Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
“Tenho vontade de ir a Fátima”

Já tive a graça de viver muitos e grandes dias em Roma. Recordo-me do primeiro, em 1983, integrado na peregrinação de jovens da nossa diocese (faz agora, precisamente, 32 anos), quando olhei para a Basílica de S. Pedro e fiquei deslumbrado. Ou, já como aluno do Colégio Português, no início dos anos 90, quando por algumas vezes pude concelebrar a Eucaristia com S. João Paulo II na sua capela privada. E ainda o inesquecível mês de Abril de 2005, com o funeral do Santo Padre e os milhões de peregrinos que dele se vinham despedir, passando pelos dias da eleição e início do ministério do Papa Bento XVI. Ou ainda o breve encontro que me foi dado ter com Sua Santidade no começo do meu episcopado.

E, no entanto, o dia da passada segunda-feira foi diferente.

“Tenho vontade de ir a Fátima”: depois das saudações e fotografias que a ocasião sempre impõe (ainda bem) e depois das palavras de boas vindas, estas foram as primeiras palavras do Papa Francisco ao grupo de Bispos portugueses que o Santo Padre recebeu no início da manhã.

É certo que agora me encontro numa situação diversa daquelas outras em que tive a graça de me dirigir a S. João Paulo II ou ao Papa Bento XVI e, sobretudo, de escutar as suas palavras; e é certo também que nessas outras ocasiões nunca senti quaisquer restrições da sua parte. Mas é igualmente verdade que, na passada segunda-feira, o diálogo do Santo Padre com aquele grupo de Bispos das dioceses do sul de Portugal foi franco, sereno, à-vontade. O Papa dispôs-se a responder às questões que os Bispos lhe quiseram colocar. E respondeu, com voz tranquila, sem pressas, com toda a franqueza e de coração aberto.

Muito mais que um simples “prestar contas” sobre o modo como caminham as nossas dioceses, esta tem sido uma verdadeira peregrinação à “casa dos Apóstolos” e, de um modo particular, à “casa de Pedro” – que, afinal, é a casa da Igreja, onde se sente o pulsar daquilo que é ser católico: não só porque em Roma se encontram literalmente cristãos vindos do mundo inteiro mas porque aqui se percebe o pulsar da vida plena que Jesus nos oferece e nos ganhou com a sua morte, ressurreição e envio do Espírito Santo.

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