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Frei Jarek, testemunha dos mártires peruanos, em Lisboa
“Sim, perdoei-os.”
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Frei Jarek Wysoczanski esteve em Lisboa para testemunhar a vida dos dois mártires do Peru, seus confrades com quem partilhava a missão no norte deste país sul-americano. Em entrevista ao Jornal VOZ DA VERDADE, este sacerdote franciscano polaco, hoje com 55 anos e que sobreviveu ao martírio de 1991, testemunha a vida de Miguel e Zbigniew, recordando o que os seus colegas sentiram no momento da morte. “Sim, perdoei os que mataram os padres”, garante.

 

O Peru foi o destino da sua primeira missão?

Sim, em Pariacoto. É uma povoação pequena, no norte do país. Quando se percorre o caminho desde Lima, capital, até ao norte, chega-se a uma pequena cidade chamada Casma e daí temos que entrar pela região de Ancash. Só depois de uma hora de viagem se encontra a pequena povoação de Pariacoto.

 

Como se conheceram os três confrades que partiram juntos para a mesma missão?

Eu conhecia o Miguel Tomaszek desde os 15 anos. Fizemos todo o ensino secundário e como ele tinha problemas com a Matemática chumbou um ano e, por isso, separámo-nos. Mais tarde, encontrámo-nos durante os estudos de Filosofia e Teologia. Com Zbigniew Strzalkowski, conhecemo-nos desde o noviciado, que quer dizer, a partir do momento em que decidimos ser frades.

 

O que encontraram quando chegaram a Pariacoto?

Naquele tempo, em 1988, só o caminho até lá chegar era estimulante! Tínhamos asfalto e depois era terra batida, numa estrada muito pobre, estreita... mas o que me impressionava mais era a cor cinzenta, sem vegetação, das grandes montanhas do Peru. Em Pariacoto entra-se passando pela zona de Pampa Colorada que é semelhante a uma paisagem lunar, com colinas secas que vão aumentando em tamanho. Pariacoto é uma povoação muito pequena, acurralada por grandes montanhas, em que apenas durante 2 meses, durante a época das chuvas, se cobrem de verde.

A segunda coisa impactante foi ver a grande pobreza – ou como costumo dizer, a pobreza ‘omnipotente’ – presente em toda a parte. Naquele tempo não havia luz, existiam problemas com a água e as ruas que iam dar à praça central da povoação eram todas muito pobres.

 

No Peru, qual foi a vossa missão, junto do povo?

Desde 1970, altura em que houve o grande terramoto no Peru e que fez muitos mortos, viviam em Pariacoto as irmãs Escravas do Sagrado Coração. Durante muitos anos elas viveram sem a presença regular dos sacerdotes. Tinham que ir, durante três horas, à paróquia mais perto, para trazer o Corpo de Cristo. Depois eram mais três horas para o regresso… Por isso, elas pediam muito ao Bispo diocesano que lhes procurasse uma comunidade religiosa para apoiar a população. Num momento em que estava tudo pronto para receberem uns padres dos Estados Unidos, surgiram muitas dificuldades e eles acabaram por não ir. Então, rapidamente, o Superior Geral da nossa ordem indicou-nos e chegámos para formar e estabelecer a comunidade em Pariacoto, bem como em mais 74 aldeias. Para visitarmos algumas tínhamos que viajar 24 horas a cavalo e outras a pé! Poucas aldeias tinham acesso por carro. No total, tínhamos entre 15 mil e 20 mil pessoas a quem atender... mas não era muito...  Para além disso, o território da missão ia ficando, a cada dia, maior porque havia muitas comunidades, mais longínquas, que iam sabendo de que tinham chegado, àquela zona, uns jovens sacerdotes...

 

Quais os principais problemas que encontraram?

Existiam dois grandes problemas: primeiro, uma grande seca, por falta de chuva, durante dois anos; depois, surgiu também a epidemia da cólera. Isto obrigou-nos a responder a grandes carências das pessoas. Além do trabalho evangelizador, tínhamos como missão restaurar a escola para os catequistas, uma vez que Pariacoto sempre foi um centro para os catequistas mas, antes da nossa chegada, já não funcionava. Depois, fizemos muitos programas sociais, em que ensinávamos a criar canais para a água potável, a melhorar a higiene e como cuidar do lar... Nestes trabalhos tocou-nos muito ver as mulheres que carregavam muitos litros de água, aos ombros, durante cerca de 20 minutos, para cozinhar. Encontrámos uma organização peruana, que se chama SER, que nos ajudou a dar cursos aos camponeses para que eles mesmos pudessem instalar água potável, isto é, que eles próprios pudessem encontrar água, fazer os tubos e manter toda a instalação. Era um trabalho sem muita ajuda de fora, mas como nós tínhamos chegado da Polónia e não tínhamos nada, concentrámo-nos em fazer tudo com o povo local. Por isso, colaborámos muito com a Cáritas diocesana e internacional e com a ação social da Conferência Episcopal Peruana.

