Missão |
Sara Nascimento
“Nas mãos D'Ele, soltámos amarras e criámos laços!”
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Sara Nascimento nasceu a 14 de agosto de 1991, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa. Cresceu e viveu sempre em Queijas (Oeiras) onde ainda vive com os seus pais e irmão mais velho.

 

Frequentou sempre escolas públicas perto de casa e concluiu o ensino secundário com média de 17 valores. Desde cedo ambicionou ser professora de Educação Física. É licenciada em Ciências do Desporto, no ramo de treino desportivo e frequenta o mestrado em ensino de educação física para o ensino básico e secundário. É escuteira (caminheira no rumo para chefe) no CNE no agrupamento 774 Queijas.

 

Viver em harmonia com a natureza, com Deus e com o outro!

Apesar de ter sido batizada, não frequentou a catequese em criança. “Durante a semana ocupava os tempos livres com atividades desportivas e os fins-de-semana eram passados a brincar com a natureza, no Alentejo”. Aos 13 anos, juntou-se a um grupo de jovens da paróquia onde ganhou muitos amigos, com os quais iniciou “uma caminhada de reflexão, partilha, interioridade e descoberta”. Foi assim que iniciou o seu percurso catequético e que fez também o crisma. Como escuteira, caminhando agora para chefe, afirma que o escutismo lhe deu “uma nova família”, com a qual aprendeu a “viver em harmonia com a natureza, com Deus e com o outro”. “Os acampamentos em que participei e todas as atividades que me coube realizar enriqueceram-me e fortaleceram-me, ajudando a construir a pessoa que sou hoje. Também através do escutismo participei e colaborei em vários projetos de voluntariado os quais abriram uma janela no meu espírito, semeando a vontade de fazer mais”, partilha.

 

Ser feliz a trabalhar com crianças e jovens

Com 18 anos começou a trabalhar em part-time, antes e depois das aulas da faculdade, numa escola perto de casa onde assumia funções de monitora de animação dos tempos livres das crianças. “Era uma Componente de Apoio à Família sob coordenação da Associação de Pais. Foi uma experiência muito positiva! Foi lá que percebi que só seria feliz a trabalhar junto de crianças e jovens. Pude assim aprender imenso, desenvolver competências, criar jogos, animações e trabalhos com as crianças e também conhecer pessoas fantásticas”, partilha. Após o final da licenciatura começou a trabalhar nos Salesianos de Manique, na SportBosco (Escola Sócio Desportiva da Escola Salesiana de Manique), um projeto associado à Fundação Real Madrid que “procura apoiar os jovens mais desfavorecidos da escola ou que residem nos bairros que a envolvem através de propostas desportivas e recreativas. A SportBosco apoia os jovens entre os 9 e os 17 anos no seu percurso escolar mas também ao nível da alimentação e higiene”, diz-nos. É a coordenadora social do projeto e para além de procurar realizar uma ponte entre os alunos e as famílias, realizar os contactos com voluntários e patrocinadores do nosso projeto, acompanha diariamente os jovens em todas as atividades. É a treinadora da equipa de futsal feminino, dá apoio ao estudo, acompanha  o lanche e a higiene e  também o regresso a casa.

 

Partir para longe com o intuito de se entregar!

Em 2015 partiu para Cabo Verde, com o programa Dom Bosco Vida e concretizou assim o seu sonho de “partir para longe com o intuito de me entregar, ajudar, fazer, trabalhar e amar... amar muito!” Realizou o percurso de formação “com um grupo tão heterogéneo quanto engraçado”. Sobre esta experiência conta-nos na primeira pessoa: “Passámos 22 dias na Boavista, em Cabo Verde. A cada dia acontecia algo novo. Aprendemos a viver em grupo, a respeitar as diferenças, a trabalhar e a dar o bocadinho que cada um tem de dar para formar o todo. Nesses dias vimos de tudo, e travámos várias batalhas contra a má disposição, dores de cabeça e outras maleitas que não nos queriam largar. Sofremos perdas, desentendemo-nos, fizemos as pazes. Saímos da casa que nos acolheu e entregámo-nos: aos outros, à Boavista e a Deus. Nas mãos D'Ele, soltámos amarras e criámos laços. Laços que agora sei que nunca serão desfeitos. A Boavista é uma terra de gente boa, que nos acolheu feliz, dando-nos tudo o que tinha. As crianças corriam para nós todos os dias de manhã a pedir o amor que levámos nas bagagens e que era só para eles. Fizemos jogos, ensinámos canções, falámos-lhes de Deus e de Dom Bosco. Sorriamos e isso chegava, a par com o sorriso deles. Levámos para Cabo Verde excesso de peso na bagagem, cheia de materiais que queríamos dar e deixar na escola da irmã Paula, e no regresso a mala vazia não chegava para o peso das saudades e de querer ali ficar muito (muito!) mais tempo. Não mudámos o mundo, não salvámos ninguém... mas fomos! Amámos e dêmo-nos ao outro. Enchemos de sorrisos, gargalhadas e música os dias das crianças do Bairro da Boa Esperança, do Rabil e da vila de Sal Rei. E trouxemos memórias, saudades, e uma vontade imensa de voltar... Foi um sonho realizado, sim! Um sonho em forma de semente que agora deixou em mim a vontade de partir mais, para mais longe, e fazer mais... cada vez mais”.

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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