Missão |
Ana Catarina Lopes
“Um caminho de amor, um caminho de Deus!”
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Ana Catarina Lopes nasceu a 12 de Junho de 1989 em Lisboa. Frequentou o ensino primário e básico nas Escolas do Catujal onde sempre viveu e o ensino secundário em Loures. É licenciada em Serviço Social pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa. Frequenta atualmente o mestrado em serviço social na vertente de empreendorismo e inovação na economia social.

 

Ser testemunha d’Ele e transmitir a fé que dá vida!

Entrou para a catequese com 8 anos, fez todo o percurso até ao crisma e em 2004 foi auxiliar do 2º ano de catequese. Foi catequista durante 10 anos e considera que foi das melhores experiências que teve. “Cresci, aprendi com as crianças, com os colegas, com o pároco, enfim… com a comunidade, fui testemunha de Deus e tentei transmitir da melhor forma que consegui esta fé que dá vida”, partilha. Em 2003 integrou o grupo de jovens da paróquia (Juventude Mariana Vicentina) onde esteve de forma ativa até ao presente ano exercendo diversas funções: vogal de imprensa, caridade, missão, secretária e presidente. “O início da missão foi aqui, neste grupo… Durante todos estes anos cresci e amadureci a minha fé com todos os que passaram por lá… Tive a oportunidade de realizar diversas missões com crianças, jovens, famílias e idosos”, conta-nos. Em Setembro de 2015 começou a frequentar o Grupo Missão Mundo com o objetivo de “conhecer o grupo, os seus valores, as missões espalhadas pelo mundo e preparar-me para um caminho de missão adgentes. Identifiquei-me de imediato e percebi que o caminho seria por aqui. A missão faria sentido integrada num grupo e seria sempre uma missão conjunta.” Foi explicadora voluntária na Associação de Melhoramentos e Recreativa do Talude e no Bairro da Parcela 6. “Todo o percurso de vida religiosa foi decisivo na decisão da profissão que iria ter. Tendo tomado um contacto tão próximo com o que é missão, percebi desde logo que o que iria fazer durante a minha vida seria estar com as pessoas, ouvi-las, compreendê-las e ajudá-las, no âmbito profissional, com conhecimento e método”, partilha.

 

“O profundo desejo de ser Testemunha de Deus e do Seu Amor em gestos concretos!”

Em Fevereiro de 2014 partiu para Moçambique (Manjacaze) onde esteve em missão até Maio do mesmo ano. “À chegada um intenso cheiro a terra molhada, um calor húmido e um turbilhão de sentimentos que me invadiam: aperto, medo, dúvida, saudade, ansiedade, angústia, fé, esperança, sonho, curiosidade, alegria, amor e de repente faz-se presente, Maria: o seu mais profundo e sincero SIM a Deus… A sua entrega mais completa! Maria e o seu terno amor são o exemplo - sentia isso”, partilha. Sentiu como “verdadeiramente difícil gerir todas as diferenças, as imensas saudades, os momentos de solidão, de descrença, de cansaço” mas sempre firme de que era um caminho que estava a percorrer e por isso tudo valeria a pena. Tinha no seu coração “o profundo desejo de ser Testemunha de Deus e do Seu Amor em gestos concretos, de crescer na intimidade com Ele, de me dar, de me entregar e de amar o outro como um irmão! Porque o amor é inventivo até ao infinito (São Vicente de Paulo) ”, partilha. Os dias eram repletos de emoções e afirma que existiram momentos com obstáculos, vitórias, tristeza, alegria, desânimo, fora, sempre com paixão e dedicação. “Foi necessário um longo tempo de formação, de preparação, de perceção sobre a realidade, mas a verdade é que a real perceção aconteceu durante o tempo em que estive no terreno, com as pessoas… Foi necessário um espirito livre e acolhedor, disponibilidade e um intenso trabalho interior para perceber que nem tudo aquilo que eu considerava melhor e importante realizar ali, naquela terra, com aquelas pessoas, faria sentido… Aquilo que para mim seria necessário era distante das necessidades identificadas por quem vivia de facto ali. A adaptabilidade à realidade e a construção de pequenos objetivos comuns… O trabalho conjunto e a perspetiva de sustentabilidade adaptada ao contexto envolvente. Difícil? Muito… Desafiante? Imenso…”, conta-nos com emoção.

 

Regressar da missão: um turbilhão de sentimentos!

No regresso da missão, voltou uma pessoa transformada: “Depois de três meses de missão, a hora de partir… Tal como à chegada um turbilhão de sentimentos que me invadiam a alma e Maria continuava presente: o seu mais profundo e sincero SIM a Deus… A sua entrega mais completa! Maria e o seu terno amor são o exemplo. Sentia isso! A mala já feita e desta vez a bagagem tão maior… A necessidade de tempo para refletir sobre toda esta caminhada… Tempo para sentir tudo o que foi esta Missão! Tantas as transformações que já se faziam presentes e tantas outras que chegariam com o tempo…O caminho desta missão, tal como na vida, foi de vários ânimos e desânimos; alegrias e tristezas; coragem e prostração; calma e agitação; lágrimas e sorrisos; esperança e ceticismo; companhia e solidão; vivacidade e saudade… Um caminho de amizade, de paz; de presença; de acolhimento; de aprendizagem; de entrega e sobretudo um caminho de Amor, um caminho de Deus!

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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