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Papa recebe novo Presidente da República Portuguesa
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O Papa Francisco vai-se encontrar, na próxima semana, com Marcelo Rebelo de Sousa. Neste Domingo, 13 de março, assinalam-se três anos da eleição do Papa argentino, que está de retiro de Quaresma. O Vaticano enalteceu a aplicação portuguesa ‘Click To Pray’ e o Papa participou nas ’24 horas para o Senhor’.

 

1. A primeira viagem oficial de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República será ao Vaticano, apurou a Renascença junto de fontes da Santa Sé. A viagem acontece já nesta próxima semana, com Marcelo a chega a Roma no dia 16, quarta-feira, à tarde, e no dia seguinte a ter o encontro com o Papa Francisco, às 10h00. Em seguida, após a troca de presentes, como acontece com todas as visitas oficiais de chefes de Estado ao Vaticano, o presidente português reúne-se com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

Na quarta-feira, depois de aterrar em Roma, Marcelo terá ainda um encontro com membros do clero português naquela cidade, alguns dos quais precisamente ao serviço da Santa Sé.

 

2. Neste Domingo, dia 13 de março, assinala-se o terceiro aniversário da eleição do cardeal Jorge Mario Bergoglio à Cátedra de Pedro. Fazendo um balanço do pontificado, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, considerou o Papa Francisco um líder e mestre credível. “Tenho a impressão de que a credibilidade do Papa cresce como mestre da Igreja e da humanidade, numa perspetiva global, porque durante este ano o Papa tocou quase todos os continentes. Está presente num horizonte global e trata com credibilidade as questões da humanidade e da Igreja de hoje. Fala sobre os temas da paz e da guerra que tocam realmente todos. Fala sobre os grandes temas da sociedade atual no contexto da globalização, ‘a cultura do descarte’, a justiça e a participação. Na Encíclica Laudato Si’ conseguiu dar uma visão global das perguntas urgentes e cruciais da humanidade de hoje e da humanidade de amanhã. Este é o aspeto que eu vejo, ou seja, que a humanidade olha ao Papa Francisco como uma pessoa que ajuda a encontrar a orientação, a encontrar mensagens de referência numa situação de grande incerteza. Um líder e mestre credível que fazendo o seu serviço, de caráter especificamente religioso e moral, dá uma ajuda eficaz. É ouvido pelos potentes da terra. Para ele, os potentes e pobres são igualmente importantes e necessários para olhar ao caminho da humanidade rumo ao amanhã”, referiu o padre Lombardi.

O porta-voz do Vaticano falou ainda dos momentos e imagens destes três anos de pontificado. “Existe uma categoria de experiências e também de imagens e gestos que considero característico: a atenção aos doentes, o abraçar os sofredores. O facto de que o Papa saiba manifestar de maneira concreta e livre, e com gestos físicos, a sua proximidade é um sinal que deixa transparecer a proximidade de Deus. São gestos que falam realmente a toda a humanidade”.

 

3. O Papa Francisco iniciou, no passado Domingo, 6 de março, o retiro da Quaresma. Acompanhado dos membros da Cúria Romana, o Papa deslocou-se, de autocarro, do Vaticano para a Casa do Divino Meste, em Ariccia, onde os exercícios espirituais decorrem até esta sexta-feira, dia 11. O padre Ermes Ronchi, da Ordem dos Servos de Maria, foi o convidado “pessoalmente” por Francisco para fazer as meditações e, em declarações à Rádio Vaticano, afirmou que iria transmitir o que o “apaixonou” pela Palavra de Deus, o “fascínio” do rosto de Cristo. “Meditações centradas na positividade, porque o Evangelho é uma boa notícia, é a nossa esperança”, referiu o sacerdote. O padre Ermes Ronchi acrescentou ainda que “Maria será a imagem condutora das meditações porque é a primeira discípula, a mais próxima do Senhor”.

Antes de partir para os exercícios espirituais, o Papa Francisco condenou o ataque que provocou a morte de quatro Missionárias da Caridade, no Iémen. “Exprimo a minha proximidade para com as Missionárias da Caridade, pelo grave luto que as atingiu há dois dias, com a morte de quatro religiosas em Aden, no Iémen, onde prestavam assistência a idosos. Rezo por elas e pelas outras pessoas mortas no ataque e pelos seus familiares”, afirmou o Papa, no passado Domingo, 6 de março, depois da oração do Angelus. “São os mártires de hoje. Não fazem capa dos jornais, não são notícia, mas dão o seu sangue pela Igreja”, prosseguiu.

 

4. O Vaticano assumiu o ‘Click To Pray’, uma aplicação móvel criada em Portugal pelos jesuítas, como a aplicação da Rede Mundial de Oração do Papa, do Apostolado da Oração. Em Roma, na manhã do passado sábado, 5 de março, na apresentação da app, o secretário da Secretaria de Comunicações do Vaticano, monsenhor Lucio Ruiz, considerou a aplicação ‘Click To Pray’ “um instrumento que nos acompanhará e ajudará a viver os nossos dias ao serviço da missão da Igreja”. Segundo este responsável do Vaticano, esta aplicação é uma “bela surpresa e iniciativa”.

 

5. O Papa convidou os sacerdotes a estarem atentos às necessidades de quem procura aproximar-se de Deus, revendo comportamentos e alterando horários de atendimento e confissão, se tal for necessário. Francisco voltou a dar o exemplo ao confessar-se em plena Basílica de São Pedro, no arranque de mais umas ‘24 horas para o Senhor’, uma iniciativa que este ano se integrou no Jubileu da Misericórdia. Entre sexta-feira, 4 de março, e o fim da tarde de sábado, dia 5, as igrejas do mundo católico abriram as portas aos fiéis para um tempo de oração e penitência. “Deitemos fora aquilo que nos impede de caminhar rapidamente para Ele, sem medo de deixar aquilo que nos dá segurança e a que estamos presos; não fiquemos sentados, ergamo-nos, recuperemos, de pé, a nossa estatura espiritual, a dignidade de filhos amados que estão diante do Senhor para que Ele fixe os nossos olhos, nos perdoe e recrie”, disse Francisco.

O Papa pediu ainda aos padres para estarem atentos. “Hoje mais do que nunca, sobretudo nós, pastores, somos chamados também a escutar o grito, talvez abafado, de quantos desejam encontrar o Senhor. Somos obrigados a rever comportamentos que, às vezes, não ajudam os outros a aproximar-se de Jesus; horários e programas que não atendem às reais necessidades daqueles que poderiam aproximar-se do confessionário; regras humanas, quando valem mais do que o desejo de perdão; nossa rigidez que poderia manter longe da ternura de Deus”, apontou.

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