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Fazer festa com Deus
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As famílias cristãs devem ser alegres. E esta alegria tem a sua fonte em Deus e na grande Boa Nova que Jesus nos deixou: Ele morreu e ressuscitou, está vivo e atuante na Igreja através do Espírito Santo, e nós um dia ressuscitaremos com Ele! Somos filhos muito amados por Deus e temos o céu como herança! Esta é a esperança que nos anima e fortalece.

O nosso testemunho alegre é fundamental para que se cumpra este “sonho missionário de chegar a todos!”. Precisamos de recordar ao mundo que a alegria verdadeira não depende dos nossos sucessos, das nossas riquezas, da nossa saúde mais ou menos débil, mas do reconhecer em cada situação e condição a mão de Deus que nos protege e acolhe.

 

As crianças sabem bem explorar as fraquezas, ou as “facilidades” dos adultos no que diz respeito à condescendência aos seus caprichos. Elas até adivinham o que realmente é tido como intransponível por cada um dos adultos com quem convivem, mesmo que não o digam.

Ensinar a fazer “Festa com Deus” não será fácil, se apenas for seguido o caminho teórico, sem uma prática coerente e edificante. Daí que tantos pais, padrinhos e catequistas se sintam incapazes de despertar o interesse dos mais novos para uma bela “festa” do domingo, do trabalho e da vida.

Nesta relação de filhos de Deus, o que realmente conta será a forma como dialogamos com Ele: a forma como rezamos, como nos colocamos na sua intimidade, como escutamos a sua Palavra e sobretudo como anunciamos o seu Amor. Em Jesus temos toda uma profunda explicação do que é, e deve ser, essa relação. E se estivermos atentos e de coração aberto, é com Jesus que fazemos a experiência de Deus que é Pai; e neste caminho entendemos e vivemos melhor a paternidade e maternidade humanas.

Deus preocupa-se connosco e quer ser amado por nós? O que conta verdadeiramente para Deus? Assumimos em Deus um Pai para nós? Estas e outras questões são levantadas a todo o momento acerca da consciência do cristão e tal consciência começa a formar-se na fase de crianças e depois como jovens e adolescentes, sem que alguma vez se dê por concluída.

Há alguns dias atrás celebrámos a Festa da Apresentação do Senhor – excelente oportunidade para fazer festa com os que não se reconhecem filhos de Deus, porque a eles ainda não lhes foi dado esse testemunho de alegria. Quem não se regozija com o seu filho recém-nascido? Quem não faz festa anunciando “ao mundo” que nasceu um bebé, fruto do amor de um pai e de uma mãe? Pois é preciso dar esse testemunho e fazer festa.

Dentro de algumas semanas, mais concretamente no dia 25 de Março, celebraremos o “dia da criança concebida”, outro momento para fazer “festa com Deus”, agradecendo o dom da vida que está para nascer, mas que já se sente e faz parte dessa mãe que será por isso mesmo abençoada na Igreja.

Quando cada pai e cada mãe olhar para a sua própria vida no sentido de avaliar as experiências mais marcantes, certamente reconhecerá que há duas que são fundamentais no seio de uma família e no reflexo para a sociedade: a de ser filho/a e a de ser pai ou mãe.

Ser filho e ser pai, ser filha e ser mãe não é uma conquista individual, é antes um dom recebido, pelo amor transmitido, pela aprendizagem de fazer festa e de celebrar o amor do Pai em nós. Claro que esse reconhecimento do dom recebido é o reflexo de uma educação com exigência, mas com amor construtivo para a aquisição das competências necessárias para viver esse amor em cada momento e com ele fazer “festa”, aberta aos que não seguem o mesmo caminho.

Difícil? Só se não nos desinstalarmos e não quisermos chamar os outros para a nossa “festa”, numa atitude de evangelização, já que recebemos a “luz de Cristo” e com ela ganhamos a esperança para prosseguir na vida com a coragem da fé.

 

texto por diác. JPauloRomero

 

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Catequese doméstica: O Evangelho da Vida

A Encíclica «Evangelium Vitae», sobre o valor e a inviolabilidade da vida humana, foi escrita pelo Papa João Paulo II e apresentada à Igreja na solenidade da Anunciação do Senhor, a 25 de Março de 1995. Na base desta encíclica está uma profunda reflexão enriquecida com Consistório Extraordinário dos Cardeais de 1991 e do contributo do episcopado de cada país do mundo.

