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“Naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade”
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Em dia de Reis, o Papa Francisco lembrou que a missão não é uma profissão. Na semana em que realizou uma visita surpresa, foi anunciado que o Papa vai fazer vídeos para o Apostolado da Oração, Francisco pediu aos católicos que mostrem a fé com gestos concretos e lembrou que a “indiferença cria barreira, suspeitas e medos”.

 

1. O Papa realçou esta quarta-feira, dia de Reis, a vocação missionária da Igreja. Para Francisco, o anúncio do Evangelho não é apenas mais uma opção, nem uma mera profissão. “Anunciar o Evangelho de Cristo não é uma opção que podemos fazer de entre muitas, nem é uma profissão. Para a Igreja, ser missionária não significa fazer proselitismo; para a Igreja, ser missionária equivale a exprimir a sua própria natureza: ser iluminada por Deus e refletir a sua luz. Não há outra estrada. A missão é a sua vocação. Quantas pessoas esperam de nós este serviço missionário, porque precisam de Cristo, precisam de conhecer o rosto do Pai!”, salientou.

Falando especificamente da Epifania, ou a visita dos Magos a Jesus, que a tradição apelidou de Reis, dando origem ao dia de Reis que se assinala a 6 de janeiro, Francisco diz que se trata simbolicamente de uma representação de toda a humanidade. “Os Magos representam as pessoas, dos quatro cantos da terra, que são acolhidas na casa de Deus. Na presença de Jesus, já não há qualquer divisão de raça, língua e cultura: naquele Menino, toda a humanidade encontra a sua unidade. Como os Magos, ainda hoje, há muitas pessoas que vivem com o ‘coração inquieto’, continuando a questionar-se sem encontrar respostas certas. Também elas andam à procura da estrela que indica a estrada para Belém”, explica.

Após a Missa, na oração do Angelus o Papa convidou: “A experiência dos Magos exorta-nos a não nos contentarmos com a mediocridade, nem com o deixa andar, mas a procurar o significado das coisas, descobrindo com paixão o grande mistério da vida. E ensina-nos a não nos escandalizarmos com a pequenez e a pobreza, mas de reconhecer a riqueza na humildade, e saber como se ajoelhar diante dela”.

 

2. Na tarde de segunda-feira, dia 4 de janeiro, o Papa Francisco fez uma visita a Greccio, para visitar o lugar onde São Francisco de Assis instituiu – na noite de Natal de 1223 – o Presépio. A cidade de Greccio fica na região italiana do Lazio na província de Rieti e o Santo Padre esteve durante alguns minutos em oração pessoal. Tratou-se de uma visita surpresa que só foi comunicada ao prior do Santuário de Greccio e ao bispo de Rieti, com o Papa Francisco a fazer a viagem de cerca de 100 quilómetros de automóvel.

 

3. O Papa quer dar mais atenção às intenções mensais do Apostolado de Oração, por isso vai gravar vídeos com as intenções, que serão divulgados nas redes sociais, como o Facebook, Twitter, Instagram e YouTube. O objetivo é rezar cada mês por uma intenção diferente, mas a ideia, promovida desde o século XIX pelos jesuítas, caiu em desuso. Agora, é o próprio Papa Francisco, que é jesuíta, quem vem dar um novo impulso ao Apostolado de Oração, dando o exemplo. Os vídeos do Papa serão gravados em espanhol, cada mês com um tema diferente e com grande divulgação. “Cada vídeo será em dez línguas, para ajudar as pessoas – os católicos e todos os que desejem rezar e mobilizar-se por estas intenções da humanidade. Rezar juntamente com o Papa Francisco por estas intenções ajuda muito. É um vídeo em que o próprio Papa vai falar e ajudar-nos a rezar com ele por estas intenções”, explica o responsável pela iniciativa, o padre jesuíta Frédéric Fornos.

O diálogo inter-religioso é a intenção escolhida para este mês de janeiro em que se assinala o Oitavário da Oração pela Unidade dos Cristãos e o primeiro vídeo de Francisco foi divulgado quarta-feira, dia 6.

 

4. O Papa desejou, no passado Domingo, 3 de janeiro, que o ano de 2016 seja de paz e que os católicos mostrem os valores da sua fé com gestos concretos de amor e misericórdia. “Neste primeiro Domingo do ano, renovo a todos os votos de paz e de bem no Senhor: nos momentos felizes e nos tristes, confiemo-nos a Ele, nossa esperança”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação do Angelus. “Especialmente neste Ano Santo da Misericórdia, façamos com que o Evangelho se torne cada vez mais carne também na nossa vida”, apelou.

O Papa repetiu, no início do novo ano, o seu conselho de trazer no bolso uma pequena edição do Evangelho: “Todos os dias, leiam uma passagem do Evangelho, para conhecer melhor Jesus, para escancarar o nosso coração a Jesus”.

 

5. O Papa Francisco apelou ao fim da indiferença como caminho para a paz. “A paz que Deus Pai deseja semear no mundo deve ser cultivada por todos nós, e não só. Deve ser também conquistada”, referiu o Papa, no Angelus de dia 1 de janeiro, desafiando as pessoas a uma mudança de “coração”. “Porque a antítese da paz não é só a guerra, mas também a indiferença que faz cada pessoa pensar apenas nela própria e cria barreiras, suspeitas, medos e fechamentos. Todas estas coisas são inimigas da paz”, complementou. A celebração de Ano Novo na Basílica de São Pedro, em Roma, ficou marcada pela participação de cerca de sete mil crianças e adolescentes ligadas a grupos corais católicos de todo o mundo, inclusivamente quatro grupos de Portugal, que estiveram na capital italiana a participar no 40º Congresso Internacional dos Pueri Cantores.

Entretanto, no final do ano passado, o relatório anual da Agência Fides revelou que 22 pessoas foram assassinadas em 2015 ao serviço da Igreja Católica. Morreram 13 sacerdotes, quatro religiosos e cinco leigos. Pelo sétimo ano consecutivo, o maior número de mortes aconteceu na América, com oito assassinatos, seguindo-se a Ásia, com sete, África com cinco e Europa com dois. O documento sublinha que a maior parte dos crimes aconteceu na sequência de tentativas de agressão violentas e diz que estes números são a “ponta do icebergue” de uma “perseguição global contra os cristãos”.

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