Juventude |
Residência Universitária Domus Nostra, em Lisboa
50 anos a ser uma casa que é nossa
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No dia 7 de novembro, juntaram-se 50 anos no mesmo espaço. A Domus Nostra, residência de estudantes universitárias, em Lisboa, celebrou os 50 anos de existência num dia de ação de graças, reencontros e muitos abraços.

 

A manhã já ia longa quando a entrada da Domus Nostra se encheu de caras alegres, reencontros e sorrisos de espanto. Muitas raparigas, agora mulheres, voltavam a entrar no edifício que lhes tinha servido de casa quando a que era sua estava longe.“Tu estás a mesma!”, ouvia-se vezes sem conta. Era isso e os abraços sem fim de quem já não se via há mais do que o coração pedia.

Depois dos reencontros iniciais e de tempo – sempre pouco – para saber novidades e notícias, seguiu-se a celebração da Eucaristia, na capela da residência. Uma Missa presidida pelo Cardeal-Patriarca D. Manuel Clemente e concelebrada por sacerdotes amigos da casa, entre eles D. António Carrilho, Bispo do Funchal e antigo capelão da residência.

 

Em busca da sabedoria que é Deus

Partindo das Bodas de Caná, D. Manuel lembrou que “aquele primeiro milagre de Jesus é para agora, para quem vive e convive nesta casa”. O Cardeal destacou a atualidade do sinal, garantindo que “Jesus se dispõe a resolver os problemas mas que não os quer resolver sozinho”. O Patriarca de Lisboa apelou, por isso, à busca da “verdadeira sabedoria” e à aspiração de uma “sabedoria mais completa do que a sabedoria humana”. E garantiu que só “Deus é a sabedoria completa”. “Sabedoria é saber e sabor. Saber não só de prática mas de saborear o que se conhece. A sabedoria já é divina tal é a sua proximidade com Deus”, sublinhou D. Manuel Clemente.

“Para atingir a sabedoria toda a nossa água é necessária, toda a nossa correspondência é exigida para que as nossas talhas de água fiquem bem cheias”, observou depois. E a Domus Nostra existe também “para que cada uma parta dali com a sabedoria da relação pessoal com Jesus Cristo”.

 

A solidão acompanhada

É a ser apoio nessa busca que a residência universitária se propõe na sua missão. Nascida em 1965, e localizada muito perto da Cidade Universitária, a Domus Nostra é animada pelas Filhas do Coração de Maria.

A proposta é a mesma há 50 anos: colaborar na formação, atenuar a dor da separação e fazer do edifício uma verdadeira casa para quem lá vive. “Fazer da residência a nossa casa”, repete, vezes sem conta, Madalena Lopes, a atual diretora. “É assim desde o início. O futuro vai ser igual”, garantiu.

Agora são 87 as residentes que ali vivem. 87 estudantes que “partilham a solidão”, explica Madalena ao Jornal VOZ DA VERDADE. “Estão sós mas acompanhadas. Tudo está pensado para cada uma ter o seu espaço e o seu silêncio”, mas ao mesmo tempo “ter alguém com quem possa contar”. E aqui nada se impõe. Há espaço para que todas “sejam livres e façam as suas escolhas”, garante Madalena. “Mas claro, estamos sempre disponíveis para conversar”, frisa.

Deus vai-se fazendo notar no dia-a-dia da casa. Na capela, nos momentos em que O celebram. “Deus não impomos. O lugar já fala muito por si”, conta Madalena.

 

Amigas para a vida

Prova disso são os sorrisos e boas recordações de Margarida, Joana, Teresa e muitas outras. Viveram ali no início dos anos 90. Entre uma garfada e outra, estão numa roda-viva de risos e recordações. Suspiram de espanto quando contam que já foi há mais de 20 anos que fizeram daquela a sua casa. Lembram a cumplicidade, a camaradagem, os incontáveis momentos caricatos. “Estávamos sempre acompanhadas, fizemos amigas para a vida”, garantem, entre muitos sorrisos.

O banquete, que tinha começado com a Eucaristia, continuou de outra forma. No jardim, no refeitório e um pouco por toda a parte, gerações, estudantes e alunas diferentes partilharam a mesma refeição para celebrar 50 anos de uma casa que um dia foi de todas – a residência universitária Domus Nostra.

 

texto e fotos por Clara Nogueira

 

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Encontro decorreu em Alvide, Alcabideche 

AmarTe: a missão continua

 

Num dia de oração, formação e missão, os jovens da diocese anunciaram a alegria do Evangelho: cantaram, conversaram, pintaram paredes e até limpezas fizeram. Tudo em nome de Jesus, na missão AmarTe.

 

Na atenção aos que estão sozinhos, nos cânticos entoados pelas ruas de Alvide ou na limpeza de uma casa: foram muitas as atividades missionárias que os participantes da missão AmarTe puderam experimentar, no sábado, dia 24 de outubro, em Alvide, Alcabideche. “Foi um desafio grande de confiança. Trabalhámos até sexta à noite e depois começámos a confiar. Não correu tudo como estava planeado mas, tudo correu com naturalidade e simplicidade! Fomos onde nos sentimos chamados por Jesus, através da Igreja, para rezar, partilhar e servir, em nome de Jesus”, diz Pedro Mateus, chefe da missão. 