Nesta encíclica o Papa João Paulo II alerta que a Boa Nova da vida está no centro da mensagem de Jesus, pedindo à Igreja que seja fiel e corajosa anunciadora aos homens de todos os tempos e culturas. Lembra que o homem é chamado a uma plenitude de vida que se estende muito para além das dimensões da sua existência terrena, porque consiste na participação da própria vida de Deus. Esta vocação sobrenatural revela a grandeza e o valor precioso da vida humana. Neste sentido, a vida temporal é o momento inicial do processo global da existência humana. Afirma o Papa: «A vida é uma realidade sagrada que nos é confiada para a guardarmos com sentido de responsabilidade e levarmos à perfeição no amor pelo dom de nós mesmos a Deus e aos irmãos» (EV2).

O Concílio Vaticano II deplorou fortemente os múltiplos crimes e atentados contra a vida humana: «tudo quanto se opõe à vida, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa humana, como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade da pessoa humana, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho, em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis» (GS 27).

Trita anos depois deste documento conciliar, o Papa afirma que este panorama tem vindo a aumentar, vão nascendo outras formas de atentados à dignidade do ser humano, enquanto se delineia e consolida uma nova situação cultural que dá aos crimes contra a vida um aspecto ainda mais iníquo: amplos sectores da opinião pública justificam alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual e, sobre tal pressuposto, pretendem não só a sua impunidade mas ainda a própria autorização da parte do Estado para os praticar com absoluta liberdade e, mais, com a colaboração gratuita dos Serviços de Saúde. Para além disso as legislações de muitos países tem consentido em não punir ou mesmo até reconhecer a plena legitimidade de tais ações contra a vida. A própria medicina que, por vocação, se orienta para a defesa e cuidado da vida humana, em alguns dos seus sectores vai-se prestando em escala cada vez maior a realizar tais atos contra a pessoa, deformando o seu rosto, contradiz-se a si mesma e humilha a dignidade de quantos a exercem (Cf. EV3-4).

A encíclica o Evangelho da Vida é uma reafirmação do valor da vida humana e da sua inviolabilidade. É um ardente apelo dirigido em nome de Deus a todos e cada um: respeita, defende, ama e serve a vida, cada vida humana! Unicamente por esta estrada, encontrarás justiça, progresso, verdadeira liberdade, paz e felicidade!

Que a leitura desta encíclica nos ajude a crescer na consciência de uma cultura da vida de forma a que possamos dar ao mundo sinais de esperança para a edificação de uma autêntica civilização da verdade e do amor.

 

texto escrito por Pe. Rui Pedro Trigo Carvalho

 

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Vai acontecer

 

Encontro anual com agentes de preparação para o Matrimónio

Especialmente para todos aqueles que estão envolvidos na preparação para o Matrimónio, importa assinalar a realização do 1º Encontro Anual que vai ter lugar no Seminário dos Olivais a 8 de Fevereiro, domingo, a partir das 15.00h.

É importante participar neste encontro. Se não puder estar presente, pede-se o maior empenho no convite a casais que estejam interessados em colaborar nesta área de evangelização e testemunho.

Visite o site do Sector da Pastoral Familiar do Patriarcado de Lisboa e faça a sua inscrição.

 

Formação para Agentes da Pastoral Familiar: 2.º Módulo

No dia 7 de Março de 2015, realiza-se na casa de retiros das irmãs franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias (Apelação) o segundo módulo da formação para agentes da Pastoral Familiar. Esta sessão será subordinada ao tema “O magistério sobre a Família”.

 

Retiro para casais

Nos dias 21 e 22 de Fevereiro realiza-se na casa de retiros de Santo Inácio (Rodízio, Sintra) um retiro para casais. O preço do retiro são 120¤ por casal. Poderá inscrever-se até 14 de Fevereiro em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/eventos/inscrições

 

Peregrinação ao Encontro Mundial das Famílias, em Filadélfia: Inscrições até 28 de Fevereiro

O Papa João Paulo II, conhecido como o Papa da Família, criou em 1994 o Encontro Mundial da família com objetivo de promover um tempo de partilha entre as famílias de todo o mundo, para poderem testemunhar a beleza o papel central da família. O próximo encontro, convocadas pelo Papa Francisco, é de 22 a 27 de Setembro de 2015 em Filadélfia, Estados Unidos da América. O tema é: “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”. O Setor da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa em colaboração com o Departamento Nacional está a organizar a peregrinação a este encontro, de forma a que possamos ter um contingente nacional que represente as famílias cristãs do nosso país. Assim, aqui fica o convite: junte-se a nós neste peregrinação! Pode encontrar o programa da peregrinação e fazer a sua inscrição em http://familia.patriarcado-lisboa.pt/emf.

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