Família |
XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
A família na ordem do dia
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Todos fomos ouvidos, pronunciámo-nos sobre as mais diversas questões acerca da família porque precisamos de esperança para prosseguir na vida com a coragem da fé: e agora (de 4 a 25 do corrente mês de Outubro) decorre em Roma o Sínodo dos Bispos, que é preciso acompanhar de uma forma esclarecida e confiante.

 

O Papa Francisco incentiva-nos a rezar para que os padres sinodais saibam conduzir uma reflexão que “reconheça, valorize e proponha tudo o que a família tem de belo, de bom e de santo” e que mostre uma Igreja que é “casa aberta” a todos, “acolhedora e acessível”.

Na vigília de oração e missa que marcaram a abertura destes trabalhos, o Papa destacou a importância de um Sínodo que, mais do que falar de família, saiba colocar-se à sua disposição para reconhecer sempre a dignidade, a consistência e o valor de cada família, “não obstante as fraquezas e contradições que a possam assolar”.

Porque se fala hoje tanto na Família? Naturalmente porque vivemos uma sociedade em mudança, mas que está a perder as suas referências e o seu suporte principal. O sacramento do matrimónio é um sacramento primordial, ou seja, que vem dos primórdios por ter sido instituído por Cristo, como vida de compromisso de um homem com uma mulher para o seu próprio bem e realização, mas sobretudo para serem continuadores de vida, dando ao mundo novos homens e mulheres capazes de louvar e bendizer a Deus num “estado permanente de missão” (EG 26).

A Igreja é chamada a viver a sua missão na fidelidade, na verdade e na caridade. Esta é a chave dos trabalhos sinodais durante três semanas, na medida em que as sociedades, os países e o mundo são o reflexo do que se vive em família. Por isso é tão necessária a orientação moral da Igreja, de uma forma clara e que toque a todos, mudando o mundo numa atitude de conversão.

Não podemos dissociar a nossa participação remota e a nossa oração para as grandes linhas de orientação do Sínodo dos Bispos para a Família, daquilo que tem vindo a ser a nossa mobilização no Sínodo Diocesano, em que somos chamados a ser evangelizadores e a dinamizar a participação ativa de um maior número de pessoas na vida da comunidade, vivendo o acolhimento.

Como nos refere, em vários momentos e circunstâncias o Papa Francisco, todos nós temos de mostrar ao mundo que somos uma Igreja com as portas abertas, para acolher, dignificar e elevar quem ficou caído à beira do caminho e quem ainda não conhece a pessoa de Cristo Vivo. Reside aqui o verdadeiro sentido de comunhão, de partilha do dar o que se tem, de recuperar aquele que se desvia dos caminhos de Deus e de nos darmos - sem reservas - como irmãos, acudindo aos mais fracos e aos mais necessitados de esperança, pelo dom da fé.

Quanto a nós, fiéis, apenas teremos de manter acesa a luz da nossa oração e confiar no poder do Espírito Santo que ilumina os trabalhos e as decisões deste Sínodo, afastando-nos das posições daqueles que se arvoram no direito de querer mudar a Igreja, para que se adapte ao mundo.

 

texto escrito por diác. JPauloRomero

  

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Encontro Mundial das Famílias: Testemunhos

 

“O amor é nossa missão: a família inteiramente viva”

O Encontro Mundial das Famílias foi vivido por nós com grande emoção e marcou de uma forma muito intensa a nossa vida de casal cristão.

Ao longo dos dias, nas várias palestras, fomos tomando maior consciência dos problemas que afectam as famílias, como a diferença de personalidades, a infertilidade, os distúrbios sexuais, o consumismo, a injustiça social e a falta de apoio à natalidade, entre outras coisas, que muitas vezes as levam ao sofrimento, ao desânimo e mesmo à separação.

Simultaneamente foram-nos dadas directrizes para tentar ultrapassar e resolver muitos destes males, que destroem as famílias.

A justiça social é a progressão natural do amor à família. Temos que saber percebê-las e ajudá-las nas suas dificuldades. Isto é ser missionário, é sair para a periferia, e lado a lado espalhar a esperança no amor de Cristo.

Neste encontro, com o tema “O amor é nossa missão: a família inteiramente viva”, o Papa Francisco perguntou “Como falais aos vossos filhos? Aos gritos ou com carinho?” e continuou “Os gritos fazem crianças e adultos infelizes e revoltados, o carinho faz crescer crianças felizes e com amor”. Apontou o perdão como saída para os momentos de desentendimento entre os esposos e as suas famílias, e aconselhou que marido e mulher nunca adormecessem zangados.

Afirmou também que famílias e países que não cuidem das suas crianças e dos avós contribuem para um mundo sem alegria e sem esperança. Disse ainda que Deus ama de tal modo a família que quis que o Seu filho se tornasse humano e nascesse numa família.

Agradecemos a Deus termos participado neste encontro e pedimos-lhe que nos ajude a testemunhar tudo o que aprendemos, com a alegria e entusiasmo do Papa Francisco.

 

Testemunho de Celeste e Júlio | Paróquia da Ramada

 

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O Amor é a nossa missão! Somos uma “família” plenamente viva!

