pequena vila onde morava, conviviam cerca de 50 crianças, pois cada casal tinha muitos filhos. Hoje constata que em toda a vila não existem essas mesmas 50 crianças, sinal e consequência do envelhecimento que se vive na sua vila. Esta constatação provavelmente pode ser observada por muitos dos leitores, que nos seus bairros, vilas ou aldeias assistem a uma situação semelhante, e que traduz a redução do número médio de filhos por mulher que se operou nos últimos 40 anos. De acordo com a informação disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estatística sobre a evolução da taxa sintética de fecundidade em Portugal, se em 1970 esta média se cifrava nos 3 filhos por mulher, em 2013 esta média situa-se em 1,21 (o valor mais baixo em toda a União Europeia), valor muito inferior aquele que se considera necessário para manter a renovação das gerações (2,1). Esta informação estatística diz-nos que estamos neste momento num período de acentuado decréscimo e envelhecimento da população, o qual só não é mais célere devido aos efeitos da imigração.

Perante este fenómeno que não só afeta Portugal, mas o mundo inteiro, o Conselho Pontifício para a Família apresentou a Declaração sobre a diminuição da fecundidade no mundo, texto de 1998 cujos fundamentos permanecem bastante atuais. Para este envelhecimento da população e decréscimo demográfico, contribuem muitas causas como apresenta o documento: a diminuição da nupcialidade; o aumento da idade média em que se têm os filhos; a pressão laboral; a ausência de uma política familiar; a difusão das técnicas químicas de contraceção; a legalização do aborto; o pessimismo da população; as expectativas sócio-económicas. Contudo, ainda que fundamentada pelo desejo das melhores condições que desejamos para nós e para aqueles que nascerão, esta situação acarreta consequências nefastas para todos, pois necessariamente resulta num empobrecimento da humanidade. Em primeiro lugar pelo inestimável valor de cada vida humana. Mas também se reflete nas condições materiais de vida da população, como se vê na maior dificuldade em apoiar aqueles que não têm mais condições para trabalhar, e que são cada vez mais do que aqueles que o podem fazer.

Como sempre, e ainda mais em face desta situação, urge promover a vida humana. No seguimento da Encíclica do Papa João Paulo II sobre o Evangelho da Vida (EV), “cada um dos crentes, é chamado a professar, com humildade e coragem, a própria fé em Jesus Cristo, «o Verbo da vida» (1 Jo 1, 1)” (EV 29). Esta missão, que decorre da própria missão de Cristo, implica-nos, levando-nos a “promover, defender, venerar e amar a vida” (EV 42) de cada homem, que é imagem de Deus. Esta responsabilidade atinge “o auge na doação da vida, através da geração por obra do homem e da mulher no matrimónio” (EV 43). Como tal, neste momento de particular esperança que é o Advento exortamos todas as famílias à abertura à vida, cientes da alegria que brota da nova vida. Já assim nos diz o evangelista João, pois a mulher “quando deu à luz o menino, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo” (Jo 16, 21).

Nuno Fortes

 

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Peregrinação ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia

O Papa João Paulo II, conhecido como o Papa da Família, criou em 1994 o Encontro Mundial da família com objetivo de promover um tempo de partilha entre as famílias de todo o mundo, para poderem testemunhar a beleza o papel central da família. O próximo encontro, convocadas pelo Papa Francisco, é de 22 a 27 de Setembro de 2015 em Filadélfia, Estados Unidos da América. O tema é: “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”. O Setor da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa em colaboração com o Departamento Nacional está a organizar a peregrinação a este encontro, de forma a que possamos ter um contingente nacional que represente as famílias cristãs do nosso país. Assim, aqui fica o convite: junte-se a nós neste peregrinação! Pode encontrar o programa da peregrinação e fazer a sua inscrição em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/emf. 

 

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Concurso de Presépios 2014

Com o objetivo de promover a celebração em família do mistério do nascimento de Cristo, testemunhando este belo acontecimento com todos, o setor da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa promove um concurso de presépios sob o título “O Sonho missionário de chegar a todas as famílias começa aqui”.

Podem concorrer todas as famílias, que para o efeito deverão enviar uma fotografia do seu presépio e um texto que não deve exceder os 1.500 caracteres. Este texto poderá ser uma oração, uma reflexão sobre o tema do concurso ou uma partilha sobre como vivem o seu Natal. As inscrições devem ser enviadas pelo site http://familia.patriarcado-lisboa.pt/eventos/inscrições/ ou pelo mail família@patriarcado-lisboa.pt até ao dia 31 de Dezembro de 2014.

Todos os presépios e textos serão publicados no mesmo site. O presépio vencedor será publicado na rubrica familiarmente do Jornal Voz da Verdade de 11 de Janeiro de 2015.

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