Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Um Ano Santo de misericórdia

Os Jubileus são sempre de misericórdia. A alegria da celebração exterior que os envolve é, antes de mais, a alegria do perdão recebido, da vida nova alcançada interiormente do Único que a pode criar a recriar. Esse é sempre o seu princípio. Mas sê-lo-á, de modo muito particular, neste Ano Santo que o Papa Francisco acaba de convocar no passado dia 13 e que será todo ele dedicado à vivência da misericórdia.

Aliás, a misericórdia é uma das marcas deste pontificado. E isso mesmo quis o Papa mostrá-lo ao fazer o anúncio da convocação do próximo Jubileu extraordinário no dia aniversário da sua eleição, ao mesmo tempo que se dirigia aos confessores da Basílica de S. Pedro recordando-lhes o dever de misericórdia, se preparava ele próprio para se confessar à vista de todos e, depois, para dar igualmente o exemplo no exercício do ministério do sacramento da penitência ele que escolheu por lema “miserando atque eligendo” (“cheio de misericórdia [Jesus] olhou para ele [Mateus] e escolheu-o”).

Significativamente, o Jubileu vai ter início no próximo dia 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição e quando se completam os 50 anos do encerramento do Concílio Vaticano II, ao mesmo tempo que terminará na solenidade de Cristo Rei de 2017. Quase poderíamos dizer: de Maria a Cristo, numa renovação do coração a que todos são chamados.

Mas a misericórdia, antes de ser uma marca do ministério do Papa Francisco, é uma marca do próprio Jesus. Como recordava D. Rino Fisichella, a quem o Santo Padre encarregou de organizar este Ano Santo: “É a verdade sobre Deus e é a verdade que Deus quis fazer conhecer. A misericórdia é a palavra síntese do Evangelho. A misericórdia é o rosto de Jesus; é aquele rosto que nós conhecemos, quando se encontra com todos, quando cura os doentes, quando se senta à mesa com os pecadores públicos e sobretudo quando o pregam na cruz e perdoa: ali encontramos o rosto da misericórdia divina”.

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