Na Tua Palavra |
D. Nuno Brás
Responsabilidade pelo bem comum

“A Igreja encara com simpatia o sistema da democracia, enquanto assegura a participação dos cidadãos nas opções políticas e garante aos governados a possibilidade quer de escolher e controlar os próprios governantes, quer de os substituir pacificamente, quando tal se torne oportuno” – deste modo se expressava o Papa S. João Paulo II na Encíclica ‘Centesimus Annus’ (n. 46), em 1991. Pouco tempo depois, no Catecismo da Igreja Católica, afirmava-se que “o exercício dos direitos políticos orienta-se para o bem comum da nação e da comunidade humana” (CIC 2237).

Entre outros, estes são princípios que devem nortear a participação política dos cristãos. Nada daquilo que é verdadeiramente humano nos é estranho; nem nos pode ser indiferente o futuro da nossa Pátria, dos nossos concidadãos e também o nosso.

É verdade que, muitas vezes, não conseguimos perceber a utilidade do nosso voto. É verdade que, muitas vezes, temos a tentação de, com a nossa abstenção, protestarmos contra um sistema que mais parece viver de enganos e de estratagemas. Nas últimas eleições, foram 44,14% os portugueses que não foram votar.

O facto, no entanto, é que de nada serviram essas abstenções. A vida – e, em particular, a vida política, o nosso dever de participar nas opções que dizem respeito ao bem comum – não é construída a partir daquela atitude que deixa que outros decidam por nós. Ela é, salvo casos de rara excepção, edificada por gestos concretos mas significativos, por pequenos que sejam.

No próximo domingo os portugueses são chamados a escolher um novo Presidente da República. Sabemos que não é do Presidente da República que dependem directamente as medidas concretas que governam o país. Mas sabemos igualmente que ele, mais que ninguém, tem a autoridade de falar em nome de Portugal e dos portugueses. E que os seus pronunciamentos podem influenciar as opções governamentais. É por isso que não nos pode ser indiferente a pessoa escolhida.

Ao nosso dever de cidadãos livres junta-se a nossa responsabilidade de cristãos pelo bem comum.

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