Missão |
Joaquim Santos, do grupo Missionário Ondjoyetu
Partir para ser um pequeno grão de areia
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Joaquim Santos nasceu a 25 de junho de 1972, na freguesia de Pousos, na casa da sua avó. É jornalista profissional e Pós-Graduado em Imprensa Regional e Mestre em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra. É casado, pai de duas meninas e é escritor com vários livros publicados. É membro do grupo Missionário Ondjoyetu e partirá em missão em julho para Angola.

 

O seu percurso profissional é multifacetado e vai desde realizador e apresentador de programas de rádio, até paginador, gestor comercial e colaborador de redação, ator, atleta e escritor. Aprendeu a profissão de tipógrafo manual em 1987 e mais tarde foi um dos impulsionadores da era da informática na Tipografia Leiriense, promovendo a transição do  chumbo para a impressão em offset, do semanário Região de Leiria, através de paginação em PC (1987 até 1990). Entrou como ator secundário em três novelas portuguesas. Durante três anos consecutivos foi membro do júri do Festival RTP da Canção. É representante da DECO na região de Leiria, através do Departamento de Estudos de Mercado da Revista Proteste, desde 1995. Três anos mais tarde foi selecionado para representar a cidade de Leiria na organização não-governamental “International Friendship League” (IFL) – Grupo Português.  O Grupo Português do IFL é membro fundador do Conselho Nacional da Juventude. Como escritor publicou já 15 livros, entre os quais: Estrelas que Voam para os Céus (Novembro de 2007); Ré Pública – 100 Anos de Contradições (Outubro de 2010); Ancorar o Amor (Novembro de 2010); Portugal precisa de um Salvador (Dezembro de 2014); Quilate de Sentimentos (Dezembro de 2014); Da nascente até à foz - Caminhos do Lis (Dezembro de 2015); Menino do Lapedo: Sol e Lua (Abril de 2016).

 

Refazer-se da partida da sua primeira filha

Considera que a mudança estrutural da sua vida se deu com o matrimónio a 13 de agosto de 1994 e diz-nos: “o nascimento da primeira filha, a Eduarda, a 21 de Junho de 2000, deu sequência e sentido à família. A 16 de Maio de 2006, vítima de um brutal acidente de viação, a Eduarda partiu para Deus. Não foi fácil refazer o que estava devidamente estruturado. Depois de um período onde se fizeram tantas questões sobre o sentido da vida, duas meninas ‘milagres’ vieram a este mundo: a Maria, nascida a 4 de Novembro de 2010 e a Margarida a 11 de Outubro de 2012. Embora me considere um ser citadino (não prescindo de vir quase todos os dias a Leiria), o facto é que não me adaptei a concentrar a minha habitação permanente na urbe. Preciso do campo para respirar, de ouvir os passarinhos, de olhar o verde, dos animais, das flores silvestres. É na aldeia que me consigo concentrar para escrever. É aqui que me encontro e reencontro com a vida.” Integrou o Agrupamento de Escuteiros CNE 877, dos Pousos, que tem como patrono Nossa Senhora do Desterro. Em 1992 tirou o curso de catequista aspirante na Sé Catedral de Leiria. “Já dava catequese como apoio há alguns anos na Paróquia dos Pousos mas quis evoluir com mais conhecimentos para leccionar”, diz-nos. De 2010 a 2011 foi membro do Conselho Económico da Paróquia de Colmeias. Desde 2014 que pertence ao grupo missionário Ondjoyetu, da Diocese de Leiria-Fátima. “ No mês de julho vou partir para o Sumbe (Angola) para ser um pequeno grão de areia às imensas dificuldades que existem naquela região africana. Mesmo assim, quero estar entre os que mais precisam, tendo como base as palavras do Papa Francisco: “Evangelizar os pobres: esta é a missão de Jesus; esta é também a missão da Igreja e de cada batizado na Igreja. Ser cristão e ser missionário é a mesma coisa. Anunciar o Evangelho, com a palavra e, antes de tudo, com a vida, é a finalidade da comunidade cristã e de cada um dos seus membros. Nota-se aqui que Jesus dirige a boa nova a todos, sem excluir ninguém, antes pelo contrário, privilegiando os mais distantes, os sofredores, os doentes, os descartados pela sociedade”, partilha.

 

Fazer a mala e partir ao encontro do outro

Quando lhe perguntamos o porquê de decidir partir agora, nesta fase da sua vida, diz-nos: “Vou partir, em primeiro lugar, porque quero homenagear a minha filha Eduarda, uma menina que é a estrela-guia da minha vida e que partiu para o Pai em maio de 2006. Depois, porque vejo que existem imensas diferenças no mundo. Tivemos a sorte de nascer em ‘berço de ouro’, com quase todos os confortos, ainda por cima existem tantas pessoas a reclamar. Em várias regiões do mundo, como a do Sumbe (Angola), existe choro e dor, abandono e incerteza, fome e solidão. Existe quase tudo de poucas condições e não existem quase nenhumas soluções para um povo que vê os seus políticos e outros agentes a enriquecerem a cada dia que passa, sem que com isso com eles se importem. As carências de Angola poderiam ser resolvidas internamente se existisse vontade dos mais poderosos. Faço a mala e irei, ao encontro das crianças que, com quase nada, são mais felizes do que todos nós. Porquê? Porque aprenderam a valorizar as coisas pequenas, mas tão grandes em Si mesmas, por tamanho significado, por serem tão intensas e valiosas. Além disso, em minha casa existe alegria na minha partida. As minhas filhas já têm uma mala cheia de roupa e de brinquedos para levar aos ‘Meninos sem Nada’, como elas próprias afirmam.”

texto por Catarina António, FEC – Fundação Fé e Cooperação
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