Mas como disse anteriormente, quem nos introduziu na missão foram as irmãs religiosas. Porque, desde 1970 até 1989, elas viveram sem sacerdotes. Quando chegámos, elas foram, para nós, umas mestras que nos introduziram na Igreja local, na cultura, nos costumes, no estilo de vida.

 

Durante a missão tiveram, certamente, muitas manifestações de carinho por parte da população. Alguma vez foram ameaçados de morte?

Não, nunca recebemos uma ameaça direta. Até à morte dos padres vivamos convencidos que o Sendero Luminoso [organização terrorista peruana] não tocava na Igreja. Essa não era apenas a nossa ideia, mas a de toda a Igreja peruana, inclusivamente até do nosso Bispo. Antes tinham existido ataques terroristas, com a morte de dois polícias, um engenheiro... mas nunca tocaram na Igreja. Por isso, tínhamos essa certeza de que estaríamos fora. Nunca tivemos um discurso aberto contra o Sendero Luminoso. Sabíamos que matavam, mas nós acompanhávamos os familiares daqueles que tinham sido mortos pela organização terrorista. Eles eram da nossa paróquia, pelo que não podíamos não estar com eles que sofriam pela morte dos seus entes.

 

O que pretendeu o grupo terrorista ao matar os frades polacos?

O motivo principal do Sendero Luminoso era golpear a Igreja e golpear fortemente o Papa polaco porque, segundo o que disse Abimael Guzmán, líder da organização terrorista, era um homem que prolongava a velha burguesia. E nós seríamos os seus representantes. Segundo o que nos disseram, pelo estilo de trabalho que tínhamos, prejudicámos a organização terrorista porque tirámos-lhe o protagonismo na zona. As pessoas em vez de prepararem a revolução, uniam-se à paróquia, participavam nos cursos de catequistas, nas comunidades começavam a reunir-se para rezar e organizavam-se para criar estruturas para a água potável e estavam empenhadas noutros projetos sociais. No fundo, o povo começou a ter, nas suas próprias mãos, as suas próprias vidas, a oportunidade de criar as suas próprias condições. E o Sendero Luminoso tinha como desejo a revolução, usando as armas para matar as pessoas, como tinha acontecido com polícias e outras autoridades. Matavam todos! No entanto, existia também outro rosto da violência: nos lugares onde não existia o Sendero Luminoso estava presente o exército, que também matava. A situação, naquele tempo, era muito confusa.

 

Como teve conhecimento da morte dos seus irmãos confrades?

Eu recebi a notícia sobre a morte dos padres quando estava na Polónia, de férias, para o casamento da minha irmã, precisamente a duas semanas do meu regresso ao Peru. Recebi-a pela televisão, fora de casa, nos dias em que o Papa João Paulo II também estava na Polónia para a Jornada Mundial da Juventude, em Czestochowa, em 1991. Recordo que o Papa, durante a Missa que presidiu, em Cracóvia [13 de agosto de 1991], beatificou uma irmã Franciscana [Beata Ângela Salawa] que está enterrada, precisamente, na ‘nossa’ igreja. Foi um momento muito forte... Eu estava a viver por dentro o drama de ter perdido os meus dois irmãos. Depois dessa Missa, o Papa foi à nossa igreja para rezar junto do túmulo desta nova beata. Aí encontrou-se com os familiares... e também comigo. Naquele tempo, na Polónia, penso que ele era o único que conhecia muito bem a situação de terrorismo que se vivia no Peru porque tinha lá estado, cinco anos antes, precisamente no lugar onde nasceu o terrorismo, em Ayacucho. Nessa data falou forte para que não se matassem mais irmãos. Ele conhecia bem a problemática do Sendero Luminoso. Na nossa conversa, fez-me muitas perguntas sobre como aconteceram as mortes. Eu já tinha uma folha preparada com as primeiras informações que me foram dadas pelo Bispo do lugar, depois de uma chamada telefónica. No final, depois de me ter dado a bênção, disse-me: “Sim, podemos dizer que temos mártires missionários... Santos mártires missionários”. E isto deu-me coragem para regressar ao Peru... mas os momentos eram muito difíceis. “Porquê? Porquê? Porquê? Onde é que nos enganámos?” – eram as perguntas que fazia a cada momento.

Precisamente no dia em que volto a entrar no país, avisam-me de que tinham matado um terceiro sacerdote, padre Alessandro Dordi [beatificado, juntamente com os dois frades franciscanos, em 5 de dezembro de 2015], que era um sacerdote diocesano que tinha uma missão muito parecida com a nossa. Conhecêmo-nos porque trabalhávamos no campo, com ele.

