Migrações |
Capelania dos Africanos
Uma comunidade que procura a integração, a formação, os sacramentos e os encontros
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A capelania dos africanos insere-se no apoio dos Missionários Espiritanos aos imigrantes desde os inícios dos anos 80. Com o decorrer dos anos e com o fluxo imigratório em Portugal, sentiu-se a necessidade duma reorganização da atividade pastoral junto dos imigrantes.

 

Assim foi nomeado em 1982 um sacerdote, o Padre Afonso da Cunha Duarte, responsável pelas comunidades africanas, principalmente PALOP. Em 1992, foi criado o CEPAC (Centro Padre Alves Correia), uma Instituição Particular de Solidariedade Social que presta ajuda material aos imigrantes africanos em dificuldades. Quando o Padre Veríssimo Teles foi nomeado capelão e diretor do CEPAC, a capelania esteve durante muito tempo ligada com esta instituição tendo assim uma vertente de apoio pastoral e social aos imigrantes.

A capelania conheceu ainda mais três capelães, que são os Padres Guimbo, Gaudêncio Sangando e Dex-Steve Goyeko, todos da Congregação do Espírito Santo.

 

Atividades

Ao longo dos anos, a capelania dos africanos tem vindo a adaptar-se com as várias circunstâncias em que a situação da imigração a levou tendo sempre como prioridade o apoio aos imigrantes, já não somente do PALOP, mas também de outras comunidades africanas. Este apoio tem-se concretizado sobretudo através de atividades que visam:

- A formação e integração religiosas dos cristãos africanos nas comunidades locais e diocesanas: Contato com a Igreja local na realização das festas africanas, participação nas atividades paroquiais…

- A formação cristã e humana das crianças, dos adolescentes, dos jovens e suas famílias pelos cursos de introdução à bíblia realizados no Bairro “6 de Maio”, a criação dum grupo de jovens no Bairro dos Navegantes (Paróquia de Porto Salvo) e outros encontros…

- O desenvolvimento da fé pelas ações litúrgicas dos sacramentos e outros encontros de oração e formação: retiros, catequese, recoleção, acampamentos…

- A criação dum coro africano para as celebrações litúrgicas.

- A promoção de encontros culturais.

Hoje a capelania dos africanos tem um secretariado composto por cinco membros e quatro comissões: o responsável (capelão), os conselheiros, o secretário e o seu vice, a comissão da liturgia, a comissão das atividades culturais, a comissão das relações com os estudantes, a tesouraria.

Pode destacar-se como atividades concretas e regulares da capelania:

Liturgia dominical no bairro dos Navegadores em Porto Salvo, todos os Domingos às 12 horas. Aos Sábados e Domingos tem havido catequese para crianças, adolescentes e jovens. Há 10 grupos de catequese para batismo, primeira comunhão e crisma.

Liturgia dominical no Bairro 6 de Maio, na Venda Nova, às 10h30. A atividade pastoral no Bairro 6 de Maio é coordenada pelas irmãs Dominicanas tendo como colaboradores os membros da comunidade local, o centro social é o local onde são feitas todas as atividades: eucaristias, reuniões, catequeses e recreação. Há pequenas comunidades cristãs. São grupos compostos por 10 a 15 membros. Reúnem-se em casas. Rezam, partilham a vida, celebram a eucaristia. Participam em vários encontros no Bairro de 6 de Maio. Também é nesta comunidade que temos realizado os cursos bíblicos.

Na Igreja do Campo Grande, uma vez por mês aos terceiros Domingos. O Campo Grande tem sido o lugar de encontro dos africanos residentes em Lisboa. Aos Domingos, nós encontramo-nos ao longo do ano para celebrar uma vez por mês a eucaristia. Tendo a grande dispersão dos africanos, o telemóvel tem sido o meio de contato para a realização destas celebrações. A própria distribuição dos cânticos por país da comunidade empenhou mais os participantes. Celebramos também na Igreja do Campo Grande o Natal e a Páscoa dos africanos.

Casal da Mira, todos os Sábados às 17h e aos Domingos às 09h30. Depois de um diálogo com o pároco de Casal de Cambra a que pertence a comunidade de Casal da Mira, a capelania assumiu as celebrações nesta comunidade composta de mais da metade pelos imigrantes africanos. As missas dos Sábados têm sido dedicadas para as crianças da Catequese e foi para a capelania um desafio para a integração das crianças na liturgia.

 

Celebrações

Ao longo do ano a capelania tem tido as celebrações a que chamamos circunstanciais, que foram:

Festa de Nossa Senhora da Paz no Bairro dos Navegantes no primeiro Domingo de Outubro. Esta festa que reuniu muita gente, sobretudo cabo-verdiana espalhada pelos diversos bairros de Lisboa, tem sido uma oportunidade para a capelania transmitir a este povo uma mensagem evangélica.

A festa de Santa Catarina em Outurela. Esta festa reuniu muitos imigrantes cabo-verdianos. Terminada a eucaristia fez-se em geral uma procissão com a imagem de Santa Catarina através das principais ruas de Outurela.

A festa de Natal dos africanos na Igreja de Campo Grande, os africanos, vindos de diferentes partes de Lisboa, celebram o Natal africano com Missa e almoço partilhado.

Colaboração com CEPAC: A capelania, juntamente com a direção desta instituição proporciona encontros com os seus utentes.

A Festa de Santo Amaro na Igreja do Campo Grande: Festa promovida pelos jovens estudantes de Tarrafal (Cabo-Verde).

A Festa de S. Salvador em Apelação: Festa promovida pela comunidade africana de Apelação.

A Festa de Dom Sittimio: Em homenagem ao primeiro bispo da Guiné-Bissau foi promovida pela comunidade guineense em Lisboa.

A Festa Crioula na Buraca ou festa dos povos, organizada pela comunidade de Cabo-Verde foi aberta também a outras comunidades.

A Peregrinação Africana em Fátima nos primeiros Sábados de Agosto.

 

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Capelania das Comunidades Católicas Africanas

Em quase todos os bairros de maioria africana, além das igrejas paroquiais da zona, há diversos lugares de culto ao serviço das comunidades

(Rua de Santo Amaro, à Estrela, 51, 1200801 Lisboa)

Telefone: 213933000; Responsáveis: Padres Espiritanos (CSSp)

texto pelo padre Dex-Steve Goyeko; fotos Luís de Oliveira, Santuário de Fátima
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