Partimos com muita esperança, além-mar, para irmos ter com o nosso pastor, o nosso querido Santo Padre Francisco, e doutras famílias do mundo inteiro que lutam para viver segundo o Evangelho e a Doutrina Social da Igreja.

Na nossa terra de Santa Maria deixámos os nossos 4 filhos que, juntamente com muitos outros que levámos no coração, ficaram a rezar pelos frutos deste encontro. Com a consciência de que era uma graça que muitos gostariam de viver, fomos com a missão de trazer o tesouro que estava à nossa espera para partilhar com todos eles.

A experiência foi única para nós e deixou marcas profundas em cada um em particular mas principalmente em casal e família. Lembramos com carinho cada um dos 9 irmãos que nos acompanharam nesta viagem: D. Antonino Dias, os outros 4 sacerdotes, o casal Ferreira, a Adelaide e a Amélia. A alegria, a comunhão e o orgulho de sermos portugueses foram constantes e deram testemunho a todos os que connosco se cruzaram. A bandeira nacional levada às costas foi muitas vezes pretexto para conversas e partilhas com irmãos estrangeiros sobre a fé, a Igreja, Fátima e a família.

As conferências que ocorreram durante a semana foram duma riqueza estrondosa e culminaram no Festival das Famílias (sábado) e na missa Papal (domingo). Mais de um milhão de fiéis caminharam pelas ruas de Filadélfia com um único objetivo: estarem juntas, em comunhão com o Papa.

Dele ouvimos ao vivo – e é completamente diferente de ser pela televisão - que a família foi naturalmente instituída por Deus; Ele criou homem e mulher, para viverem em união e procriarem; Deus entregou TUDO nas mãos da família, inclusive o próprio Deus deu-se a conhecer através duma família; a oração, o diálogo, o perdão, o sacrifício, o querer e a vontade estão na base da construção de sólidas famílias cristãs.

O Papa Francisco transmitiu esperança às famílias: é possível, apesar das dificuldades diárias, lutar por ser uma família santa, à imagem da Sagrada Família de Nazaré.

Trouxemos tantas mensagens que o pouco tempo que tivemos desde que chegámos não foi suficiente para assimilar tudo o que recebemos e vivemos. Temos uma certeza: o Encontro Mundial das Famílias serviu para nos sentirmos mais próximos de Deus através de todos os que encontrámos, do Papa, da família que nos acolheu no seu lar, dos conferencistas, dos voluntários que se prestaram a ajudar ao sucesso deste evento, dos portugueses que nos acompanharam, do motorista do autocarro … Sentimos que fomos instrumentos de Deus e de Maria, que estivemos abertos às suas vozes e com fé na divina providência, pobres e humildes, deixámo-nos conduzir e conduzimos alguns.

Temos muito a agradecer. Ficamos eternamente gratos à comunidade de emigrantes portugueses em Yonkers (Nova Iorque), que nos acolheu calorosamente na Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Ficámos com a nostalgia, a saudade e alguma tristeza do olhar de quem está feliz mas não completo, pela falta da nação que ficou do outro lado do oceano.

Do encontro com irmãos de Angola, Brasil, Índia e Moçambique, que nos fizeram sentir um só povo. Mas também com os irmãos da Argentina, do Perú, da França e da Austrália … afinal somos todos um! No céu não há nações e esta Terra é igualmente de todos os filhos criados por Deus.  

Guardamos o sorriso do motorista brasileiro que amava Portugal. Trouxemos a Margareth e o Palmer no coração – o casal sexagenário que nos acolheu em sua casa com todos os mimos, que nos serviram pequenos-almoços americanos, que serviram – isso mesmo, serviram – de motoristas, confidentes, companheiros, … e ficaram nossos amigos para o resto da vida! Deixámos lágrimas, trouxemos amor. Mesmo a calhar, não fosse o lema deste encontro: “ O Amor é a nossa missão – a família plenamente viva!”. Recordamos com um sorriso nos lábios todas as famílias numerosas que fotografámos: mães a empurrar carrinhos com vários filhos, bebés às cavalitas dos pais, ao colo dos pais, a rebolar pelo chão, a serem crianças, a serem esperança…

A Amélia … o testemunho da esperança e da alegria em pessoa! Com quase 70 anos, depois de ver o seu único filho e o marido partirem para a casa do Pai, sempre aos saltinhos com a bandeira na mão, com o sorriso puro de Deus: Portugal! Portugal!

Evangelizar é tudo isto! É amar! Amar muito! Sentir-se querido por Deus e agradecer todos os dias por “sermos vasos de barro que transportam este tesouro …”. É ter um coração puro e bondoso, capaz de acolher, transmitir esperança e testemunhar a alegria. É cair, às vezes desanimar, mas voltar a animar porque Deus tem morada em cada um de nós, em cada lar, em cada família.

Oxalá todas Lhe abram as portas! Temos de ir bater, temos de ir ao encontro e testemunhar que Deus é Amor. E afinal é de tudo isto que se trata: do Amor!

 

Testemunho de Elsa e Ricardo | Paróquia da Amadora

 

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