Ao longo do dia, os participantes puderam ouvir testemunhos de quem já partiu em missão, juntaram-se em oração e, no fim, partiram para uma de seis atividades de missão (evangelização de rua, visita a idosos, oração, limpeza e pintura de casas degradadas e catequese). “Foi bom estar ali. Poder conhecer e encontrar pessoas diferentes, que têm formas diferentes de estar na Igreja, rezam de formas diferentes, estão em missão em locais e de formas diferentes! E o Amor de Deus e a missão da Igreja englobam-nos a todos”, diz o jovem da paróquia de Agualva, que está inserido no movimento Jovens Sem Fronteiras. “Para o futuro, não sei. Mas, a missão da Igreja continua!”, garante.

 

Testemunhos de alguns participantes

 

Joana André (Paróquia de Sobral de Monte Agraço)

“A Missão AmarTe deu-me a conhecer a associação ‘Just a change’. Através da ajuda de voluntários permite a remodelação de habitações de famílias carenciadas. Um projeto muito interessante e que me fez perceber que é importante que o voluntariado vá  cada vez mais de encontro às reais necessidades das pessoas. Ao meu grupo coube a tarefa de limpar a casa de um idoso, que vivia sozinho e que tinha uma deficiência que o impedia de mover o braço direito.”

 

Gilson Paulo (Missionário - Comunidade Aliança de Misericórdia)

Conversando com outros missionários, percebemos que a maior parte das pessoas que foram alcançadas nas diversas evangelizações ficaram encantadas e ao mesmo tempo perplexas por verem jovens anunciando, com toda a alegria, o nome de Jesus.

Com certeza esta missão irá gerar bons frutos, seja para aqueles que foram encontrados nas evangelizações, seja para os missionários que participaram.”

 

João Coelho (Belas, Caminho Neocatecumenal)

“Aprendi que ser cristão não é só ir à Missa ao Domingo, mas é dar o testemunho todos os dias e mostrar que Cristo morreu por nós e que Ele é bom.”

 

Clara Marcos (Paróquia da Brandoa)
“Jesus lançou-nos um desafio e fomos AmarTe! Foi um dia cheio, onde vários jovens se uniram e mostraram à comunidade de Alvide uma Igreja viva que sai ao encontro do outro, através de várias missões. Queremos ser discípulos missionários. Queremos descobrir a cada dia que ser missionário, mais do que fazer coisas, é fazê-las por Jesus, para que sejamos canal do Seu Amor a todos aqueles que Deus permitir cruzarem o nosso caminho.”

  

texto por Missão AmarTe; fotos por André Jerónimo


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XVII Fórum Ecuménico Jovem, em Castelo Branco

Conformismo, não! Transformação, sim!

 

Mais de 200 jovens ‘invadiram’ Castelo Branco, a 7 de Novembro, para a 17ª edição do FEJ. À organização (Igrejas Católica, Lusitana, Metodista e Presbiteriana), juntaram-se os Ortodoxos.

 

A festa começou na Igreja de Nossa Senhora de Fátima com saudações. D. Manuel Felício levou palavras de incentivo da Conferência Episcopal Portuguesa. D. Antonino Dias fez as honras de anfitrião e deu as boas vindas a todos. O Dr. Luís Correia, Presidente da Câmara, mostrou a alegria de acolher o evento. D. Sifredo Teixeira saudou os presentes em nome do Conselho Português das Igrejas Cristãs. E a festa continuou com a oração da manhã e a partilha bíblica orientada pelo Bispo Sifredo. A não conformação e a transformação de vida foram analisadas à luz das atitudes do cego Bartimeu, da Samaritana e de Zaqueu. Concluiu com um apelo à solidariedade e ao acolhimento aos refugiados porque ‘a Fé tem de nos transformar e de transformar o mundo á nossa volta’. Os jovens reflectiram em pequenos grupos e prepararam uma oração para a Celebração Final. O almoço foi partilhado.

A tarde iniciou com workshops plurais, desde a visita a Museus (Cargaleiro, Francisco Tavares Proença Júnior, Arte Sacra), até partilhas de temas e experiências como a Ecologia, o Voluntariado hospitalar e missionário, a vida sofrida dos cristãos perseguidos, as respostas sociais das Igrejas.

O encerramento foi celebrativo, na Igreja de São Tiago, a partir das convicções de que só o Amor de Deus transforma, de que não há transformação sem arrependimento e confissão dos pecados, de que a transformação requer tempo para ouvir a Palavra de Deus e exige momentos de Oração. Concluiu-se que transformados por Deus, os jovens ajudam a transformar o mundo em que vivemos.

Na hora da despedida, a alegria era imagem de marca e prova de que foi um grande momento ecuménico. Os abraços não esconderam a gratidão ao Departamento de Pastoral Juvenil da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e às paróquias da Cidade que prepararam, acolheram e animaram o FEJ 2015.

 

texto por Tony Neves; fotos por Obras Missionárias Pontifícias

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