Família |
Concurso de coroas de Advento 2015
O Sonho missionário de levar a luz de Cristo a todas as famílias
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Com o objetivo de promover a preparação em família da celebração do nascimento de Cristo, o setor da Pastoral da Família do Patriarcado de Lisboa promove um concurso de coroas de Advento, sob o título “O Sonho missionário de levar a luz de Cristo a todas as famílias”.


Podem concorrer todas as famílias da diocese de Lisboa. Para participar, cada família enviará uma fotografia da sua coroa de Advento e um texto que não deve exceder os 1.500 caracteres. Este texto poderá ser uma oração, uma reflexão sobre o tema do concurso ou uma partilha sobre como se preparam para o Natal.

As inscrições devem ser enviadas pelo site http://www.familia.patriarcado-lisboa.pt ou pelo mail família@patriarcado-lisboa.pt até ao dia 31 de Dezembro de 2015

Todas as fotografias e textos serão publicados no site http://familia.patriarcado-lisboa.pt. O vencedor será publicado na rubrica familiarmente do Jornal Voz da Verdade de 10 de Janeiro de 2016.

  

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Natal em família

 

É véspera de Natal, a lareira está acesa, o presépio, construído com a ajuda dos netos, está iluminado, a mesa está posta e aguardamos a “invasão”. Aos poucos vão chegando carregando sacos com presentes numa mão e bebés e/ou a contribuição para a ceia noutra. Juntam-se mais de sessenta membros da família Avillez, as idades variam entre os zero e os noventa anos, vamos celebrar o nascimento de Jesus em família. Rezamos e depois começa a confusão da distribuição dos presentes, com todos a dar e a receber em simultâneo. Há anos em que se tenta implementar um sistema, mas nunca resulta pois o entusiasmo dos pequenos é demasiado. Por fim sentamo-nos para cear e tudo sossega. Os mais novos preferem ver um filme, a escolha é difícil porque as idades variam muito e, em cada quarto, mães tentam adormecer bebés excitados. Toca o telefone; é a irmã que vive na Alemanha ou o irmão que vive no Brasil que querem desejar as Boas Festas. À meia-noite cantam-se os parabéns ao sobrinho que faz anos no dia de Natal.

A família da Mary Anne, os Stilwell, juntam-se em casa da irmã mais nova para lanchar no dia de Natal. Assim os filhos e sobrinhos já casados que têm almoço ou jantar com “o outro lado” podem estar. É tudo mais pacato – são ingleses – mas a alegria de estarem juntos é enorme.

Para nós dois nem sempre foi assim. Em Agosto de 1977, casados há cinco anos e com dois filhos pequenos de quatro e dois anos, emigrámos para Toronto, no Canadá. Não conhecíamos ninguém excepto o patrão do Vasco e a sua família. Chegou a véspera de Natal, o presépio estava pronto, a árvore de Natal enfeitada com muitos presentes para o Pedro e a Mariana pois queríamos compensar a falta dos avós e tios – o Vasco é o quinto de dez irmãos e a Mary Anne a mais velha de oito. Estávamos tristes pois prevíamos um Natal só com nós os quatro e fazia-nos falta a família alargada. Inesperadamente tocou a campainha da porta de entrada para o prédio – vivíamos num sexto andar. A Mary Anne atendeu e o nosso Natal mudou. Era um amigo da família da sua mãe. Tinham-lhe escrito a dizer que nós estávamos em Toronto mas o Tim e a Diana, sua mulher, não nos tinham conseguido contactar pois tinham escrito mal o nome do Vasco e o número de telefone estava errado. O Tim, acompanhado pela filha mais nova, atravessou Toronto na véspera de Natal, na esperança de que a morada estivesse certa, para nos convidar para jantar em sua casa nessa noite. Fomos acolhidos pela família e tornou-se uma tradição. Nasceu o nosso filho Filipe em 1980 e numa das nossas noites de Natal encontrei a Diana, de vestido comprido, de gatas no chão da cozinha a brincar às corridas de carrinhos com o nosso ‘bebé’ de dois anos. O jantar acabava meia hora antes da Missa do Galo, pois o Tim cantava no coro.

Não os vemos há anos, mas mantivemos sempre contacto com esta família que nos acolheu quando estávamos longe e cheios de saudades da família.

 

testemunho de Mary Anne e Vasco d’Avillez

  

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A família e a porta da misericórdia

 

No passado dia 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, o Papa Francisco abriu o ano Santo da Misericórdia, como um tempo favorável para fixarmos o olhar na misericórdia do Pai e assim nos tornarmos cada vez mais sinal eficaz do agir do Pai. Este ano Santo durará até à solenidade de Cristo-Rei, dia 20 de Novembro de 2016.

Neste III Domingo do tempo do Advento abrem-se na Catedral de Roma e em todas as catedrais e igrejas de significado especial de cada Diocese uma porta Santa. A Porta Santa significa um caminho que Deus nos abre para a nossa salvação. Ao passar por esta porta cada pessoa é chamada a experimentar o amor de Deus que consola, perdoa e dá esperança.

Neste sentido a Pastoral da Família de Lisboa propõe que cada família possa fazer uma peregrinação a uma das Igrejas Jubilares da nossa Diocese, passando em família a porta Santa. Para que essa peregrinação possa ser mais fecunda, o Pontifício Conselho para a família propõe um pequeno subsídio destinado a ser usado pela família durante o percurso de entrada para a Porta Santa. Poderá encontrar mais subsídios para o ano jubilar no site da Pastoral da Família.

Dependendo da composição do grupo familiar poderá confiar a leitura dos textos do Papa a um dos filhos mais velhos, a condução é, ao invés, claramente delegada aos pais.

