Missão |
Margarida Barreiros Cardoso , do Movimento de Schoenstatt e Missão País
“Sair de nós próprios e irmos juntos ao encontro de quem mais precisa”
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Margarida Barreiros Cardoso nasceu em Lisboa a 26 de agosto de 1993. É licenciada em arquitetura pelo Instituto Superior Técnico e está neste momento a terminar o mestrado. Fez a Aliança de Amor com Nossa Senhora no dia 8 de dezembro de 2013, “após alguns meses de preparação, momentos de reflexão, oração, para poder estar preparada e decidir com firmeza fazer este pacto”, e foi dos dias mais felizes da sua vida marcando o começo de uma vida a dois. Em 2014 liderou o projeto Missão País e considera que foi “das coisas mais gratificantes “ da sua vida.

 

Um percurso académico marcado pela fé

O seu percurso académico ficou fortemente marcado na sua passagem pelo Colégio de Santa Maria. “O crescimento na fé, o autoconhecimento e o esforço no trabalho marcaram os sete anos que lá estive. Entre o primeiro e o sétimo ano aprendi a aliar a fé ao estudo, conhecendo-me melhor em cada ano que passava. Pode dizer-se que esta é uma escola de vida, quase um movimento católico, que procurava ensinar mais do que o que os livros ditavam. Todos os dias nos eram transmitidos valores cristãos que ajudavam a crescer na escola, em casa e com os nossos amigos. Tínhamos vários momentos de oração e reflexão, e íamos uma vez por período ao Santuário de Schoenstatt”, partilha. Em conjunto com os seus pais decidiu que queria aprofundar a sua fé e a ter, como nos diz, “alguma coisa que me ajudasse a conhecer melhor a mim própria, a tornar firme a minha personalidade”. Entrou então no Movimento de Schoenstatt. A partir daí e até ao 12º ano estudou na Escola Secundária Rainha D. Amélia. “Comecei a envolver-me em várias atividades extracurriculares e a ter sempre muita coisa para fazer. Desde o desporto, aulas de inglês, reuniões de partilha e oração, dar explicações, babysittings, projetos católicos e de voluntariado e estar com amigos… continuei muito empenhada com o objetivo de acabar o liceu com uma boa média. Nunca iria permitir não tirar o curso que queria por não ter boas notas na escola, e, por isso, procurei dar sempre 100% em tudo, estudar o máximo que podia, fazendo dos estudos a maior prioridade. Recordo todos os dias uma frase que uma professora me disse: ‘A inteligência do ser humano está na capacidade de relacionar as coisas’. Não sabia bem o que queria seguir, mas sabia que queria algo desafiante, que puxasse por mim e pela minha criatividade. Decidi escolher a área de Ciências e Tecnologia, por ter Matemática e Geometria Descritiva, duas disciplinas que gosto bastante e gostaria que estivessem presentes no meu futuro profissional”, partilha. Entrou então em Arquitetura e está neste momento a terminar o seu mestrado. Criou amizades a que chama “amizades de Deus”. Conta-nos que desde o 1º ano de faculdade que faz missões nas férias semestrais com as pessoas com quem passa mais tempo: os seus amigos do Técnico! “É uma experiência incrível, onde o ambiente de estudo se torna em ambiente de missão. Parece que, nessa semana, o ambiente de stress e de estudo desaparece e dá lugar à entrega e ao serviço, que nos faz sair de nós próprios e irmos juntos ao encontro de quem mais precisa. E o mais espetacular é que todo esse espírito missionário não fica por essa semana. Vem connosco para a faculdade e transforma o nosso dia-a-dia! A sensação de voltar das missões para o Técnico é extraordinária. Parece que o ambiente na faculdade se transforma e a presença de Deus nas amizades criadas é tão evidente que nos faz chegar todos os dias de manhã com um sorriso na cara”, diz. Em 2013 foi chefe do Ramo das Universitárias de Schoenstatt, e com este cargo diz-nos que aprendeu “o que era ser um verdadeiro chefe, um verdadeiro líder: “é fazer dos outros os seus chefes”.

 

“Quem acaba por ser missionado somos nós!”

Em 2014 foi convidada para liderar o projeto Missão País e considera que foi muito gratificante: “Poder coordenar a equipa de 20 pessoas que tornou possível a realização de 39 missões… Ter a responsabilidade de criar o espirito missionário e conseguir mover 1800 missionários a levar Cristo pelo país fora”. Fez já várias missões com a Missão País, sendo a primeira em 2012 em Cuba (no Alentejo) no primeiro ano da faculdade. O seu segundo ano de missão foi já como membro da equipa de chefes que organiza as missões em Campo Maior, como chefe de oração e partilha “Ser a responsável pelos momentos de oração do grupo de missionários era uma grande responsabilidade. Tratar da espiritualidade vivida nessa semana parecia mesmo desafiante. Foi uma experiência que não trocava por nada. Falar para todos tornou-se fácil, graças à minha entrega a Deus, como se ele atuasse em mim em cada momento de oração. Ainda hoje me lembro de palavras que nem sei como saíram da minha boca!”. No total fez cinco anos de missões, os mesmos em que permaneceu na universidade e termina dizendo, “admiro muito cada pessoa que confia nos missionários e sinto que quem acaba por ser missionado somos nós, que saímos de lá cheios, com mais do que aquilo que viemos dar!”

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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