Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Carta de cidadania divina

“Por vezes nas famílias voam os pratos”: esta foi a frase do Santo Padre que escutámos nas poucas notícias que as televisões portuguesas deram do encontro do Papa Francisco com os muitos milhares de famílias que se encontraram em Filadélfia para as Jornadas Mundiais da Família.

Vale a pena, no entanto, olhar para outras afirmações e desafios que, nessa noite, o Santo Padre fez às famílias que tinha ali à frente – e, por meio delas, às famílias do mundo inteiro.

O Papa Francisco começou por dizer que toda a beleza e todo o amor da criação se encontram centrados e resumidos na família: “O mais lindo que Deus fez foi a família”. E, logo depois: “O amor da maravilhosa criação Deus entregou-o à família”. Que toda a criação foi realizada em vista do ser humano, já o tínhamos escutado. Mas agora o Papa foi mais longe: todo o amor e toda a acção criadora de Deus não têm em vista o ser humano isolado, o indivíduo, mas a família.

Não espanta, por isso, que o Santo Padre tenha querido mostrar a raiz da família: “Uma família é verdadeiramente família quando é capaz de abrir os braços e receber todo o amor que Deus tem em si”. Ou seja: o amor que constrói a família, que se encontra na sua raiz é o amor de Deus ao qual a família dá, no meio do mundo, um lugar onde aparecer.

Por isso, o Papa não hesitou também em afirmar: “A família tem carta de cidadania divina”. O mesmo é dizer: não é o Estado ou uma lei, ou mesmo o conjunto dos cidadãos quem diz o que é uma família. A família é anterior a tudo isso: anterior ao Estado, às leis, à própria sociedade. Quem lhe dá a existência é o próprio Deus.

Certamente: a família não passa ao lado da cruz, tal como não passa também ao lado da ressurreição – é o caminho aberto por Jesus. E acrescentou ainda o Papa Francisco: “Por isso a família é uma fábrica de esperança, de esperança de vida e de ressurreição”.

Por fim terminou: “Cuidemos da família. Defendamos a família porque aí se joga o nosso futuro”.

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