 

Proposta para a Passagem da Porta Santa em Família

Introdução: Da Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da misericórdia “Misericordia Vultus”

“A peregrinação é um sinal peculiar no Ano Santo, enquanto ícone do caminho que cada pessoa realiza na sua existência. A vida é uma peregrinação e o ser humano é viator, um peregrino que percorre uma estrada até à meta desejada. Também para chegar à Porta Santa, tanto em Roma como em cada um dos outros lugares, cada pessoa deverá fazer, segundo as próprias forças, uma peregrinação. Esta será sinal de que a própria misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício. Por isso, a peregrinação há de servir de estimulo à conversão: ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é connosco. (MV 14)

 

Sinal da Cruz e palavras introdutórias

Os pais recordam aos filhos as etapas que os levaram a este momento de graça, especialmente se pequeno, explique o significado do Jubileu (trata-se de um Ano Santo proclamado pela Igreja como um convite à conversão, uma oportunidade para alimentar a fé e renovar o compromisso de ser um testemunho de Cristo) e o significado da Porta Santa (significa que se abre um caminho extraordinário para a salvação).

Da Bula de proclamação do Jubileu extraordinário da misericórdia “Misericordia Vultus”

Nas parábolas dedicadas à misericórdia, Jesus revela a natureza de Deus como a de um Pai que nunca se dá por vencido enquanto não tiver dissolvido o pecado e superada a recusa com a compaixão e a misericórdia. Conhecemos estas parábolas, três em especial: as da ovelha extraviada e da moeda perdida, e a do pai com os seus dois filhos (cf. Lc 15, 1-32). Nestas parábolas, Deus é apresentado sempre cheio de alegria, sobretudo quando perdoa. Nelas, encontramos o núcleo do Evangelho e da nossa fé, porque a misericórdia é apresentada como a força que tudo vence, enche o coração de amor e consola com o perdão. Temos depois outra parábola da qual tiramos uma lição para o nosso estilo de vida cristã. Interpelado pela pergunta de Pedro sobre quantas vezes fosse necessário perdoar, Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete » (Mt 18, 22) e contou a parábola do «servo sem compaixão». Jesus declara que a misericórdia não é apenas o agir do Pai, mas torna-se o critério para individuar quem são os seus verdadeiros filhos. Em suma, somos chamados a viver de misericórdia, porque, primeiro, foi usada misericórdia para connosco. O perdão das ofensas torna-se a expressão mais evidente do amor misericordioso e, para nós cristãos, é um imperativo de que não podemos prescindir. Tantas vezes, como parece difícil perdoar! E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado nas nossas frágeis mãos para alcançar a serenidade do coração. Deixar de lado o ressentimento, a raiva, a violência e a vingança são condições necessárias para se viver feliz. (MV 9)

 

Dinâmica para a família

O que deveríamos perdoar-nos mutuamente? Fazemos um momento de silêncio em que todo mundo se pergunta: quem, na família, e o que, devo hoje oferecer o meu perdão? Para quem, em família, e para que, eu devo pedir desculpas? Neste ponto, num breve diálogo familiar, peçamos reciprocamente desculpas e ofereçamos o nosso perdão aos outros.

O que deveríamos deixar-nos perdoar por Deus? O que deveríamos pedir-lhe perdão? Se não tiver recentemente celebrado o Sacramento da Reconciliação, esta é uma boa oportunidade para fazê-lo.

 

Pai-nosso e abraço da paz

 

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Testemunho: Encontro Anual de Agentes de Preparação do Matrimónio

 

No dia 8 de Novembro tivemos o prazer de participar no Encontro Anual de Agentes de Preparação do Matrimónio, no seminário dos Olivais, com o tema “um sim para toda a vida?”.

Inicialmente conhecemos a equipa da Pastoral Familiar, tendo em seguida o Padre Gonçalo Fernandes feito uma muito interessante preleção sobre a história do matrimónio. Posteriormente, ouvimos o testemunho de um casal, Rita e Ricardo Guerreiro, que nos falaram da forma como vivem o sim do matrimónio, no seu dia a dia, em casal, com os seus filhos e na comunidade.

Depois de uma 1ª parte mais expositiva, o encontro teve um 2º momento mais interativo, no qual foi promovida a partilha de experiência entre todos e debatida a questão de como podemos ajudar os noivos a acreditar no “sim para toda a vida”. Esta dinâmica de grupos permitiu também a discussão sobre situações concretas que nos levaram a pensar que os noivos que vão começar um novo projeto de vida trazem muitas vezes crenças sobre o matrimónio, preocupações, medos, ou até algumas feridas e que precisam de redescobrir a forma positiva da vivência do sim para sempre.

Enquanto agentes de preparação para o matrimónio consideramos que este encontro foi importante para estarmos mais conscientes de eventuais dificuldades dos casais à vivência do sim do matrimónio e para estarmos mais preparados para os ajudar a refletir sobre o compromisso que desejam assumir.

 

testemunho de Rita e Pedro Delgado da Rocha (Membros da Equipa do CPM da Paróquia do Estoril)

 

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Vai Acontecer

9 de Janeiro: Dia de oração e reflexão para casais à espera de filhos

10 de Janeiro: Dia do Batismo do Senhor. Encontro Diocesano de agentes de preparação para o Batismo

A OPINIÃO DE
Guilherme d'Oliveira Martins
Continuamos a ler os Atos dos Apóstolos, e a acompanhar Paulo e Barnabé no seu percurso: «Naqueles...
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P. Gonçalo Portocarrero de Almada
A dor não é uma desgraça, mas uma experiência de amor que, ao unir-nos ao sacrifício de Cristo na Cruz, nos aproxima dos irmãos.
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