Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Não podemos calar

“Não podemos calar o que vimos e ouvimos” foi deste modo que os Apóstolos Pedro e João responderam ao Sinédrio de Jerusalém quando os queriam proibir de falar de Jesus.

No passado dia 13 de Abril, numa das suas já célebres homilias nas Missas da Casa de Santa Marta, no Vaticano, o Papa Francisco comentou este passo do Livro dos Actos dos Apóstolos.

O Papa recordou como Pedro e João, depois de realizarem o milagre da cura de um coxo de nascença, foram encarcerados e ameaçados, e como decidiram continuar e até mesmo animar os irmãos a proclamar com franqueza a Palavra de Deus.

Francisco lembrou como apenas o Espírito Santo nos pode dar a coragem e ajudar-nos a mudar de atitude. E continuou: “Também hoje a mensagem da Igreja é a mensagem do caminho da franqueza”, da liberdade de falar, “sem medo de dizer as coisas”. “É esta coragem, disse ainda o Santo Padre, que nos distingue do simples proselitismo. Nós não fazemos publicidade para ter ‘mais sócios’ na nossa ‘sociedade espiritual’. Isto não serve, não é cristão. O que o cristão faz é anunciar com coragem. E o anúncio de Jesus Cristo provoca, mediante o Espírito Santo, esse espanto que nos faz caminhar para a frente”.

Mas o Papa sublinhou bem que não se trata de uma coragem que venha simplesmente de nós: “Se não está presente o Espírito, podemos fazer tantas coisas, tanto trabalho, mas não serve para nada”.

A simplicidade do anúncio e do testemunho, fruto da força do Espírito Santo, provoca a mudança e o conhecimento de Jesus. Neste caminho sinodal que tem por meta dar à Igreja de Lisboa um novo dinamismo evangelizador, talvez seja importante que cada baptizado se disponha a, como os Apóstolos, viver esta realidade tão básica da vida cristã: não podemos calar o que vimos e ouvimos.

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