 

O que sentiu, após ter regressado ao Peru?

Naquele tempo, viveu-se um momento de muita tensão. Quando cheguei ao Peru, disseram-me: “Tu chegas à guerra! O que fazes aqui?”. Eu disse que preferia estar ali. Eu sempre digo que um dos frutos da Ressurreição de Jesus é não ter medo. Penso que essa força recebi-a tanto de Deus como do povo. Eu queria ver as pessoas! Queria que eles me dissessem o que aconteceu. E o que eles me disseram? Os jovens disseram-me que iam continuar o plano pastoral que foi planificado, até ao fim do ano. Os adultos iriam continuar a rezar na igreja, mesmo depois de também receberem ameaças de morte para não o fazerem. As pessoas não tiveram medo! Simplesmente, abriam a igreja e rezavam... e rezavam junto dos túmulos dos padres que foram assassinados porque foram enterrados lá.

 

Como recorda os seus irmãos?

Miguel morreu aos 31 anos. Era um homem de muita entrega e paciência para com as crianças e os jovens. Em Pariacoto não tínhamos luz, por isso utilizávamos lamparinas. Muitas vezes, pela manhã, eu via que as lamparinas estavam quase vazias. Queria dizer que havia alguém que rezava muito durante a noite. Penso que seria o Miguel, porque era um homem de muita oração.

Zbigniew era um homem muito prático, metódico e muito fascinado pela figura de São Maximiliano Kolbe. Não improvisava, tudo era bem organizado e estudou muito sobre a situação no Peru. Morreu com 33 anos. Nos momentos antes da sua morte, ele não falou com os terroristas. Ele sabia que aquele era o último momento. Pelos conhecimentos que tinha, percebeu tudo muito claramente...

 

Teve conhecimento de quais foram as últimas ações e palavras de frei Miguel e de frei Zbigniew?

Recentemente estive seis meses no Peru para preparar a beatificação deles. Falei com quase todas as pessoas que estiveram naquela noite de sexta-feira... era sexta-feira..., a noite da morte. Por exemplo, um dos nossos amigos, Digno, recorda-se de algumas palavras proferidas pelos padres no momento em que os colocaram na camioneta. Disseram-lhe: “Digno, fecha a porta por favor!”. São palavras muito significantes. Quer dizer que até ao último momento, até ao final, entenderam que aquela era, de facto, a sua missão.

O frei Miguel, no momento da captura, teve muito medo. Os jovens disseram que ele tremia. Aos terroristas disse-lhes: “Se nos enganámos, digam-nos em quê”. Zbigniew começou por não falar, mas quando chegaram mais terroristas para falar com todos os membros da missão – que naquele tempo eram dois sacerdotes e três postulantes, futuros frades –, disse-lhes, com voz forte e decidido: “Podem falar connosco mas aos três irmãos, deixem-nos ir”. E libertaram-nos. Entretanto, Miguel teve ainda tempo para dizer aos postulantes: “Vão à nossa pequena capela e rezem lá!” Naquele momento, houve uma religiosa, a irmã Bertha Fernandez, que se coloca, à força e sem medo, dentro da camioneta e escuta as acusações dos terroristas.

 

Quais foram essas acusações?

Acusaram os frades de terem dado de comer aos pobres, de terem ‘adormecido o povo’ – que assim não tinha coragem para fazer a revolução –, de ensinar a mexer na Bíblia, de ensinar a rezar o terço, e de utilizarem carros – que eram considerados símbolos do imperialismo. Depois de tirarem a irmã Bertha da camioneta, seguiram para um lugar que se chama Pueblo Viejo, fora do centro de Pariacoto, onde os mataram e queimaram os carros. Depois foram embora.

 

Perdoou a quem tirou a vida aos seus irmãos?

Sim. Poucos me fazem essa pergunta... Durante a beatificação e também noutras ocasiões, sobretudo nos aniversários da morte, perdoei os que mataram os padres. Recentemente, em Pariacoto, visitei quase todas as famílias e abracei-as. Abraçava-as porque o povo tinha ficado com a culpa... de não terem defendido os padres, de serem acusados de colaborar... Eu disse-lhes que não, não se pode viver com este sentido de culpa. Deus é o perdão!

Cada um encontrou o seu caminho... Alguns procuraram seitas, outros emigraram e já não estavam, mas dos muitos que encontrei pude sentir um choro e um alívio, como que se estivessem à espera de alguém que os abraçasse, que lhes desse um abraço de reconciliação.

 

Depois de 25 anos passados, como observa o martírio dos cristãos, por todo o mundo?

