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“Ficar mais parecidos com Jesus ressuscitado”
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O Papa desejou que, durante a Quaresma, os cristãos fiquem mais parecidos com Cristo. Francisco visita o México por estes dias, mas antes encontra-se com o Patriarca de Moscovo. Em Roma, falou aos Missionários da Misericórdia, autorizou mais um santo português e lembrou a importância da oração. O local do batismo de Jesus foi declarado Património da Humanidade.


1. Na saudação aos peregrinos de língua portuguesa, na audiência-geral de quarta-feira, o Papa Francisco desejou que o tempo litúrgico de preparação para a Páscoa seja aproveitado para imitar Cristo. “Com ânimo feliz e agradecido, saúdo os professores e os alunos das diversas comunidades escolares de Barreiro, Bragança, Coimbra e Lisboa. Sobre vós e demais peregrinos de língua portuguesa, invoco a proteção da Virgem Maria. Que Ela vos tome pela mão durante os próximos quarenta dias, ajudando-vos a ficar mais parecidos com Jesus ressuscitado. Desejo-vos uma santa e frutuosa Quaresma!”, referiu o Papa, no final da audiência-geral de Quarta-feira de Cinzas, no passado dia 10. Na saudação em italiano, Francisco lembrou o Dia Mundial do Doente, que a Igreja assinalou no dia seguinte, 11 de fevereiro, pedindo a oração dos fiéis pelas pessoas enfermas: “Convido a rezar pelos doentes e a fazê-los sentir o nosso amor. A mesma ternura de Maria esteja presente na vida de tantas pessoas que se encontram ao lado dos doentes sabendo colher as suas necessidades, mesmo aqueles mais impercetíveis, porque vistos com olhos cheios de amor”.


2. O Papa Francisco pediu a oração de todos pela Viagem Apostólica ao México, que decorre por estes dias, de 12 a 18 de fevereiro, e pelo histórico encontro que vai ter com o Patriarca Kirill, nesta sexta-feira, dia 12, em Cuba, naquele que será o primeiro encontro entre um Papa e um Patriarca de Moscovo. Segundo a Igreja Ortodoxa da Rússia, o tema central do encontro será o drama dos cristãos perseguidos no Médio Oriente, embora também esteja prometida a assinatura de uma declaração conjunta sobre o futuro do diálogo entre as duas igrejas. Aparentemente, a escolha de Cuba será apenas pela coincidência de Kirill se encontrar no país em visita pastoral na mesma altura em que o Papa Francisco se dirige para o México. Contudo, Roma e Moscovo já confirmaram que este encontro é o resultado de dois anos de negociações, pelo que não haverá lugar a coincidências no planeamento. Perante as recusas constantes da Rússia a uma visita papal, a possibilidade de um encontro em terreno neutro já tinha sido avançado, chegando-se a ponderar Viena, cujo Bispo ortodoxo, Hilarion, era o responsável pelas relações com a Igreja Católica. Contudo, Moscovo terá dito que preferia que um eventual encontro tivesse lugar fora da Europa. A Rússia tem uma ligação historicamente forte com Cuba e o Papa Francisco, não só por ser latino-americano mas também pelo seu papel nas negociações do fim do bloqueio de Washington a Havana, também. Será um encontro ‘relâmpago’, com o Papa a parar durante poucas horas em Cuba antes de seguir para uma visita pastoral ao México, onde vai procurar tocar todas as realidades do país. Ponto central da viagem do Papa é a visita à Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, além dos encontros com crianças gravemente doentes, com as famílias, com os jovens, com os indígenas em Chapas, com os presos e os encontros e celebrações em cidades como Juarez, a poucas dezenas de metros da fronteira com os Estados Unidos, onde a vida é caracterizada por violências e desaparecimentos.


3. O Papa encontrou-se, em Roma, com os Missionários da Misericórdia, pedindo aos confessores para cobrirem os pecadores “com o manto da misericórdia”. Na audiência que concedeu nesta terça-feira, 9 de fevereiro, Francisco sublinhou que os confessores são “chamados a expressar a maternidade da Igreja” e reiterou que é preciso o testemunho e a santidade de vida: “Não podemos correr o risco de que um penitente não percecione a presença materna da Igreja que o acolhe e o ama. Se não fosse evidente esta perceção, por causa da nossa rigidez, seria um dano grave, em primeiro lugar, para a própria fé, por impedir aos penitentes de verem-se inseridos no Corpo de Cristo”.


4. O Papa Francisco concedeu, a 20 de janeiro último, em audiência à Congregação para a Causa dos Santos, a autorização necessária à dispensa do milagre “formalmente demonstrado” para a declaração de santidade do beato Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), anunciou esta terça-feira, 9 de fevereiro, a Arquidiocese de Braga. “Este passo significativo permitirá, em breve, a conclusão do processo de canonização e a declaração pública da santidade de Bartolomeu dos Mártires, antigo arcebispo de Braga e figura de referência do Concílio de Trento”, informa a arquidiocese. Bartolomeu dos Mártires foi declarado venerável, a 23 de março de 1845, pelo Papa Gregório XVI, e beato, a 4 de novembro de 2001, pelo Papa João Paulo II.


5. O Papa lembrou, no Vaticano, a importância da oração, que não deve ser vista como uma forma fácil de obter o que se pretende. Francisco falava, no passado sábado, 6 de fevereiro, aos peregrinos de todo o mundo que estão em Roma para venerar as relíquias do Padre Pio, o Santo Confessor. “A oração não é uma boa prática para trazer um pouco de paz ao coração, nem é um meio devoto para obter de Deus o que nos interessa. Se assim fosse, seria um gesto de subtil egoísmo”, referiu o Papa, sublinhando que rezar não é como “tomar uma aspirina”, muito menos “fazer um negócio”. “A oração é outra coisa. A oração é uma obra de misericórdia espiritual, que quer levar tudo ao coração de Deus. Por isso, a oração, como o Padre Pio gostava de dizer, é a melhor arma que temos, uma chave que abre o coração de Deus”, salientou.


6. O local do batismo de Jesus no Rio Jordão foi declarado oficialmente pela UNESCO como Património da Humanidade, numa cerimónia realizada em Paris, no dia 2 de fevereiro. Na ocasião, o Vigário Patriarcal para a Jordânia do Patriarcado Latino de Jesusalém, Arcebispo Maroun Lahham, definiu o local do batismo de Jesus, visitado por quatro Papas, como “um lugar onde ainda ecoa a voz de Cristo”, num país – a Jordânia – “tranquilo e seguro, no meio de um Médio Oriente em chamas”. “O Evangelho já o havia declarado há 2000 anos, a devoção popular sempre confirmou isto e hoje a comunidade internacional faz a declaração oficial”, referiu.

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