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Visita ad limina dos Bispos portugueses
“A prioridade é a atitude misericordiosa”
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O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) considera que a família e o tema da misericórdia são os mais relevantes de uma semana de encontros e diálogos dos Bispos portugueses na Santa Sé.

 

Os Bispos de Portugal realizaram, entre os dias 7 e 12 de setembro, a visita ad limina ao Vaticano, uma ocasião para “pontualizar” o que faz a Igreja Católica em Portugal e pedir esclarecimentos sobre as “orientações gerais” que partem do Vaticano. “Na Igreja de Roma, que preside à caridade, dão-se instruções gerais para a vida da Igreja, porque a vida da Igreja decorre nas Igrejas particulares à volta do respetivo bispo”, referiu D. Manuel Clemente, citado pela Agência Ecclesia.

Ao fazer o balanço da visita ad limina, o presidente da CEP considerou a família e o tema da misericórdia como os mais relevantes de uma semana de encontros e diálogos na Santa Sé. “A prioridade é a da atitude misericordiosa, a passar para as comunidades e o comum dos fiéis. Isto é, nós percebermos que se estamos do lado de Deus estamos do lado de todos. E isto é tão óbvio no Papa Francisco”, afirmou. D. Manuel Clemente destacou igualmente a “centralidade do apoio à família”, da “preparação da família” e do “sustento material e espiritual das famílias, que quer dizer emprego, condições de vida e estar ao lado das famílias quando se levantam problemas”. “Fazermos das famílias o centro das comunidades cristãs para assim sermos também uma proposta à sociedade geral que só ganhará em por a família no centro”, sublinhou.

 

Papa autêntico

Sobre o encontro com o Papa, o presidente da Conferência Episcopal lembrou a autenticidade do Sucessor de Pedro. “O Papa Francisco contagia, ele é muito autêntico”, referiu D. Manuel Clemente, no final da visita ad limina dos Bispos portugueses a Roma. “O Papa Francisco põe sempre a tónica na misericórdia, na atitude de ir à procura do outro, por mais perto ou mais longe do outro, percebendo que nem todas as situações estão de acordo com o que é a proposta evangélica, mas nós temos de estar de acordo com o que é fundamento do Evangelho que é o amor por todos e por cada um”, salientou D. Manuel Clemente, nestas declarações aos jornalistas.

 

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Portugal recebe vinte missionários da misericórdia

Durante o Ano Santo da Misericórdia, Portugal vai receber cerca de duas dezenas de “missionários da misericórdia” para pregar e absolver os pecados normalmente reservados ao Papa. O anúncio foi feito em Roma, à Agência Ecclesia, pelo presidente da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização (CEMNV). “O Papa quer que existam mil missionários em todo o mundo; em Portugal ficará mais ou menos um por cada diocese”, revelou D. Manuel Linda, após o encontro com o Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, que organiza o Jubileu da Misericórdia.

O Jubileu da Misericórdia foi proposto pelo Papa Francisco para a Igreja e vai começar no dia 8 de dezembro e decorre até ao dia 20 de novembro de 2016. De acordo com este prelado, os missionários da misericórdia devem “pregar a misericórdia” e absolver em confissão os “pecados reservados à Sé Apostólica, ao Santo Padre, mas que ele concede a possibilidade de serem perdoados por essas pessoas ao longo do Jubileu da Misericórdia, especialmente durante a Quaresma”.

O presidente da CEMNV adiantou ainda que os missionários da misericórdia de todo o mundo terão um encontro de dois dias com o Papa e o processo de nomeação dos missionários de Portugal será analisado na próxima Assembleia da Conferência Episcopal Portuguesa.

 

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Portugueses “não ficarão sacrificados” se acolherem refugiados

O presidente da Comissão Episcopal e Mobilidade Humana (CEMH) afirmou, em Roma, que acolher refugiados não traz sacrifícios, mas será ocasião para “experiências maravilhosas”. “Os portugueses não ficarão sacrificados porque ao cuidarmos dos outros iremos encontrar motivos, mesmo junto das entidades autárquicas e governamentais, para cuidarmos dos nossos”, afirmou D. Jorge Ortiga à Agência Ecclesia.

O presidente da CEMH visitou os Conselhos Pontifícios Justiça e Paz e para os Migrantes e Refugiados, no âmbito da visita ad limina que os bispos portugueses realizaram ao Vaticano, e tomou conhecimento das orientações que estão a ser preparadas para propor aos países europeus o acolhimento de refugiados. “Na questão dos refugiados temos dois momentos: a emergência e depois proporcionar às pessoas estabilidade”, salientou D. Jorge Ortiga, adiantando que “o povo português tem um coração muito acolhedor e fará experiências maravilhosas”. “O povo português tem um coração muito grande. Temos muitas e graves necessidades na habitação, na alimentação e no trabalho. Mas nestas ocasiões, essas pessoas, que são seres humanos como nós, necessitam ainda mais do que aqueles que aqui se encontram”, afirmou.

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