Devo dizer que estou muito comovido, aqui em Portugal, porque tive uma experiência muito forte, quando fui à igreja de Santa Cruz, em Coimbra, onde estão os restos mortais dos primeiros mártires franciscanos. Lá também tive a consciência de que estou a representar os últimos.

No dia 4 de março também vivemos o martírio das quatro irmãs missionárias da Caridade, no Iémen... Encontrei uma irmã que conheceu uma das quatro religiosas assassinadas...

Sinto que a pergunta mais forte, hoje em dia, é “como recuperar a fé, no martírio?”. Precisamente, neste tempo de Quaresma, é necessário despertar com mais força a consciência de que o nosso Deus é Deus vítima, injustamente condenado e morto. Os irmãos que hoje em dia morrem, sem justificação, sem nada, são aqueles que nos tocam e nos fazem refletir qual a imagem de Deus que eu tenho hoje em dia e que resposta dou a esta imagem. É certo que Jesus morreu na cruz e ressuscitou... mas está presente em tantas vítimas que hoje temos pelo mundo, vítimas de injustiça, de corrupção, de gente sem casa, de tantos emigrantes...

  

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Freis Miguel Tomaszek e Zbigniew Strzalkowski, mártires do Peru, foram beatificados no dia 5 de dezembro de 2015, pelo Papa Francisco. 

 

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Despertar a paixão para a missão

 

Atualmente qual é a sua missão?

Nestes últimos anos, dedico-me a animar os irmãos de toda a nossa ordem religiosa, despertando-lhes a paixão para a missão. A designação oficial do meu cargo é ‘Secretário Geral para a Animação Missionária’ dos Franciscanos Conventuais. Vivo em Roma, de onde viajo para diferentes partes do mundo. Acompanho, sobretudo, as casas de formação, em diversos lugares, procuro motivar os irmãos e também ajudo a preparar as províncias para a abertura de novas missões. Por exemplo, recentemente abrimos uma missão em Calcutá, na Índia. Já não são missões que nascem a partir da Europa, mas nascem na Ásia e para a Ásia. Neste caso, a minha missão foi acompanhar os irmãos da Índia e ajudá-los a entender o que podemos oferecer à Igreja local e como preparar novos missionários.

 

Como nasceu a sua vocação?

A minha vocação franciscana está muito ligada ao padre Maximiliano Kolbe. Eu tinha poucos anos e tocou-me muito o seu olhar. Isto aconteceu logo após a sua beatificação, em 1971, num tempo em que, na Polónia, vivíamos o comunismo. Era um tempo muito fechado, eu vivia numa paróquia franciscana e um dos freis que participou na celebração da beatificação, em Roma, trouxe-nos bonitas imagens do padre Kolbe. A mim, tocou-me o seu olhar muito penetrante, que ficou gravado em mim... mas depois, com o tempo, fui-me esquecendo...

Após o ensino secundário, na altura em que temos de tomar uma decisão sobre o que fazer, voltou-me a lembrança daquele olhar do padre Kolbe... Comecei a estudar e tocou-me muito São Maximiliano Kolbe como missionário. Tocou-me o seu olhar, a sua paixão pela vida. Isto foi algo que me penetrou e contribuiu para que estudasse para me unir aos franciscanos. Acabei por fazer o meu noviciado, estudando Teologia, em Cracóvia. Trabalhei dois anos numa pequena povoação, situada na fronteira com a, então, União Soviética e daí parti para a missão, em 1988. Descubro, ou melhor, confirmo, todo o sentido, paixão, para dedicar a minha vida fora do meu país. 

 

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Perfil

Frei Jarek Wysoczanski, franciscano conventual, tem 55 anos e é polaco. É atualmente o Secretário Geral para a Animação Missionária dos Franciscanos Conventuais, por todo o mundo. Esteve no dia 12 de março, na paróquia de São Maximiliano Kolbe, no Vale de Chelas, em Lisboa, para falar dos beatos Miguel Tomaszek e Zbigniew Strzalkowski, mártires do Peru, com quem partilhou a mesma missão.

  

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Quem foi São Maximiliano Kolbe?

Nascido em 1884, na Polónia, Maximiliano Maria Kolbe foi um padre missionário franciscano que morreu como mártir no campo de concentração nazi de Auschwitz, oferecendo-se para morrer à fome, no lugar de Franciszek Gajowniczek. Foi canonizado no dia 10 de outubro de 1982, pelo Papa João Paulo II, e na presença do homem pelo qual ofereceu a vida. Na homilia da celebração, João Paulo II considerou a morte de Maximiliano Kolbe um importante “sinal de vitória”. “Foi esta a vitória alcançada sobre o inteiro sistema do desprezo e do ódio para com o homem e o que é divino no homem, vitória semelhante àquela obtida por Nosso Senhor Jesus Cristo no Calvário”, referiu o Papa.

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